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EM FOCO

24/05/2017

O Movimento Espírita Brasileiro em ruínas Adeptos mal esclarecidos prejudicam sua marcha


A possibilidade da vida após a morte é um dos maiores mistérios da humanidade, desde que o homem tem consciência, procura formas de compreender esse fenômeno que todos deveremos experimentar em dado momento. Alguns conseguem rapidamente apreender através da intuição e da certeza inata, que o homem é muito mais do que uma simples máquina orgânica, outros, entretanto carecem de algo mais tangível, de explicações mais empíricas e racionais… ver para crer!

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A Doutrina Espírita foi um dos primeiros corpos de ensino a pacificar o pensamento e a crítica científica com os fenômenos mediúnicos, através da observação científica e estudo metódico dos fatos. Allan Kardec deu o impulso inicial e fez a primeira pesquisa de campo em direção a compreensão e consequência imediata dos acontecimentos insólitos que vieram a abalar o mundo desde 1848, e deduziu que o fruto de tais conclusões dava nascimento a uma doutrina, a que chamou de Espírita, utilizando um termo já existente na América do Norte, como já nos foi demonstrado anteriormente por estudo realizado pelo pesquisador espírita Herivelto Carvalho.

Os adeptos da doutrina, no entanto, não foram capazes de compreender o pensamento do mestre lionês e transformaram o grande trabalho daquele ilustre pedagogo de inclinação científica, em mais uma religião vulgar cheia de crendices, superstições e dogmas. É o caso do espiritismo no Brasil, rebocado pela FEB. Por outro lado, os adeptos contrários ao religiosismo autointitulados “ortodoxos conservadores” tem o hábito de idolatrar o codificador, descartando como inútil tudo aquilo que não está nas 32 publicações kardequianas, circunscrevendo a doutrina a Kardec e fazendo dele um semideus, logo, indo em desencontro com as instruções claras e irretocáveis do codificador, quanto ao seu papel.

O movimento espírita brasileiro encontra-se entre a cruz e a espada, de um lado uma classe em quantidade inumerável de religiosos e evangelistas espíritas, onde seguramente podemos afirmar que entre os evangélicos espíritas e os evangélicos e protestantes não há qualquer diferença. De outro, um número quase insignificante de fanáticos alienados por Kardec. Um ataca o outro com escárnio, deboche e rancor, praticando tudo aquilo que é oposto à caridade. Ambos perduram na alienação, não por falta de aviso já que o próprio codificador tantas vezes preveniu os adeptos dos tropeços no caminho, mas pelo puro preciosismo e a falsa sensação de um conhecimento e um amadurecimento espiritual.

Não é por falta de motivos que a Doutrina Espírita, ao invés de progredir, não dá um passo desde Kardec. Atualmente sofre com uma turba de sabichões cheios de conhecimentos oriundos dos grupinhos do facebook. Colocam a Doutrina mesmo à frente do pensamento e do critério científico de onde ela nasceu, e insistem em distorcer a afirmação de que a Doutrina Espírita é uma questão de Fé e Crença, pincelando fora do contexto um discurso do Codificador.

A Ciência Espírita foi abandonada, por culpa destas duas classes tupiniquins de adeptos mal esclarecidos, que acreditam pertencer ao Espiritismo, já que no resto do globo ela quase desapareceu. Os talentos que a Doutrina Espírita conseguiu atrair ao longo dos anos, deixaram-na pela crítica encarniçada, inútil e sem fundamento às ideias de avanço propostas, por estes dois grupos de adeptos. Partindo em direção ao movimento metapsíquico fundado por Charles Richet, e atualmente na parapsicologia que possui um quadro invejável de intelectuais, fazendo dela muito mais que uma pseudociência.

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Philosophum non facit barba

(A barba não faz o Filósofo)

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Cumpre-se a “profecia” de que a Doutrina Espírita, será aquilo que seus adeptos fizerem dela. Alguns espíritas, não tem sequer o pudor de afirmar que Kardec e as obras fundamentais estão ultrapassadas e que em vista do novo (Emmanuel, André Luiz, Humberto de Campos, Joana de Angelis, etc) o espiritismo kardequiano já não tem mais razão de ser, demonstrando uma ignorância flagrante e um completo desprezo pelo trabalho majestosamente elaborado por uma legião de dedicados Espíritos Superiores, que nem o mais razoável dos “letrados” poderia ignorar.

