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22/09/2017

Quem foi: Jean Meyer


Jean Meyer, escritor, cientista, filantropo e filósofo suíço, foi uma das mais destacadas figuras espíritas no início do século passado. Convertendo-se ao Espiritismo, após ter lido as obras de Allan Kardec e Léon Denis, dedicou-se de corpo e alma à grandiosa tarefa de divulgação da Doutrina dos Espíritos.

Possuidor de apreciável fortuna material, colocou-a inteiramente a serviço do Espiritismo, dedicando-se com denodo e verdadeiro amor à tarefa de divulgação dos seus postulados fundamentais. Graças ao seu concurso financeiro e apoio moral, fundou-se em Paris, para onde havia transferido o seu domicílio ainda em plena juventude, o “Instituto Internacional de Metapsíquica”, cujo primeiro presidente foi o Dr. Roque Santolíquido, notável professor, deputado e Ministro da Saúde Pública e conselheiro governamental na Itália.

Ocupou a vice-presidência dessa novel instituição, o não menos famoso Dr. Gustavo Geley. Por seus relevantes trabalhos, esse instituto foi considerado de “utilidade pública”, pelo governo francês.

Por ocasião da sua desencarnação, Jean Meyer era diretor-proprietário do “Revue Spirite”, fundada por Allan Kardec, exercendo sua direção nos anos de 1916 a 1931. No ano de 1917, em sua própria residência, Vila Valrose, em Paris, foi fundada a “União Espírita Francesa”, tendo por seus principais companheiros Gabriel Delanne e Léon Denis.

Foi ainda vice-presidente da “Casa dos Espíritas”, da mesma cidade; membro proeminente da “Sociedade de Estudos Metapsíquicos” e do “Instituto Internacional de Metapsíquica”, vice-presidente do “Congresso Espírita Internacional de Haia”, vice-presidente da “Federação Espírita Internacional”, quando ela teve a sua sede em Paris, além de ter sido membro de numerosas entidades científicas da França e de outros países.

Jean Meyer dedicou-se resolutamente ao estudo dos aspectos filosófico e científico da Doutrina Espírita, sem se descuidar da parte filantrópica, amparando financeiramente várias instituições assistenciais, dentre elas uma obra erguida em Lyon, pelas senhoras Stephen e Dayt.

O grande seareiro despendeu apreciável parcela de sua fortuna na difusão do Espiritismo através das “Edições Meyer”, e na sustentação das instituições doutrinárias, com destaque a “União Espírita Francesa”.

Encetou numerosos estudos com o Dr. Gustave Geley no “Instituto Internacional de Metapsíquica”, pois era persistente investigador dos fenômenos espíritas, ao ponto de merecer de Léon Chevreuil, um dos presidentes da “União Espírita Francesa”, a afirmação de que “sem Meyer a Metapsíquica não existiria”.

Na qualidade de vice-presidente da Comissão Executiva do “Congresso Espírita Internacional”, realizado em Paris, de 6 a 13 de setembro de 1925, Meyer trabalhou com afinco, fazendo salientar, de forma impressionante, os seus conhecimentos científicos.

Gustave Geley com o casal Conan Doyle.

No Congresso Espírita de Londres, realizado em 1928, no qual tomou parte com Sir Arthur Conan Doyle, que muito o prezava, ele pronunciou as seguintes palavras:

É pela União da Ciência com o Espiritismo, com essa fé racional que ele nos dá, auxiliando-se um ao outro, que chegaremos a uma compenetração cada vez mais justa e sempre mais elevada, da obra de Deus.

Podemos afirmar, sem hesitar, que Jean Meyer foi um dos mais lídimos continuadores da obra de Allan Kardec, inclusive pela manutenção das tiragens da “Revue Spirite” durante cerca de 15 anos, e pela realização de uma intensiva divulgação dos postulados espíritas, numa época quando a nova doutrina revelada começava a aclarar os horizontes sombrios do mundo, com os esplendores da sua luz.

Jeyer não foi um homem que enterrou o talento, conforme o dizer judicioso dos Evangelhos. Ele se capacitou de que a fortuna material deve ser colocada em favor das causas nobres, por isso não hesitou em pôr esse legado transitório, que havia recebido dos Céus, a serviço do Espiritismo e dos menos favorecidos pelos bens terrenos, mas também colocou a sua inteligência, a sua fé inquebrantável e todas as forças de que dispunha, para que essa mesma causa viesse a triunfar.

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