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27/04/2017

O fenômeno de pneumatofonia de Leslie Flint Editorial


Leslie

Leslie Flint

A coleção de vozes paranormais, gravadas e catalogadas por George Woods e Betty Greene, auxiliares do médium Leslie Flint, são consideradas como provas audíveis muito convincentes e aceitáveis que jamais haviam sido oferecidas ao mundo até então, sobre a existência da vida em outros níveis dimensionais.

Em toda a história do espiritualismo moderno, há relatos de vozes e sons que se manifestam a uma certa distância da pessoa que os ouviu. O apóstolo Paulo, em sua viagem para Damasco, foi surpreendido ao ouvir uma voz que dizia: “Saulo, Saulo, por que você me persegue?” … E os homens que viajavam com ele se levantaram mudos e ouviram a voz, mas não viam nenhum homem.” (Atos. Cap 9: v. 4-7).

Durante os últimos 150 anos, após o advento do Espiritualismo Moderno, algumas manifestações espontâneas de vozes, entre outros fenômenos mediúnicos, foram ouvidas em sessões realizadas por inúmeros médiuns de todo o mundo. Entre tais manifestações, impressionante fenômeno é o de pneumatofonia conhecida como fenômeno da voz direta[1], feito que também foi realizado até recentemente (1993) pelo médium Inglês, Leslie Flint.

Esse médium britânico, nascido em Hackney, distrito de Londres, no ano de 1911, membro de uma família do Exército da Salvação, foi um dos mais testados e pesquisados paranormais contemporâneos.

As vozes se manifestavam próximas a ele e podiam ser ouvidas nitidamente por todos os presentes, e ainda serem registradas em fita. Este fenômeno foi classificado por Allan Kardec como pneumatofonia, a comunicação oral dos espíritos sem o concurso da voz do médium. (Vide questões 150 e 151 de OLM).

Betty Greene e George Woods, foram colaboradores de Leslie Flint, empenharam-se durante suas vidas para registrar em fitas magnéticas as comunicações em voz direta obtidas nas sessões realizadas junto ao médium, tornando-as disponíveis para todo o mundo.

Vozes na escuridão

A mediunidade de Leslie Flint manifestou-se aos sete anos, ele via os espíritos. Aos dezessete participou de sessões espiritualistas, tendo recebido mensagens notáveis.

Ainda jovem, Leslie Flint desvincula-se do espiritualismo e passa a ser professor de dança até que Edith Mundin convida-o a tornar-se integrante de seu grupo mediúnico. Período em que suas potencialidades mediúnicas eclodem rapidamente.

Nessa época, Flint passa a ouvir sussurros no escuro, quando ia ao cinema, mas não era o único a ouvir as vozes. As pessoas ao seu redor, durante a exibição do filme, também ouviam e assobiavam.

Quando isso acontecia, Flint era forçado a sair da sala. Iniciavam-se dessa maneira as primeiras manifestações do fenômeno de pneumatofonia.

A partir de então, o médium passa a desenvolver essa característica mediúnica, tornando-se frequentemente visto nos círculos espiritualistas. Em 1935 faz sua primeira manifestação pública.

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Multidão de vozes

Flint recebeu em sua casa centenas de pessoas em Westhbourne Terrace, Londres. Essas pessoas testemunharam com assombro a uma multidão de vozes paranormais. Estas pessoas que assistiram as manifestações, partiram dali com a convicção de que a morte não é o fim.

Durante mais de cinquenta anos, ele trabalhou ativamente em favor do próximo, de onde disseminou esclarecimento ao ansioso e angustiado, conforto ao aflito e alegria aos tristes, através de sua mediunidade. Leslie uniu-se a seus amigos do outro mundo, em abril de 1994.

Inestimável legado

Nessas fitas, ouvem-se inúmeras vozes de pessoas mortas narrando seu transcurso para o outro mundo. São vozes de pessoas comuns, anônimas, sem nenhum destaque na história. Porém, há registros de celebridades do passado, como Gandhi, Tagore, George Bernard Shaw, Valentino e Oscar Wilde.

Ellen Terry, por exemplo, fala em uma dicção bonita e entonação sem qualquer hesitação ou pausa.

Não mate e não morrerás…

Sidney George Woods, quem mais tarde auxiliaria Flint em sua missão, aos seis anos, já via e ouvia entidades extrafísicas. Mas como ocorre sempre em tais casos, quando o menino relatava os feitos a seus pais, os mesmos se riam de suas fantasias.