Temos uma legião de alienados em um espiritismo à moda da casa. Estão absolutamente certos de conhecer todos os pormenores da doutrina, que se encheram de arrogância, presunção e prepotência. Cada um destes quer explicar as coisas a seu modo e à força, acusando aqueles que não compreendem seu pensamento, de ignorantes, imbecis e idiotas. Comportamento típico entre pseudointelectuais… lamentável egoísmo.

Mas nem tudo está perdido, há entre estas duas classes modernas de espíritas brasileiros, uma que orbita entre uma e outra. Esta sabe identificar logo de cara os exaltados religiosos e amantes do espiritismo “moderno” como também ignorar os fanáticos experimentadores e pseudo intelectuais. Esta classe intermediária não se expõe em discussões e debates inúteis e exaltados, conhece o valor e a importância das obras fundamentais, sabe que a doutrina “teve início” com Kardec, mas não se encerrou com ele ou nele; que não é à força que se reforma ideias erradas ou mal compreendidas; que as demais ciências devem auxiliar a doutrina a ratificar suas conclusões ou retificá-las quando for necessário; que a doutrina espírita não é intocável ou perfeita, tendo em vista que foi transmitida por médiuns imperfeitos, sofreu diversas distorções após Kardec e várias traduções levianamente adulteradas para dar-lhe abrangência religiosa, e que precisará de um novo fôlego à luz das novas evidências científicas.

É bom lembrar que desde que o movimento espírita teve início ainda na França, Kardec identificou algumas classes de adeptos, e lançando os olhos sobre este movimento espírita brasileiro, temos a certeza de que esta classificação ainda é bem atual, com exceção da ausência – pelo menos que eu tenha ciência – de adeptos que se detém na primeira classe enumerada logo abaixo.  Dentre os que se convenceram dos preceitos Espíritas através do estudo, Kardec com muita propriedade e atualidade os classifica como:

  1. Os que acreditam unicamente nas manifestações dos Espíritos. Para esses o Espiritismo se restringe ao fenômeno mediúnico, detendo-se apenas no aspecto de observação – chamados de ’espíritas experimentadores’, ou seja, só se interessam pelas reuniões mediúnicas.
  2. Os que se dedicam exclusivamente ao estudo do aspecto filosófico do Espiritismo, admitindo a moralidade que dele decorre, mas sem a aplicabilidade da moralidade cristã em sua vida, posto que não mudam seus hábitos nem seus prazeres, pois a caridade cristã” não passa de uma bela máxima – são os espíritas imperfeitos, ou seja, meros estudiosos da Doutrina.
  3. Já os verdadeiros espíritas praticam a moral espírita e aceitam suas consequências. Cientes da transitoriedade da existência corpórea, tratam de aproveitar os seus “breves instantes” esforçando-se para fazer o bem e reprimir as más tendências objetivando o seu progresso espiritual e elevação no Mundo dos Espíritos.
  4. Espíritas exaltados”, que são aqueles de confiança cega e pueril nas manifestações do mundo invisível – aceitam muito facilmente e sem controle aquilo que a reflexão e o exame demonstrariam ser absurdo ou impossível, pois o entusiasmo não esclarece, ofusca. (LM., Cap. III, 28)

No que concerne a tais espíritas, Kardec assevera que “se apenas eles tivessem de sofrer as consequências o mal seria menor, mas o pior é que oferecem, sem querer, motivos aos incrédulos que mais procuram zombar do que se convencer e não deixam de imputar a todos o ridículo de alguns. Isso não é justo nem racional, sem dúvida, mas os adversários do Espiritismo, como se sabe, só reconhecem como boa a sua razão e pouco se importam de conhecer o fundo do que falam.” (LM., Cap. III, 28)

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Experientia praestantior arte

(A experiência vale mais que a ciência)

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Se você se ofendeu com este diagnóstico feito por mim, a possibilidade de você fazer parte de um dos dois extremos explicados anteriormente, é bem grande. Mas se você simplesmente não concorda, deixe seu comentário no final do artigo, explicando seu motivo, já que diferentemente destes dois extremos não pretendo ser sempre o portador da verdade ou da precisão na forma de expressão e também procuro melhorar sempre.

