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17/10/2017

Pessoas de Outro Mundo por Henry S Olcott Um registro de mais de 400 materializações


Olcott cresceu na fazenda do seu pai em Nova Jersey. Em 1860, ele casou-se com Mary Epplee Morgam e tiveram três filhos. Olcott trabalhou como editor no Jornal New York Tribune, escrevendo artigos sobre diversos assuntos, entre os quais noticiava fatos sobre o movimento espiritualista estadunidense. Ele serviu no exército durante a Guerra de Secessão, onde obteve a sua patente de coronel. Ele também publicou uma genealogia da sua família que traçava uma linha direta entre ele e Thomas Olcott, um dos fundadores da Hartford, capital do estado americano de Connecticut, em 1636.

Inicialmente, Olcott era um adepto do movimento espiritualista. Em 1874 enquanto escrevendo uma série de artigos sobre or irmãos Eddy de Chittenden, Vermont ele conheceu Helena Blavatsky durante uma visita a fazenda Eddy. No início de 1875 Olcott foi solicitado por espiritualistas proeminentes a investigar as acusações de fraude contra os mediuns Jenny e Nelson Holmes, que afirmavam materializar o famoso espírito Katie King (Doyle 1926: volume 1, 269-277).

Em 8 de setembro 1875, Henry, Helena Blavatsky, William Quan Judge e outros fundaram a Sociedade Teosófica. Em dezembro de 1878 eles mudaram a sede da Sociedade Teosófica para a Índia, e depois a estabeleceram em Adyar, Índia. Blavatsky posteriormente mudou-se para Londres, onde faleceu, e Olcott permaneceu na Índia.

Olcott quando presidente da S.T. construiu várias escolas budistas em Sri Lanka, entre elas, o Colégio Ananda , Colégio Nalanda, Colégio Dharmaraja e o Visakha Vidyalaya. Após a morte de Olcott, a presidência da S.T. foi exercida por Annie Besant.

A Rua Olcott, e uma grande avenida em Colombo, e foi nomeada em homenagem a ele. A estátua dele foi construída em Maradana. Ele ainda é recordado por muitos em Sri Lanka e especialmente pelos estudantes destas escolas.

People From Other World

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O autor dedica este trabalho a Alfred Russel Wallace, o autor da Teoria da Seleção Natural, etc e a William Crookes, descobridor do metal Thallium – Para testemunhar sua admiração pela Coragem Moral que eles recentemente tem demonstrado, na investigação do Fenômeno chamado de Espiritual: Um sentimento que eles tem em comum com muitos milhares de seus conterrâneos

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A obra People From Other World do Coronel Henry S. Olcott é, por muitas formas um clássico memorável sobre o Espiritualismo Moderno e sua fenomenologia. Ele documentou as entrevistas que teve cara a cara com aproximadamente 400 Espíritos materializados, entre os quais encontravam-se indianos, russos, crianças, chefes de tribos e guerreiros, uma mãe com seu “bebê” nos braços” e até alguns caçadores africanos.

Conta também a trajetória dos irmãos Eddy, e as mais diversas materializações na fazenda deles próximo ao vilarejo de Chittenden em Vermont nos Estados Unidos. Sendo dois médiuns de efeitos físicos memoráveis, foram submetidos a quase toda espécie de controle e experimentação por diversos comitês escolhidos para investigar o dito Espiritualismo Moderno. Na segunda parte, o autor se dedica a descrição das conclusões de seus estudos realizados na Filadélfia, com as materializações de John King e Katie King sob rígidos controles, e também casos de transfigurações.

O autor não discute o fenômeno em seu aspecto filosófico ou moral, pelo contrário, ele devassa o tema sob um prisma científico, tampouco escreve a favor ou contra, apenas expõe os fatos como eles foram testemunhados por ele e outros experimentadores.

A notoriedade de seu talento facilmente reconhecível nas descrições que estão em seu livro, oferecem sobre este assunto de materializações, até o presente momento, uma das melhores narrativas e pormenores documentados sobre o tema. O autor teve raras oportunidades para experimentação, e sua capacidade para a realização de controles científicos pode até ser considerada excessiva. Ele teve acesso irrestrito a dezenas e raras oportunidades de estudo e pesquisa com os médiuns de Eddy e com o Sr. e a Sra. Holmes.