Quatorze anos depois, no front francês da Primeira Grande Guerra Mundial, Woods ouviu uma voz aconselhando-o: “Não mates e não morrerás…”. Ele seguiu este conselho e assim preservou sua vida, sendo de seu batalhão o único sobrevivente. Um camarada, ferido de morte na batalha de Ypres, tomou a mão de Woods e lhe perguntou: “Será esta a minha hora? Existe outra vida depois da morte?” Esta pergunta nunca mais o abandonou, acompanhando-o durante sua vida, levando-o a buscar sempre uma resposta satisfatória.

Em 1916, deu baixa no exército, devido a uma lesão que provocou a perda de um olho. Mudou-se para Hardwick, Buckinghamshire, Inglaterra, dedicando-se a ajudar seu pai nos trabalhos e administração de uma grande propriedade agrícola. Nesta época, procurou, em vão, na Igreja uma reposta que sanasse suas dúvidas.

Seu pai está aqui!

Nos anos trinta, visitou um centro espiritualista, que num primeiro momento causou-lhe pouca impressão. Ao entrar na sala, uma médium dirigiu-se a Sidney e disse: “Seu pai está aqui. Disse que seu nome é Willians Woods e é um inválido”. Seu assombro foi aumentando ao ser informado de outros detalhes.

A experiência que acabava de ter mostrava-lhe a direção das explicações que buscava sobre a vida depois da morte.
É nesse momento que se converte em membro da Sociedade de Pesquisas Psíquicas (Society for Psychical Research – SPR), instituição inglesa dedicada ao estudo parapsicológico, onde é ajudado pelo Reverendo Charles Drayton Thomas, que em conjunto com um grupo progressista dedicam-se ao estudo dos fenômenos paranormais, como aqueles das aparições de espíritos, a relação e a influência que os mesmos têm com as crenças cristãs.

Tornando audíveis as vozes dos “mortos”

Drayton Thomas havia realizado alguns interessantes estudos especiais com Leslie Flint, médium londrino, que possuía a rara faculdade de conseguir fazer audíveis vozes por Espíritos através do fenômeno da pneumatofonia. Não através da psicofonia, mas fora de seu corpo físico e sem a necessidade de entrar em transe mediúnico, como é o caso de outros médiuns, e inclusive escutar as suas comunicações de mais além tomando parte, ele próprio, nas conversações.

O encontro de Woods com Leslie Flint

Na primeira sessão com Flint, Woods pôde ouvir e reconhecer diferentes vozes de seus familiares e pelo que diziam, convenceram-no da autenticidade do fenômeno. Nada pode descrever o forte impacto que se experimenta quando se estabelece o contato direto com um Espírito, manifestando-se como uma pessoa encarnada, com a voz perfeitamente reconhecível, expressando-se com as mesmas frases familiares que o distinguiam em vida. Todos estes contatos caracterizavam uma conclusão pessoal por não haver ainda George Woods trabalhado com seu futuro amigo Flint.

Uma das primeiras vozes que Woods ouvira foi a de Michel Fearon, que informara haver sido, em sua vida, professor de biologia e ter falecido duas semanas após a invasão da Normandia.

Mãe reconhece a voz do filho falecido

Woods decidiu ir em busca da mãe deste espírito comunicante para que ela assistisse a uma próxima experiência. Assim, Michel fala com muito carinho à sua mãe, que reconhece, sem a menor dúvida, a voz de seu filho. Sucederam-se outras sessões que comoveram profundamente a pobre mãe.

Gravando as vozes

Em verdade, foram poucas as pessoas que até 1945 tiveram a oportunidade de ouvir as ditas vozes diretas[1], situação que se modifica ao surgirem no mercado eletrônico, os primeiros gravadores de som. Woods adquire um destes aparelhos que leva ao local dos experimentos e é assim que, pela primeira vez, é oferecida a outras pessoas a oportunidade de ouvir as vozes. Naquela ocasião, Flint encontrava-se no melhor momento de suas faculdades, porém tais faculdades eram apenas de conhecimento do grupo de pessoas do centro que frequentava.

A cooperação de Betty Greene

No ano de 1945, uma voz anunciou que George Woods receberia ajuda por meio de uma mulher. Predição esta que se cumpre em 1953, quando conhece Betty Greene, que fora secretária em um hospital e sempre muito interessada nas investigações de Woods, acompanhando-o nas experiências de Flint.