Algumas pessoas podem se questionar afinal, o motivo deste diagnóstico, já que a Doutrina Espírita pelas suas obras fundamentais continuará sendo a mesma? Bom, nós assumimos um compromisso quanto a divulgação correta dos postulados espíritas, procurando levar ao maior número de pessoas este corpo de doutrina, que reforma e alivia as almas. Não nos omitimos e deixamos a doutrina à mercê das circunstâncias. Os Espíritos Superiores já nos deram a doutrina, agora façamos bom emprego e bom uso dela, defendendo-a sem timidez, não permitindo que façam dela o que bem entendem alguns homens mal esclarecidos. Não queremos converter ninguém e nem fazer prosélitos, motivo pelo qual nos limitamos a escrever para aqueles que procuram a doutrina. Não queremos que daqui há algumas gerações, o Espiritismo se torne uma nova Cabalá.

Se você é um Espírita, divulgue a doutrina com precisão, com zelo para que ela seja corretamente compreendida e para que alcance seu objetivo na sociedade, fazer avançar moralmente os homens.


Crédito da imagem de capa: O que é o Espiritismo

 

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9 Responses “O Movimento Espírita Brasileiro em ruínas Adeptos mal esclarecidos prejudicam sua marcha

  1. Sergio Sales de Assis
    07/11/2016 at 01:13

    È fato que a Doutrina espírita, como tudo o mais está em constante evolução e evidentemente Kardec não disse tudo sobre todas as coisas, mas daí a estar superado, como dizem muitos espiritólogos, vai muita distância. O espiritismo praticamente desapareceu no mundo inteiro e até no Brasil o que vemos é um arremedo de espiritismo patrocinado pela FEB que transformou a DE numa religião que difere pouca coisa das religiões tradicionais. Examinando a enorme quantidade de livros ditos espíritas chega-se facilmente a conclusão que a Codificação está sendo posta de lado e os autores , tanto encarnados quanto desencarnados pouco conhecem dela. É claro que existem obras de grande valor doutrinário, dignas de serem chamadas de complementares mas a grande maioria só serve para incutir falsas ideias e deturpar a doutrina dos espíritos.

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  2. Manoel W Morais
    07/11/2016 at 12:20

    Eis a questão, quando Kardec imprimiu na Dutrina o cunho religioso, desviou-se de sua missão e de certa forma comprometeu cunho científico e as novas revelações que viriam….

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    • 08/11/2016 at 13:41

      Manoel.
      Está é uma tese muito discutida e debatida no meio científico, que Kardec teria de certo modo sido influenciado por Espíritos excessivamente religiosos. Mas isso também não poderia ter sido fruto das suas predisposições religiosas anteriores? O pensamento científico e a postura cética não isenta ninguém de possuir também uma sensibilidade aflorada para o religiosismo não dogmático. Não concorda?

