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27/04/2017

Os deveres das folhas públicas Com a sociedade e com os livres pensadores


Há mais de dois séculos, as folhas públicas têm circulado entre as sociedades, tratando dos mais variados assuntos e procurando atingir o maior número de leitores. Nos primórdios porem, apenas uma pequena parcela da população, sabia ler e escrever, desta forma, as publicações atingiam somente a camada mais culta das sociedades e a informação nem sempre chegava a todos os destinos como publicada na íntegra. E assim, houve o bom e o mau uso das folhas públicas, também utilizadas para a manipulação, para o ataque ao progresso das instituições e das sociedades em geral.

A qualidade da informação e das ideias expostas nas colunas dos jornais é sempre um desafio para qualquer leitor. Nossas colunas publicarão opiniões divergentes, e mesmo algumas diametralmente opostas, sem que isso venha a ferir a Ciência e a Filosofia de consequências morais que objetivamos difundir ao criar este Jornal. O Espírita é um livre pensador, e deve ter coragem para expor e defender suas ideias à luz da sua doutrina, sob o paradigma de seu Codificador.

Não desejamos alimentar o fanatismo, que aparta para longe tudo o que não está em certas obras, como fazem certos homens, sem sequer prestarem-se ao trabalho de analisar e refletir o objeto do que se pretende assimilar das ideias e das propostas de alguns cientistas e pesquisadores espíritas; tampouco incentivar qualquer movimento que aceita tudo sem aferição, sem método, sem lógica e sem o tão necessário bom senso.

Houve uma época em que as publicações tratavam unicamente de uma ideia ou um modo de ver, as opiniões não divergiam nem pelo fundo e nem pela forma, oferecendo pouca utilidade aos homens, pelo risco à indução nas ideias e pouco, ou nenhum, desafio ao raciocínio sem o incentivar. O proselitismo pode ser muito danoso aos homens com o bom senso a desenvolver.

As informações publicadas nas colunas jornalísticas sempre serão o maior desafio dos seus leitores, é preciso uma critica arrazoada e uma boa cota de bom senso para extrair somente aquilo que é positivo, do que é produto das ideias nem sempre politizadas dos seus colaboradores em geral. Para isso os redatores das folhas públicas, como a nossa, devem empenhar todos os conhecimentos e o talentos que a natureza, a arte ou a educação lhe proporcionaram, enfim para apresentar somente aquilo que é positivo para a sociedade da qual tem deveres a cumprir. Uma censura adequada e uma linguagem simples, dois pontos importantes pelo qual deve sempre zelar.

Desde Emmanuel Swedenborg, o desejo de compartilhar os conhecimentos adquiridos durante o estudo e a experimentação dos assuntos relacionados à fenomenologia do magnetismo animal e ao espiritualismo moderno, reuniu alguns homens que dali retiraram, não somente novas hipóteses e conhecimentos científicos mais principalmente as consequências morais e religiosas de aplicação imediata e prática.

No passado, qualquer opinião, fala pública ou artigo impresso sobre estes assuntos, era tratado como heresia, àqueles que se empenhavam em disseminar tais ideais eram alvos de ataques em todos os níveis, mas, como ignorar a fenomenologia, como ignorar a verdade que transformava a vida de homens e mulheres de todas as classes da sociedade, que arrebatava homens de ciência, criteriosos, cultos, instruídos e que não se deixavam enganar por prestidigitadores, farsantes e aproveitadores.  Como poderiam ignorar ou suprimir as centenas de cartas recebidas com os relatos das transformações operadas, dos suicídios que foram evitados, enfim. Por um sentido de dever para com a sociedade, fundaram jornais, revistas e periódicos a preços acessíveis, e a todos que poderiam contemplar a leitura.

Em uma sociedade muito religiosa, e condicionada ao misticismo e ao dogmatismo e suas dissidências, procurando manter o poder e a influencia através do medo imposto pela ameaça do fogo do inferno e das penalidades eternas, a Igreja exercia grande poder de censura e em certos casos transformava a vida de alguns homens no verdadeiro inferno na terra, local muito conhecido dos teólogos.  Mas, diante do Espiritualismo Moderno e logo sem seguida do Espiritismo, o homem concluiu que o que realmente importa é a intenção, e que Deus, soberanamente justo e bom, não poderia condenar seus filhos ao eterno sofrimento.

Procuraremos resgatar nas futuras publicações deste jornal eletrônico e impresso, os melhores artigos publicados nos últimos 170 anos, nos mais de 300 títulos e quase 100 mil páginas dedicadas à causa, desde o seu nascimento. Do Espiritualismo Moderno ao Espiritismo, da Ciência à Filosofia de consequências morais, apresentando a história deste movimento. Também e principalmente, daremos oportunidades para que pesquisadores e cientistas espíritas possam apresentar suas ideias e suas propostas, a Doutrina Espírita não parou no tempo, e há muito progresso em seu aspecto científico sendo feito, nossa atuação também consistirá em fornecer espaço para que estes trabalhos sejam apreciados pelos adeptos.

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Editor geral e responsável pela diagramação dos artigos no Jornal Impresso e Online.