Até os confins da Terra

Em 1956, ouve-se pela primeira vez a voz da atriz britânica Ellen Terry, uma famosa artista, intérprete das obras de Shakespeare e falecida em 1928, que diz:

— É agora que vos serão oferecidas comunicações de maior interesse. Por meio das gravações que recebeis, oferecereis a nós a oportunidade de sermos ouvidos até os confins da Terra… Traremos aqui almas de diferentes planos para que vos falem, mantenham grupos de estudos e sejam ouvidas por milhares de pessoas. Com um tal propósito, é nosso desejo que tenhais reuniões regulares com esse médium e que a Humanidade seja informada das mensagens de grande transcendência que as entidades desses planos desejam comunicar através do médium Flint.

Registro de 600 gravações

Assim ocorria conforme o predito. Iniciava-se um trabalho conjunto entre Woods, possuidor de certas faculdades mediúnicas, senhorita Betty Greene, que assumia grande parte do trabalho e Leslie Flint.

Aqueles 20 anos de trabalhos (senhorita Greene desencarnou em 1975) resultaram numa coleção de, aproximadamente, 600 gravações de uma duração média de meia hora cada uma e de interesse inigualável, sendo reproduzidas milhares de cópias. Além do idioma inglês, lamenta-se não ter-se obtido comunicações em outras línguas. A voz da que fora a famosa médium Emma Hardinge Britten, que viveu no século passado, disse:

— Esta oportunidade de comunicação resulta incomparavelmente superior e muito mais aceitável da que se conhecia, deixando à sombra todos os métodos anteriores.

A nuvem de ectoplasma

Uma explicação científica da forma como se reproduzem estas vozes diretas encontra-se todavia muito distante de ser levada a efeito. Devemos nos dar por satisfeitos com as vagas explicações de que dispomos, como aquela da “nuvem de ectoplasma” que flui cerca de um metro acima dos ombros do médium.

Em tais experiências também o ectoplasma de Woods e Greene contribuíam para fortalecer as faculdades de Flint. A nuvem de ectoplasma que se formava por cima de Flint se denominava laringe, onde as entidades que desejavam comunicar uma mensagem concentravam-se intensamente até conseguir que seus pensamentos pudessem ser audíveis para os assistentes durante a experiência e com a mesma característica da voz que tiveram em vida.

O médium no laboratório e a veracidade do fenômeno

No ano de 1935 ocorreu a primeira demonstração do fenômeno das vozes diretas[1] para um numeroso público, tornando Flint tão popular que este se viu obrigado a repeti-la diante de mais de duas mil pessoas.

Foi assim que Flint converteu-se no médium mais pesquisado da Inglaterra por psiquiatras, psicólogos, técnicos de som e em eletrônica etc, com o propósito de indagar a procedência de suas faculdades paranormais, valeram-se de raios infravermelhos e ultravioletas, câmeras Kirlian, para estudar a aura de Flint.

Essas investigações se verificaram igualmente em laboratórios, distintas residências e até sob tempestades. Os ventríloquos declararam, por sua vez, que o caso Flint não se enquadrava como ventriloquia. Em uma de tais provas fixou-se em Flint um microfone especial na laringe, para averiguar se os sons partiam, de alguma maneira, de sua garganta.

Dolorosas experiências

Também foi observada pela primeira vez, por meio de experimentos utilizando-se raios infravermelhos, a nuvem de ectoplasma sobre os ombros de Flint. Tais experiências eram realizadas sempre na mais absoluta escuridão, devido, segundo parece, ao ectoplasma não resistir à luz. Inclusive, a luz infravermelha comprometia o desempenho das vozes[2].

Durante um teste cortou-se inesperadamente a luz infravermelha e, imediatamente, a voz comunicante tornou-se mais forte e mais audível. Uma iluminação súbita pode gerar graves consequências ao médium.

Estando Flint, certa vez, fazendo uma demonstração do fenômeno para alguns de seus amigos durante a Segunda Guerra Mundial, um sargento que estava ouvindo as vozes, ignorando as consequências, acendeu a luz do local em que ocorria a experiência e num instante, violentamente, o ectoplasma se infiltrou em Flint produzindo-lhe fortíssimo trauma.

