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18/11/2017

Quem foi: Gustave Geley Espírita e Metapsiquista


Gustave Geley foi um dos grandes pesquisadores dos fenômenos mediúnicos, tendo desencarnado quando se dispunha a regressar à França, após ter encetado numerosas experimentações mediúnicas e proferido uma série de conferências na Checoslováquia. O avião que fazia a viagem de volta sofreu gravíssimo acidente nas proximidades de Varsóvia, no dia 14 de julho de 1924. Seu corpo ficou completamente mutilado e carbonizado.

Foi diretor do Instituto Metapsíquico de Paris e desfrutava de renome internacional. Na cidade de Varsóvia, teve a oportunidade de realizar vários e importantes trabalhos com o concurso dos célebres médiuns Ossowiecki, Kluski e outros, obtendo considerável quantidade de moldes de mãos, braços e pernas, feitos em parafina por Espíritos que se comunicavam, os quais tinha a intenção de levar para a França.

Geley era formado em Medicina e foi interno de vários hospitais de Lyon. Era laureado pela Faculdade de Medicina, chegando a tornar-se o mais famoso e requisitado facultativo de Annecy, na Alta Sabóia e em toda a circunvizinhança.

Em plena juventude, dedicou-se com afinco à investigação dos fenômenos de premonição, sonambulismo e lucidez. Posteriormente dedicou-se, com afinco, a pesquisas de todo gênero no campo mediúnico, jamais deixando de declinar a sua condição de espírita e de apologista da reencarnação.

Quando tinha apenas 20 anos de idade, publicou, sob o pseudônimo de Doutor Gyel, o livro Ensaios de Revista Geral e Interpretação Sintética do Espiritismo. Decorrido um ano, publicou com seu nome real a obra O Ser Subconsciente. Não muito tempo depois, deu à publicidade um grosso volume de conferências por ele proferidas em Annecy, durante a sua permanência naquela cidade francesa, intitulando-as As Provas do Transformismo e os Ensinamentos da Doutrina Evolucionista.

Uma quantidade enorme de sábios, escritores e filósofos foram atraídos para assistir as suas conferências no Colégio de França, no ano de 1918. Essas conferências alcançaram grande repercussão e projetaram o seu nome em várias nações. Nesse mesmo ano surgiu a sua notável obra Do Inconsciente ao Consciente.

Durante a I Grande Guerra Mundial (1914-18), foi mobilizado como major da Armada Italiana, tendo nessa ocasião travado conhecimento com o professor Roque Santolíquido, deputado, conselheiro de Estado e Ministro da Higiene Pública, da Itália, e grande oficial da Legião de Honra. Em companhia de Santolíquido, Geley teve a oportunidade de encetar numerosas investigações no campo da Metapsíquica, as quais serviram de laço de união e de grande amizade entre ambos.

Em 1920, fundou o “Boletim do Instituto de Metapsíquica Internacional”, transformado posteriormente na famosa “Revista Metapsíquica”. Em 1921 e 1923, compareceu aos Congressos de Copenhague e Varsóvia, onde desempenhou funções de grande relevância.

Poucos meses antes do acidente, publicou o seu último livro “A Ectoplasmia e a Clarividência“.

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Por ocasião da fundação do “Instituto Internacional de Metapsíquica de Paris”, graças ao apoio financeiro de Jean Meyer, o Dr. Roque Santolíquido foi eleito presidente e Gustave Geley foi designado diretor desse organismo. Ulteriormente esse famoso Instituto foi declarado de utilidade pública, pelo governo francês, tendo-se integrado a ele, nessa época, grandes personagens como Charles Richet, Camille Flammarion, o Conde Gramont, o Dr. Colmette, Júlio Roche, ex-ministro de Estado, o Dr. Treissier, do Hospital de Lyon, “Sir” Oliver Lodge, o Prof. Ernesto Bozzano e o Professor Meclainche, membro do Instituto de França e Inspetor Geral dos Serviços Sanitários da Agricultura.

Como parte das atividades desse famoso Instituto, Geley procedeu a várias investigações através dos médiuns Franek, Kluski, Guzik, Ossowiecki, Eva e outros, obtendo resultados os mais surpreendentes. Os trabalhos sobre Idioplastia, Ectoplasmia e os fenômenos luminosos tiveram um cunho saliente, tendo o sábio conseguido numerosos e importantes moldes em parafina para o Instituto.

Durante a gestão do Dr. Geley, o “Instituto de Metapsíquica” sofreu insidiosa e rude campanha de difamação, desencadeada simultaneamente pelos jesuítas, salientando-se dentre eles o padre Lucien Roure, e seus panfletários de confiança, entre os quais o sr. Heuzé, pela razão simples de que o Dr. Gustavo Geley, embora apaixonado pela clarividência, concedia aos fenômenos de ectoplasmia (materializações totais e parciais), primordial importância, para os quais contava com a colaboração de grandes médiuns, dentre eles o polonês Kluski. Os teólogos viam nesse fenômeno a destruição definitiva do dogma da imaterialidade da alma, sustentado pela Igreja Católica. Toda a estrutura da alma e daquilo em que ela se torna, forjada século após século, pela teologia dogmática se diluía no laboratório do Instituto de Metapsíquica, então dirigido por Gustavo Geley. Não é muito difícil se aquilatar o elevado grau das calúnias que alvejaram o modesto e sábio pesquisador.

Gustavo Geley publicou na revista “La Pensée Française”, (O Pensamento Francês), graças à cooperação de Gabriel Gobron, várias crônicas que alcançaram grande penetração na cidade onde o quinzenário era editado (Strasburgo). Essas crônicas foram logo interrompidas devido aos protestos de autoridades clericais dirigidos ao diretor da revista.

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One Response “Quem foi: Gustave Geley Espírita e Metapsiquista

  1. MARIA APARECIDA TEIXEIRA LIMA
    09/03/2016 at 16:58

    É SEMPRE BOM SABER MAIS….

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