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29/03/2020

Muita teoria e pouca prática Krayher


Um aviso a importância do estudo antes, durante e depois da prática mediúnica. A necessidade do respeito próprio e do tempo certo para a colheita saudável das relações com os espíritos.

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Dedicar-se ao estudo sob o auxílio da disciplina, é o primeiro e mais importante passo para aqueles que pretendem conhecer a fundo as relações entre os homens e os espíritos. Embora em algumas pessoas, o conhecimento destas relações seja inato, evidência de um amadurecimento anterior do espírito, o estudo e a reflexão da codificação são indispensáveis. Não podemos precisar o tempo que se leva para conhecê-lo, pois isso varia de pessoa para pessoa, uns se ocupam do estudo com severa dedicação, outros não o fazem com tanto interesse. A cada um o seu tempo, lembrando que todo excesso é prejudicial, o mesmo se dá com o espiritismo, é necessário um tempo entre o estudo e a reflexão, na medida em que se avança no esclarecimento das questões magnas da vida, também se faz necessário à assimilação que só se dará através de uma observação sob o novo prisma, já reformado pelo esclarecimento do estudo doutrinário. Os que acreditam fazer um estudo dinâmico do espiritismo, e dele tomar algum proveito sólido, estão equivocados, e mais, perigoso seria fazê-lo, pois é sabido que frequentemente os que tem muita teoria e pouca prática, fraquejam na hora em que mais precisam. A prática da mediunidade não perdoa despreparo e ignorância, já dizia Hermínio C. Miranda, um dos principais pesquisadores e escritores espíritas do mundo, pois bem, façamos o uso do bom senso que é indispensável para o espírita consciente, e saibamos respeitar o nosso tempo.

Tão importante quanto o estudo sistemático da teoria, é dosar a prática mediúnica. Abuso ou excesso da prática sem estudo teórico leva ao fracasso certo, e neste caso falamos de algo muito sério, que pode levar a estragos físicos irreparáveis; Também e principalmente morais. Acompanhamos dezenas de médiuns que chegaram ao estado de frangalhos humanos, ignorando o recado insistente de seus guias e dos dirigentes mais experientes — Dedicaram-se totalmente à prática sem a prudência e o respeito pelo próprio organismo, levaram-se pela curiosidade e pela pressa, abandonando os estudos pensando não haver tempo para o aprimoramento, e hoje, são vítimas de espíritos mistificadores e mal intencionados — Quando não abandonados a uma mediunidade intermitente e dificultosa, ou entregues totalmente ao animismo maléfico, onde suas comunicações não são estabelecidas de forma confiável com consciências extrafísicas, e no pior das hipóteses, nem mesmo comunicações puramente anímicas do próprio inconsciente do médium, como Aksakof definiu como personismo.

Prática Mediunica

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