À médium inglesa, Helen Duncan, sucedeu algo muito pior. Durante uma das tais sessões, dois senhores muito interessados acenderam a luz inesperadamente. O ectoplasma, como no caso anterior, voltou violentamente à médium que não pôde resistir, falecendo quatro dias depois.

Mickey, o espírito guia com voz de menino

Leslie Flint era orientado por um espírito que o acompanhava chamado Mickey. Aos onze anos, Mickey foi atropelado por um caminhão e desencarnou. Era vendedor de jornais. No plano espiritual, continuou a crescer até atingir a fase adulta[4], porém, conservou a voz de menino que tivera anteriormente, quando encarnado.

Esse espírito possui a faculdade de eliminar as tensões involuntárias dos assistentes que compareciam pela primeira vez a essas sessões. Com sua voz juvenil, Mickey conseguia fazer acertadas observações que tranquilizavam o auditório.

Quando os desencarnados não estavam em condições de ativar a laringe ectoplásmica, Mickey encarregava-se de transmitir a mensagem que se desejava comunicar aos presentes.

O depoimento dos “mortos”

Através da faculdade mediúnica de pneumatofonia de Leslie Flint, são muitas as vozes que lamentam não terem sabido há tempo da existência depois da morte.

O Dr. Cosmo Lang, que foi em vida arcebispo de Canterbury, se opôs obstinadamente, quando encarnado, à publicação de um artigo favorável ao Espiritismo. Em diferentes comunicações através de Flint, mostrava-se pesaroso por sua ignorância e intolerância de outrora. O arcebispo declara:

— Aos que duvidam, digo-lhes, que com toda certeza, também chegará para eles o momento em que será constrangido a crer na vida depois da morte. Mas melhor é sabê-lo admitir enquanto se está na Terra, pois então se portarão melhor, farão boas obras, ao invés de viver egoisticamente. É lamentável chegar aqui aquele que viveu uma vida de prazeres e egoísmo. Verão, contudo, somente ao chegarem aqui, os erros que cometeram. Nós que experimentamos isso, sabemos o quanto é doloroso.

Diversas são as vítimas de campos de concentração, como Dauchau e Auschwitz que se anunciam. Chama a atenção o fato dessas vítimas terem perdoado aos que as atormentaram, manifestando piedade por aqueles homens que, segundo elas, eram enfermos psíquicos ou seres débeis, vítimas de um jogo de forças destrutivas. Um soldado de batalha de Cromwell, um “roud-head”, conta suas experiências depois de cair no front, descrevendo o ódio acirrado que sentiu ao encontrar-se com o que fora inimigo.

Sir William Crookes

Em vida se ocupou intensamente dos fenômenos paranormais, adverte sobre o perigo que se expõem aqueles curiosos que se ocupam em captar, por meio de aparelhos eletrônicos, vozes psicofônicas. Pois em sua ignorância, são muitas as possibilidades de atraírem entidades das mais baixas e inimagináveis esferas.[3]

Sir Oliver Lodge

Igualmente um cientista e físico, que, como Crookes, se ocupou em vida de investigações paranormais, dizia:

— Penso que o elemento humano deva prevalecer nesses experimentos com o além, embora se fabriquem instrumentos científicos que tragam possibilidades de estabelecer o contato entre os dois mundos. Mas sempre tenderá a recorrer-se à intervenção de um médium na forma que seja. O que está fora de dúvidas é que os fenômenos tenderão a ocorrer de outra maneira de como agora se faz.

Outros nomes

Louis Pasteur fala sobre a sociedade ambiental e cura paranormal. Tagore relata seu interesse pelas coisas do Espírito durante sua passagem pela Terra, não tendo se surpreendido muito com o ambiente que encontrou ao morrer, pois já o conhecia. O Presidente americano Jefferson dá sua opinião não-partidária no campo político.

Percebe-se, através de todas as comunicações por parte dos espíritos, a insistência em não se temer absolutamente a morte e também respeitar a vida em todas as suas formas. Jamais pôr fim às mesmas ou a de um semelhante. Advertem que o homem jamais deve perder seu valor por mais que haja caído e se degenerado.

