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19/08/2019

Mr. Ed. Buguet, fotógrafo de Espíritos


Mr. Ed. Buguet, fotógrafo de Espíritos, era francês e visitou Londres em junho de 1874; em seu estúdio, situado em Baker Street 33, houve muitas sessões notáveis. Mr. Harrison, redator de The Spiritualist, fala de um teste empregado por esse fotógrafo, que consistia em quebrar um canto da chapa e ajustar o pedaço, depois que aquela era revelada. Mr. Stainton Moses descreve Buguet como um homem magro e alto, de rosto inteligente e feições bem marcadas, com abundante cabeleira negra. Diz­se que durante a exposição da chapa ele ficava em semitranse. Os resultados psíquicos obtidos eram de mais alta qualidade artística e de maior distinção que os obtidos por outros médiuns. Também uma grande percentagem de Espíritos era reconhecida. Um curioso aspecto com Buguet era que de conseguia numerosos retratos do “duplo” dos assistentes, tanto quanto de pessoas vivas mas não presentes, aparecendo com ele no estúdio. Assim, enquanto se achava em Londres no estado de transe, o retrato de Stainton Moses apareceu em Paris quando Mr. Gledstones fazia uma experiência.

Em abril de 1875 Buguet foi preso e acusado pelo governo francês de produzir fraudulentas fotografias de Espíritos. Para salvar­-se confessou que todos os resultados obtidos eram truques. Foi condenado a pagar quinhentos francos de multa e a um ano de prisão. Durante o processo um certo número de conhecidos homens públicos sustentaram a sua opinião quanto à autenticidade dos “extras” que haviam obtido, a despeito de se dizer que Buguet havia usado comparsas para fingirem de Espíritos. A verdade sobre fotografias espíritas não para aí: os que têm interesse em ler toda a história de sua prisão e seu processo podem assim formar a própria opinião. Escrevendo depois do processo, diz Mr. Stainton Moses:

Não só acredito — mas sei, tão certo como sei outras coisas, que algumas das fotografias de Buguet eram autênticas.

Entretanto diz Coates que Buguet era um tipo sem valor. Certamente a posição de um homem que apenas pode provar que não é um patife pelo fato de haver feito uma falsa confissão por mêdo é um tanto fraca. O caso para a fotografia espírita, sem ele, ficaria mais valorizado. Quanto à sua confissão, foi ela arrancada criminosamente pelo Arcebispo da Igreja Católica de Toulouse, numa ação contra a Revue Spirite, quando seu redator, Leymarie, foi acusado e condenado. Disseram a Buguet que a sua salvação estava em confessar.

Assim constrangido, fez o que antes haviam feito tantas vítimas da Inquisição: uma confissão forçada que, entretanto, não o salvou de doze meses de cadeia. Abaixo, algumas famosas fotografias de Buguet:


Por Sir Arthur Conan Doyle

 

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