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  3. 08/11/2016 at 12:23

    Walmir Pereira.
    Muito bem exposto, vc colocou o problema de forma ainda mais clara. Nós temos dois extremos no MEB, um excessivamente religioso, e outro excessivamente ortodoxo. Talvez o melhor termo a distinguir os alienados por Kardec, não seja apenas ortodoxo, mas ultraortodoxos. No entanto, essa adoção de titulo “ortodoxo conservador” é feita por eles mesmos. Se o termo não exprime a definição de ortodoxia, são eles mesmos que a distorcem. Como disse, são alienados e pseudointelectuais, o seu estilo é a violência, e o seu objetivo é o uso da força. São em número quase insignificante, mas causam um estrago sem precedentes nos adeptos que estão conhecendo a doutrina espírita, afastando pelo susto a maior parte dos simpatizantes. Este é o segundo principal motivo pelo qual a Doutrina Espírita está desaparecendo no Brasil, perdendo terreno para doutrinas e seitas espiritualistas mais abertas e menos elitizadas, como as “doutrinas/religiões” amazônicas, o Xamanismo e até o Espiritualismo Moderno que ganha novo fôlego no mundo, pois está intimamente ligado à Ciência acadêmica. Toda esta terminologia seria inútil se; houvesse unidade no Espiritismo, como idealizou Rivail. Mas os homens ainda não estão preparados para isso. Espírita Ortodoxo ou Heterodoxo, Religioso, Pagão, Filosófico, Científico, são coisas que não deveriam existir, uma vez que o Espiritismo é uma coisa só, ou vc é Espírita ou não é. Entretanto, existe um abismo entre o que é Doutrina Espírita e o que os seus adeptos fazem dela. Não se intimide quando um alienado que se intitula ortodoxo e diz defender o verdadeiro espiritismo, surtar, ao ler estas conclusões. Como estou ciente que já aconteceu em certos redutos fanatizados no facebook. A principal característica dos fanatizados é atacar quem os possa desmascarar e expor, sem mesmo analisar, ou analisar em ultimo caso, os textos. Primeiro sinal de imaturidade intelectual ou incapacidade técnica de análise; segunda característica, é distorcer afirmações da argumentação dos autores (Falácia da Distorção de fatos), dando a eles um sentido diferente ao sabor individual; terceira, a covardia de não trazer a crítica à público e encarar as réplicas. Logo a crítica fica circunscrita ao grupinho do crítico. Observe que os comentários aqui são abertos, não são censurados exceto quando carregam palavrões. Este comportamento imaturo e rebelde, além é claro de ser feito com a costumeira ignorância, compatível com gente de precária educação desde o berço, que procuram satisfazer o orgulho e a arrogância. Posso estar enganado, mas considerá-las espíritas é uma enorme contradição, haja vista que esta é uma postura que envergonharia qualquer pessoa digna da admiração pura do pensamento kardequiano. Mas é “lamentavelmente” comum no meio fanatizado e alienado, onde se intitulam: “ortodoxos conservadores” quando são “ultraortodoxos”, distorcendo o real significado destas distinções etimológicas.

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  4. 08/11/2016 at 12:27

    Edimo C. Durval.
    Não confunda aqueles que defendem que o Espiritismo deve ser conhecido através da obras fundamentais e do pensamento kardequiano, com aqueles que não toleram qualquer opinião contrária e utilizam do escárnio e do deboche para atacar as pessoas que se supõem menos esclarecidas em relação ao espiritismo. A intolerância e o extremismo são caracterísiticas individuais e coletivas, uma vez que as afinidades se agrupam. Logo, se alguém desejar se intitular espírita ortodoxo, isso não quer dizer que ele por definição será um extremista arrogante e prepotente, assim como quem se classificar como religioso não será necessariamente um evangelista espírita cujo prazer consiste unicamente em ganhar almas para o “Espírito da Verdade”, ou como queira, o Cristo, e o Cristianismo. Aliás, cabe lembrar que os que geralmente são mais fechados às interferências externas de uma determinada disciplina, são os que mais compreendem seus pontos. Em relação a sua classificação pessoal do estado do MEB, este é o cenário que vc enxerga do seu ponto, e pode certamente constituir mais a realidade do que a que eu expus no artigo, aliás, quando fiz está análise, considerei mais o que vejo nos Centros Espíritas federados ou não do que vejo pela internet. Os formadores de opinião dos grupos de internet compõem um grupo quase insignificante de adeptos, logo, considerar o que se vê na internet como MEB, pode não refletir o MEB que não se mede senão conhecendo-o intimamente nas práticas do dia a dia nos redutos da federação. Do mesmo modo, os que se julgam ortodoxos nas casas espíritas, podem não refletir os ortodoxos dos grupinhos do facebook. E na minha opinião a maior parte dos que se julgam ortodoxos prostituem a etimologia da palavra, sujam o nome de uma classe de pessoas, acreditando isso constituir-lhes isso qualquer moral extra ao serem vistos por outras pessoas menos esclarecidas, atitude risória e digna de pena… Espero que tenha compreendido, gostaria de continuar este desenvolvimento, mas o texto se tornaria enfadonho.

