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24/06/2017

Quem foi: Silvino Canuto de Abreu Dr. Carlos Alberto Cotti


O Dr. Silvino CANUTO ABREU nasceu em Taubaté, Estado de São Paulo, em 19 de janeiro de 1892, e faleceu em São Paulo, Capital do Estado, em 2 de maio de 1980.

Em Taubaté, onde nasceu, de pais brasileiros e radicados por seus ascendentes ao torrão paulista, estudou desde os cinco anos com professores severos, entre os quais os doutores Antonio Quirino de Souza e Castro, Euzébio da Câmara Leal, Gastão da Câmara Leal e Monsenhor Nascimento Castro, afamados educadores taubateanos. Completou em Jacareí, Estado de São Paulo, aos 15 anos os cursos preparatórios no Ginásio Nogueira da Gama, pelo qual passaram numerosos intelectuais seus contemporâneos. Aos 17 anos formou- se em Farmácia pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, na qual também concluiu o curso médico. Bacharelou-se em Direito pela antiga Escola de Ciências Jurídicas e Sociais, hoje Escola de Direito da Universidade do Rio de Janeiro. Aperfeiçoou conhecimentos gerais na França, onde estudou Teologia e Ciências Religiosas. Viajou quase todo o mundo e, autodidata, adquiriu o trato de diversos idiomas, demorando-se particularmente no estudo do grego, hebraico e aramaico.

No campo jurídico a que se dedicou como profissional, principiou a advogar aos 22 anos, no Contencioso do Banco Hipotecário do Brasil e da Caísse Commerciale et Industrieille, de Paris, ao lado de Francisco de Castro, Rivadavia Correa, Afrânio de Meio Franco e outros advogados renomados, sob a orientação consultiva de Rui Barbosa, Clovis Bevilácqua, Alfredo Bernardes e outros. Especializou-se em Direito Comercial, Assuntos bancários e econômicos, trabalhando com Carvalho Mendonça, no Banco do Brasil, até 1932.

Precursor, entre nós, de idéias sociais que se agitavam em outros países, propagou-as como articulista e conferencista, elaborando diversos anteprojetos, alguns dos quais convertidos em leis.

Desempenhou vários encargos particulares do Governo Federal, examinando leis mercantis e trabalhistas e nelas colaborando intensamente. Atuou na solução de problemas nacionais, entre outros, o da imigração asiática, o do café, o do açúcar, o do câmbio, o do carburante, etc. Esteve no extremo oriente cerca de um ano estudando, in loco, a conveniência da imigração amarela, dando parecer que foi executado pelo Governo. Solucionou a questão canavieira, que ameaçava de falência numerosas usinas, sendo o autor do projeto apresentando ao Governo pelo Banco do Brasil, e convertido, sem emendas, na Comissão do Açúcar.

A Comissão do Açúcar mais tarde foi transformada no instituto do Açúcar.

Ideou, em escala menor, o Reajustamento Econômico, que mais tarde foi realizado em amplitude. Colaborou em diversos planos de natureza financeira relativos à exportação, especulação de produtos nacionais e câmbio. Projetou Leis sobre carburantes, que entraram em vigor, e agitou a questão de refinarias de petróleo cru importado, lutando contra a oposição oculta de interesses estrangeiros e contra o pavor administrativo de ver diminuída a renda aduaneira, e dando, praticamente, como industrial, a prova da eficácia de seus planos. Pugnou para que a exploração do petróleo brasileiro, ainda oculto no sub solo, ficasse exclusivamente com os brasileiros, sob o controle das Forças Armadas, trabalhando, assim, contra seus interesses particulares de industrial.

No campo da medicina, cuja ciência amou e estudava constantemente, foi precursor de muitas idéias de socialização, algumas consideradas avançadas, outras aproveitadas no Congresso Nacional e corporações científicas. Emitiu numerosas idéias trabalhistas ligadas à Medicina Social, escrevendo mais de cem artigos sobre teses diferentes. Colaborou com o Ministro Collor, sob os auspícios de Getúlio Vargas, na organização do Ministério do Trabalho. Teve ação em congressos nacionais e no exterior; fez parte de bancas examinadoras de escolas superiores; estagiou em hospitais no exterior; colaborou em inúmeras revistas médicas e farmacêuticas. Fundou com outros colegas a Associação Paulista de Homeopatia, tendo sido seu primeiro Presidente e depois Conselheiro. E nunca, como clínico, recebeu direta ou indiretamente qualquer retribuição pelos seus serviços médicos.

Na esfera teológica, empolgado desde os dezoito anos pelos estudos bíblicos, empreendeu, entre outros estudos bíblicos, e ainda inéditos, a versão direta dos Evangelhos gregos, tomando por base o mais antigo manuscrito do Novo Testamento descoberto. Estagiou, para esse fim, nas melhores bibliotecas especializadas do mundo, sobretudo Museu Britânico, Museu do Vaticano e Biblioteca Nacional de Paris. Fez a recensão dos velhos textos com os manuscritos mais recentes, restaurando quanto possível as lições anteriores ao concílio de Nicéia, anotando variantes inúmeras.

Traduziu vis a vis a primeira edição da obra de Allan Kardec — O Livro dos Espíritos — sob o título O Primeiro Livro dos Espíritos de Allan Kardec — 1857, em homenagem ao primeiro centenário daquela obra; publicou o livro Bezerra de Menezes, com várias edições da Federação Espírita do Estado de São Paulo; publicou, em separatas, o opúsculo O Livro dos Espíritos e sua Tradição Histórica e Lendária, que o Lar da Família Universal ora edita em forma de livro, e algumas obras, ainda inéditas, mas que brevemente serão publicadas, postumamente, pela família.

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