Go to ...
Jornal de Ciência Espírita on YouTubeRSS Feed

29/03/2020

Quem foi: Charles Robert Richet


Nasceu em 26 de Agosto de 1850, em Paris, Filho de Alfred Richet, Professor de Cirurgia Clínica da Faculdade de Medicina de Paris, e sua mulher, Eugenie Née Renouard.

Nome: Charles Robert Richet
Nascimento: 26-Agosto-1850
Local: Paris, França
Desencarne:  4-Dezembro-1935
Local : Paris, França
Causa Mortis:  desconhecida
Religião: Agnóstico
Etnia:  Caucasiana
Ocupação:  Cientista
Nacionalidade:  Francesa

 



Estudou em Paris tornando-se Doutor de Medicina em 1869, Doutor em Ciências em 1878, professor de 1887 em diante na Faculdade de Medicina de Paris.

Por 24 anos (1878-1902) ele foi editor da Revista Científica, e de 1917 foi coeditor do Jornal de Psicologia e de Patologia Geral.

richet4Ao longo de sua vida, publicou trabalhos sobre Fisiologia, Química Fisiológica, Patologia Experimental, Psicologia Patológica, e outras centenas de pesquisas realizadas no Laboratório de Fisiologia da Faculdade de Medicina de Paris. Na Psicologia estudou o mecanismo de termorregulação em animais de sangue quente (homeotérmicos).

Anos antes, suas pesquisas (1885-1895) sobre Polipneia (respiração profunda após longo esforço físico) e Calafrio Hipotérmico causado por baixas temperaturas (primeiro estágio da hipotermia), visavam aprofundamento do processo pelo qual os animais com pouco ou nenhuma transpiração cutânea podiam se proteger contra o superaquecimento corporal, e como os animais de sangue frio conseguiam aquecer a si mesmos novamente.

Em terapêutica experimental, Richet demonstrou como o sangue de um animal vacinado, se defendia da infecção, fato ocorrido em Novembro de 1888. Aplicando o mesmo princípio à tuberculose, ele criou a primeira injeção soroterapêutica já aplicada no homem (6 de Dezembro de 1890).

Em 1900, Charles Richet concluiu que; ministrando apenas leite e carne crua (zomoterapia) poder-se-ia alcançar a cura de cães com tuberculose.

Em 1901 ele estabeleceu que o decréscimo de sódio clorido na comida, fazia com que o brometo de potássio, torna-se-ia muito efetivo para o tratamento de Epilepsia, e que as doses terapêuticas caiam de 10g para apenas 2g.

Em 1913 ele foi premiado com um Nobel, por sua pesquisa com a anafilaxia. Um termo inventado por ele para designar a sensibilidade desenvolvida por um organismo após receber uma injeção de coloides ou substâncias proteicas ou até mesmo uma toxina (1902). Posteriormente ele demonstrou os fatos da anafilaxia convencional e in vitro. As aplicações na medicina são extremamente numerosas. Já em 1913, mais de 4000 monografias foram publicadas sobre esta questão e atualmente ela é empregada de forma essencial na Patologia.

richet3Ele demonstrou que a injeção de proteína modifica profundamente e permanentemente a constituição química dos fluídos do corpo.

A maioria dos trabalhos fisiológicos de Richet foram espalhados em vários jornais científicos, e foram também publicados no “Travaux du Laboratoire de la Faculté de Médecine de Paris” – (Trabalhos do Laboratório de Psicologia da Faculdade de Paris, em 6 volumes de 1890 a 1911).

Entre os seus trabalhos estão:

  • Suc Gastrique chez l’Homme et chez les Animaux, 1878 (Suco gástrico dos homens e dos animais)
  • Leçons sur les Muscles et les Nerfs, 1881 (Leitura dos músculos e nervos).
  • Leçons sur la Chaleur Animale, 1884 (Leituras em aquecimento animal);
  • Essai de Psychologie Générale, 1884 (Ensaio sobre Psicolgia Geral);
  • Souvenirs d’un Physiologiste, 1933 (Memórias de um Psicologista).