John Brown, que fora médium da rainha Vitória da Inglaterra, acrescenta:

— A morte é a grande niveladora. Deveis compreender que carece de importância o papel que hajas podido desempenhar na vida terrena e a posição que tivestes. Na verdade, o que vale no plano espiritual é aquilo que, em realidade, fizestes e as boas obras realizadas durante a curta existência na Terra, sem buscar prêmio ou gratificação. Quando vos encontrardes aqui podereis julgar por vós mesmos o que fostes. Depois de um período de adaptação, cada qual alcança o plano que lhe corresponde. As diferentes descrições de distintos planos denotam condições de existência que ultrapassam em muito vossa compreensão, por tratar-se de um estado de bem-aventurança. Mas esse estado depende grandemente do nível de plano ao qual nos afinarmos, tendo muita importância o fato de estar-se ou não apegado à matéria, bem como o ter vivenciado maior ou menor grau de harmonia, fraternidade e amor quando na Terra.

O rev. Drayton Thomas se anuncia, depois de sua morte, a seus amigos Flint e Woods para dizer-lhes:

— As leis que aqui vigoram são as leis naturais. Se somos realmente conscientes que essas leis procedem da natureza, jamais nos passará pela mente a ideia de contrariá-las. A mim, por exemplo, não me ocorreria passar do plano em que me encontro para um que não me corresponde, uma vez que ainda careço da evolução necessária para nele habitar. Sabe-se intuitivamente que neste outro plano não encontraremos a tranquilidade e a paz de que necessitamos.

Confúcio

Uma comunicação muito especial é, sem dúvida, a de Confúcio. Não o faz diretamente sem valer-se de outra entidade de um plano inferior ao seu:

— Não é possível obter deste elevado plano uma mensagem da Alma. Eu sei que ninguém em seu mundo possui espiritualidade suficientemente evoluída para entrar em contato com a esfera em que me encontro. Vós unicamente podeis receber comunicações de almas muito evoluídas valendo-se de entidades de planos mais inferiores. O ambiente que reina nos níveis mais altos, de maneira alguma poderíeis compreendê-los, motivo pelo qual não deveis esperar por uma descrição dos mesmos, pois, assim fazendo, nem com um desperdício de boa dialética, nem mesmo valendo-nos da fantasia, seria possível fazer-se uma pálida ideia de como são estes mundos. Aquele que busca o mais elevado, deve fazer-se menino.

Senda de luz e de bênção

Betty Greene faleceu em 1975 e George Woods dez anos depois. Para Woods, são de profundo significado as palavras ouvidas em 1970, a ele dirigidas, por uma entidade que se identificou como Irmão Josefo:

— Chegará o tempo em que serás chamado a deixar teu trabalho e abandonares teu corpo físico para entrar no plano espiritual. Então te será possível apreciar com a diafaneidade espiritual, de que agora careces, o muito que tens feito, o que te será possível alcançar e como será premiado o teu esforço e tua paciência. É por meio de ti que a muitos foi dado ouvir as vozes da obscuridade, revelando o que para eles tornar-se-á suprema senda de luz e de bênção.

Na era da Internet seu trabalho ganha um novo vigor. Cumpre-se a previsão do espírito Ellen Terry ao afirmar que suas vozes seriam levadas “até os confins da Terra…”

NOTAS:

[1] – O Fenômeno da Pneumatofonia segundo catalogado por Allan Kardec no Livro dos Médiuns, não utiliza a laringe do médium como no fenômeno da psicofonia. O Médium cede seu ectoplasma para que se forme uma laringe. Vide questões 150 e 151 de O Livro dos Médiuns. Importante ressaltar que os espíritos não possuem voz, portanto agem de forma a reproduzir a voz que tinham em vida através deste órgão formado a partir do ectoplasma, ou com o auxilio de uma corneta ou caixa de som, feita de madeira.

[2] – Luz convencional ou infravermelha queima o ectoplasma, reduzindo assim a força do fenômeno, embora algumas vezes seja possível que às maiores claridades o fenômeno se reproduza com excelência. Varia da natureza do médium, tal como de outras características que ainda são desconhecidas pelos investigadores.

[3] – Crookes, faz as mesmas prevenções que Kardec quanto a utilidade e a intenção dos experimentadores. Sessões ou pesquisas feitas com a intenção de saciar a curiosidade, sempre serão rodeadas por espíritos da mesma natureza dos investigadores ou curiosos.

Traduzido e adaptado ao português do site Paranormal Voices – The Independent Direct Voice Phenomenon – Tradução e atualização de termos para publicação no Jornal de Ciência Espírita por [JCE] – Editor, em 09/04/2015.

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