Como já demonstrado anteriormente, não apenas por cautelosas e tímidas observações, mas por rígidos controles científicos, realizados desde os tempos de Kardec por Robert Hare, Aksakof, Richet, Crookes, e tantos outros nomes que não nos caberia aqui enumerar, sobre as materializações, sabemos que os Espíritos possuem a característica de apresentar-se entre nós em uma forma tal como a nossa, isto é, com roupas ou vestidos reais e tangíveis, operando movimentos como os nossos e com a habilidade de falar fluentemente, e como o queiram ou as circunstâncias assim o exijam, eles possuem a habilidade de dissipar-se instantaneamente, sob os nossos olhos, como conta Charles Richet, durante suas pesquisas com Gabriel Delanne na Vila Carmem, ocasião em que o Espírito de Bien Boa, um bucaneiro, entrava e saia do chão tal um feixe de luz, em questão de segundos.

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É preciso esclarecer que para compreender a gravidade deste fato no que diz respeito a fornecer um relato fiel ao investigador, é necessário previamente submeter o mesmo à algumas leituras importantes, com intuito de melhor apresentar o fenômeno. (Ver Livro dos Médiuns).

Muitas sessões realizadas à penumbra pela necessidade de preservação de ectoplasma emanado do médium, podem supor à primeira vista do observador muitas dúvidas da veracidade do fenômeno, mas por uma série de outros fatores como veremos a seguir, a impossibilidade técnica de um embuste, dada a diversidade de materializações em um ambiente fechado e inspecionado previamente e posteriormente, tal como a imobilidade imposta aos médiuns, resgatam a credibilidade das mesmas. Vejamos o que diz, Coronel Olcott.

Eu vi e conversei com aproximadamente 400 espíritos materializados, em toda diversidade imaginável e concebível de vestes e apetrechos, de todos os tamanhos e formas e de ambos os sexos e idades, eu digo “vi” porque é exatamente o que eu quero dizer. É verdade que a luz era bem pouca, e eu mesmo não pude reconhecer muitos traços de cada face… Mas como o meu testemunho nada tem a ver com estudos de detalhes faciais, ele é por outro modo, perfeitamente competente para testemunhar as inúmeras aparições, totalmente diferentes dos médiuns, e que se apresentaram para as minhas inspeções.

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Alguns dos Espíritos Materializados que foram entrevistados por Henry S. Olcott

Os controles impostos aos médiuns, pelos observadores, em sua maioria cientistas e céticos, eram quase sempre ou muito humilhantes e penosos, os médiuns eram colocados a toda espécie de suspeição, portanto, tinham de enfrentar estes controles ao risco de serem acusados de fraudes. As próximas ilustrações mostram apenas alguns quadros das crueldades realizadas em nome da “ciência” e da “religião”, como bradavam seus comitês. Era comum, a permanência dos médiuns nestas circunstâncias por mais de 3 horas, e notava-se o esgotamento e as consequências que estes controles causavam, os hematomas e os sangramentos eram comuns, mas a maneira dos mártires, eles enfrentavam estas circunstâncias com coragem para fazer prevalecer a verdade.

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Na primeira ilustração, o médium era atado a uma espécie de cruz de madeira, fixada na parede, as cordas passavam por buracos na cruz, feitos propositalmente para que a corda pudesse transpor todos os membros, com um aperto considerável. Na ilustração ao lado, o outro médium era amarrado na cadeira, nesta posição, sem que pudesse movimentar os braços ou as pernas, a ponta da corda ligava a uma campainha na parede. Na terceira ilustração, o médium era atado pelas mãos e pés na cama, e note que as amarras eram sempre muito apertadas, o que regularmente, era relatado como tendo péssimas consequências físicas para os médiuns, que terminavam as sessões com hematomas e contusões sérias. Alguns Espíritos se negavam a materializar-se nestas condições degradantes que eram impostas aos médiuns.

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Nos fenômenos de voz direta também se utilizava como mostra na primeira ilustração, um pedaço fino de bambu dentro da boca do médium, que era preso ao seu pescoço, qualquer tentativa de remover o bambu com a boca ou empurrado com a língua, a corda presa de forma a estrangular o médium, impediria. Na ilustração logo ao lado, o médium era preso por duas hastes de ferro fixadas no teto e no chão da cabine, possuía as mãos e os pés também presos por cordas a impedi-lo qualquer movimento. Nas duas ilustrações restantes, a técnica utilizada relembra aquela das torturas medievais. O médium, colocado de cócoras com uma barra de ferro entre os braços e as pernas o impedia de qualquer motivo, e na ultima imagem, a mão esquerda do médium era presa por uma corda no seu próprio pescoço.

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A Fazenda dos Eddy

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Local onde se realizavam as experiências com as materializações

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Faça download do Livro em Inglês (Fac-Símile da Edição Original)

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