Foi também editor do Dictionnaire de Physiologie, 1895-1912 (Dicionário de Psicologia), do qual 9 volumes apareceram.

Entre suas recreações, interesse sobre o espiritualismo e a composição de alguns dramas literários.

Em 1877, Charles casou-se com Amélie Aubry, e tiveram 5 filhos, Georges, Jacques, Charles (que como o Pai, foi Professor na Faculdade de Medicina em Paris e foi ao seu tempo sucedido pelo seu filho Gabriel). Albert e Alfred, e 2 filhas, Louise e Adele.

 Familiares:

  • Pai: Louis Dominique Alfred Richet (Médico, Nasc. 1816, Desencarnado. 1891)
  • Mãe: Eugenie Renouard Richet
  • Esposa: Amélie Aubry Richet (m. 1877)
  • Filho: Charles Richet
  • Filho: Jacques Richet
  • Filho: Georges Richet
  • Filha: Louise Richet Lesné
  • Filha: Adèle Richet le Ber
  • Filho: Albert Richet
  • Filho: Alfred Richet

 

Todos os livros publicados:

  • Lectures on the Muscles and Nerves (1881)
  • Lectures on Animal Heat (1884)
  • Metapsychical Phenomena: Methods and Observations (1905)
  • Anaphylaxis (1913)
  • Treaty of Metapsychics (1922)
  • Thirty Years of Psychical Research: Being a Treatise on Metaphysics (1923, memoirs)
  • Our Sixth Sense (1928)
  • The Future and Premonition (1931)
  • The Great Hope (1933)

Richet e os fenômenos mediúnicos:

Ganhador do Prêmio Nobel de Fisiologia/Medicina do ano de 1913, o Dr. Charles Robert Richet foi um Fisiologista, mas também era químico, bacteriologista, patologista, psicologista, pioneiro de aviação, poeta, novelista, editor, autor e pesquisador de psicologia. Depois de receber seu doutorado em Medicina em 1869 e doutorado em Ciências em 1878, ele passou a lecionar como professor de Fisiologia na escola médica da Universidade de Paris, e continuou por 38 anos.

Richet foi premiado com o Nobel pelo resultado de suas pesquisas sobre a Anafilaxia – (reação alérgica sistémica, severa e rápida a uma determinada substância – Fonte: Wikipédia). Além de contribuir muito na investigação sobre o sistema nervoso, anestesia e ao estímulo neuromuscular. Além de servir como editor da Revue Scientifique por 24 anos, contribuiu para muitas outras publicações científicas.

Inicialmente, Richet como muito dos seus colegas de academia, era um materialista declarado e averso a qualquer outra hipótese. Ele admitiu ter zombado dos Relatórios de Sir William Crookes e suas sessões de investigação com o médium D. D. Home e Florence Cook. Mas como todo homem de caráter honesto, após inclinar-se a investigação posterior, ele declarou: “Eu confesso envergonhado que eu estava entre os deliberadamente cegos”, fato que se encontra na sua obra: Trinta anos de investigação psíquica – livro que foi dedicado a Crookes e Frederic W. H. Myers, um outro pioneiro da investigação psíquica, assim, escreveu em dedicação a estes dois homens:

Igualmente distinguíveis por coragem e reflexões, foram os primeiros a traçar as bordas desta ciência.

Quando Eusápia Palladino, uma médium italiana, começou a produzir fenômenos similares aos de D. D. Home, Richet muito interessado em prosseguir nas investigações psíquicas, expressou seu interesse em estudá-la. Após realizar experimentos evidenciais afim de adquirir provas de Palladino em Milão em 1884, Richet inclinou-se ativamente na pesquisa psíquica. Estabeleceu laços de amizade com os maiores investigadores da época, incluíndo Crookes, Myers, Sir Oliver Lodge, e o famoso Dr. Albert Von Schrenck-Notzing. Além de Palladino, Richet conduziu severos estudos com Marthe Béraud (Eva C.), William Eglinton, Stephan Ossowiecki, Elisabeth D’Esperance, além de outros. Foi em 1905, Presidente da Society for Psychical Research (Sociedade de Pesquisa Psíquica) londrina.