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  5. 08/11/2016 at 12:30

    Maria das Graças Cabral:
    Pertinente esclarecer seu ponto de vista. Não vi muita discrepância entre nossas ideias, no entanto, eu não consigo enxergar Doutrina Espírita circunscrita a Kardec ou as suas 32 publicações. Eu consigo apreender o Espiritismo, desde os tempos mais remotos nas primeiras expressões “religiosas” da humanidade, isto de um ponto de vista universalista, tomando como acepção o religare e os fenômenos “divinos” que hoje classificamos como mediúnicos. Técnicamente no entanto, é sábio e prudente dizer que Kardec deu o molde que conhecemos ao Espiritismo, imprimindo também suas digitais, haja vista que foi muito mais do que um codificador ou organizador, como queiram defini-lo. Mas a Doutrina Espírita, não pertence a Kardec, não brotou da sua própria “mente” e não acabará nas obras fundamentais. Pertence aos Espíritos classificados por Kardec como Superiores, de uma elevação intelectual e moral notórias e inegáveis, através de uma análise criteriosa e concordância entre seus ensinamentos. Há de se considerar também a influência personista dos médiuns e as contradições e distorções doutrinárias oriundas da utilização dos instrumentos imperfeitos. Quando se diz que a Doutrina Espírita não está encerrada em 32 publicações, não se intenciona afirmar que hajam ensinos inéditos em outras obras, mas possivelmente desenvolvimentos e esclarecimentos que vem a confirmar ou até mesmo apresentar um ensino sob um outro ponto de vista, que não científico ou filosófico. Isso é fazer ciência espírita. Não esta coisa ridícula e dogmática que fazem no Brasil, parindo livros “espíritas” com estórinhas sem qualquer critério ou lógica. Isto não é espiritismo, isto é utilizar o corpo sólido da doutrina para faturar, distorcer e conquistar uma legião de pessoas, com um falso proselitismo religioso/doutrinário. Mesma técnica utilizada pelos grupos petencostais para alienar as massas através do dogmatismo. Meu objetivo é provocar a reflexão, não é fazer reformas, portanto não tenho pretensões em relação ao Movimento Espírita Brasileiro. O que nos interessa de imediato é um espiritismo bem compreendido, através das obras fundamentais, que tome novamente sua postura científica, que se publiquem periódicos como a antiga Revista Espírita, que hoje estamos tentando resgatar através da Revista de Ciência Espírita (revistacienciaespirita.com) e através do Jornal de Ciência Espírita, que toca mais em questões doutrinárias do que científicas. Espero que tenha compreendido e se houverem novas questões a serem levantadas, não hesite em me contatar: krayher@spiritualist.one.
    Quero que saiba que tenho grande admiração pelos seus textos sempre lúcidos sobre espiritismo.

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  6. 08/11/2016 at 12:33

    Jose Bas Filho;
    Estou inteiramente de acordo com sua observação. Por isso nós incentivamos os grupos de ciência espírita, e daremos novo fôlego a todos que desejarem conhecer o espiritismo através do seu prisma técnico, sem alienações de ultraortodoxos pseudointelectuais ou evangelistas espíritas com o E.S.E (Evangelho Segundo Emmanuel) debaixo dos braços. Não ignoramos as consequências morais, pois nossa prioridade é também a reforma moral, mas não apenas isso. A Doutrina é muito maior do que nossas predileções particulares/coletivas sejam religiosas ou intelectuais. Logo, queremos que a Doutrina seja compreendida como um todo, e não é com verdades inquestionáveis que isso se dará, mas é questionando e provocando a compreensão de todos os seus pontos, afirmativas e diretrizes através da experiência pessoal.

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  7. 08/11/2016 at 12:35

    Simon Baush.
    Vc confunde uma postura rígida e defensiva em relação à inserção de corpo estranho na Doutrina, com deboche, escárnio e arrogância. Quando nada há de errado em defender a pureza doutrinária com firmeza. Ser extremista diz mais respeito ao modo pelo qual isso é feito (com ofensas ad hominem, falácias de autoridade, distorções). Outra coisa é sua interpretação daquilo que sob seu ponto de vista constitui uma ofensa, ora, ofensa pode ser subjetiva, uma vez que demonstrado falhos seus argumentos, seu amor próprio reclama reparação, é por isso que tantos partem para o ataque pessoal quando são expostos. Se você quer fazer uma critica bem alicerçada e coerente, que realmente possa corrigir erros ao seu ver flagrantes, acrescentar ou retificar afirmações, tenha sempre em mente argumentar contra ou a favor do texto e não do autor. Seus comentários a outros dos meus artigos sobre história espiritualista foram muito bem elaborados e de grande valia, sinal de que sua crítica atual, foi mais produto de uma mágoa pessoal do que uma análise racional. Mas vamos em frente, continue policiando o que escrevo, pois isso me ajuda a retificar muitas coisas, inclusive em posicionar melhor o vernáculo utilizado.

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