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24/06/2017

O Homem e o Tempo Moura Rêgo


O homem é mesmo contraditório.

Busca ensinar, falseando a informação;

Exalta o amor em brados coléricos;

Fala de união externando a exclusão;

Procura a paz pela guerra.

Nesse oceano revolto, onde o torvelinho de sensações não o deixa enxergar, anda de tropeço em tropeço a errar na dor. E reclama de si, de outrem e até de Deus, procurando eximir-se de culpa que de antemão sabe que é sua. Assim, perde seu temo a errar pelos caminhos da solidão de seus pensamentos adoecidos, aditando à suas próximas encarnações maiores períodos de sofrimento. E vai além, formador de opinião, assevera que tais sofrimentos, dores e angústias, são obrigatórios à evolução de todos os espíritos, o que não procede.

Ora, em assim certificando, adjudica que este planeta estará sempre imerso nestes acometimentos dolorosos. Mas no momento seguinte segue, a afirmar que este mesmo planeta estará sendo guindado à categoria de mundo de regeneração e ai institui a confusão entre aqueles que lhe escutam a palavra.

Não estou aqui a pregar ortodoxias, mas antes para mostrar estas colocações que muitos estão a fazer em nosso país. O pior é que pregam suas “verdades” irrefutáveis, com sendo doutrinárias, mitificando, mistificando e mentindo sem nenhuma razão plausível. Momentos de estudo sério e compenetrado, a luz da codificação, contribuiriam em muito para lhes aplacar as mentes adoecidas, e lhes recolocar no rumo correto.

E nesta torrente de desencontros informativos não para, aquele homem, para pensar que tais dores, angústias e sofrimentos, são para aqueles que as passam, o produto de seus próprios plantios nas encarnações anteriores. Se a semeadura foi levada a efeito com o cultivo de semente ruim, o fruto não será doce nem saboroso.

A terra, mãe de todos os alimentos, só nos dá do que semeamos. Se assim o é, para que usarmos da semente ruim? O solo amigo é fértil, não muda nem degenera a qualidade do que lhe foi semeado. Apenas abriga em seu interior o que lhe foi colocado nas entranhas e faz com que da germinação produzida, nasçam, bons ou maus frutos.

É nesse momento, em que aditando aos estudos de qualquer doas livros da codificação, os ensinos hauridos das páginas de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, o homem deixa de ser aquele que irrealmente, obra no erro, para agir no bem e pelo bem de todos. A palavra do Cristo e as máximas trazidas a nós por espíritos de Escol, na pena de Kardec, às pesquisas efetuadas pelos estudantes do Espiritismo, formam esta bússola que norteia, que indica o caminho correto no caminhar de todos nós.

Trabalhemos, pois, em nossa própria melhoria renovando o óleo bom que mantém nossa chama acesa, e que com candeias vivas, estando qualquer que seja a nossa doutrina, para que a luz que emanemos, venha a iluminar a todos, não somente a nós, mas a todos que nos permeiem a existência. Fazendo assim, o homem há que caminhar mais ligeiro e repleto do óleo bom irá, por certo emanar a chama que norteará o passo seguro que todos nós iremos dar, na estrada da evolução espiritual.

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