Richet, deu o nome de Ectoplasma para a substância que ele coletou de Eusápia, uma espécie de protoplasma gelatinoso, segundo ele, “inicialmente sem forma, que é expelida do corpo da médium e então começa a tomar diversas formas… As materializações são extensões de uma espécie de sarcoidose emanadas do corpo de um médium”. Muitos pesquisadores estavam convencidos de que Eusápia era uma charlatã, no melhor das hipóteses, uma mistura, algumas vezes produzindo fenômenos autênticos em outras, trapaceando. Entretanto, Richet que já havia realizado mais de 200 sessões controladas com a médium, a defendeu: “Mesmo que não houvesse outra médium como Eusápia no mundo, as manifestações dela seriam suficientes para estabelecer cientificamente a realidade da telecinese e das formas ectoplasmicas”. E acrescentou também:

Os braços e mãos de ectoplasma que emergem do corpo de Eusapia fazem apenas o que eles querem, e apesar de Eusapia saber o que eles fazem, eles não são controlados pela vontade dela…

Marthe Béraud (Pseudônimo de Eva C.) também impressionou Richet. Ele a estudou em Algiers durante o ano de 1905, e sendo este período, tempo insuficiente para as conclusões que desejava, ele dedicou-se novamente no ano seguinte, ao estudo dos fenômenos que se produziam através da mediunidade daquela senhora. Os detalhes e pormenores dos resultados foram absolutamente satisfatórios, ocasião em que Richet, confrontado pela materialização e desmaterialização do espírito de Bien Boa, diante de seus olhos, declarou não haver mais dúvidas sobre a capacidade dos espíritos de tomar a forma que desejam. Encontrava-se na sua assistência, ninguém menos que Gabriel Delanne, um dos apóstolos e contemporâneos do Prof. Rivail. Já maduro e formado em Engenharia Elétrica, Delanne auxiliou Richet na obtenção de dados positivos e provas físicas das materializações, entre tais experimentos, encontravam-se, chapas fotográficas, soluções de barita para a obtenção da reação com gás carbônico das materializações, moldes de parafina, pesagem e medição de corpos, análise de pulso/batimentos, auscultação dos órgãos, e outras utilizações de aparatos médicos. Todos os detalhes encontram-se na publicação: “Os fenômenos de materialização da Vila Cármem”, disponível português na internet.

Embora Richet fosse defensor da existência destes fenômenos, ao menos publicamente ele nunca foi adepto da teoria Espiritualista ou Espírita. Ele acreditava que a realidade destes fenômenos eram antes causados por uma força desconhecida, que residia dentro dos médiuns, por outra, uma origem do próprio poder da mente humana. Ainda assim, Richet foi massacrado publicamente por defender a existência destes fenômenos, assim com Crookes, ele sentiu na pele o resultado prático dos julgamentos preconcebidos e preconceituosos. Nos últimos anos de sua vida, Richet que fora regularmente questionado em sua proposta da origem dos fenômenos, pelo ilustre Investigador Ernesto Bozzano, a quem nutria enorme admiração, enviou-lhe correspondência a título confidencial, de que era totalmente a favor das conclusões de Ernesto Bozzano, para a causa espírita e espiritualista em geral.

Richet, foi um apóstolo da ciência, que vislumbrou o inicio de uma nova Ciência, deu a ela forma, corpo e foi além, teve coragem o bastante para expor suas diretrizes e até mesmo pressentiu seu futuro. Se permaneceu cético quando a hipótese espírita, de que alguns fenômenos eram produto da intervenção das almas dos homens que deixaram o corpo através da morte… Isso pouco importa, afinal não temos cada um de nós a nossa hora?

4.36/5 (7)

Por favor, avalie este artigo.

Tags: , , , ,

One Response “Quem foi: Charles Robert Richet”

  1. Vera Lucia Vitagliano Santi Rossi
    20/02/2017 at 15:44

    Colocações esclarecedoras sobre Richet.
    Agradeço a dedicação

    0

    0

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

More Stories From Artigos