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18/10/2017

Informação, Tempo e Conhecimento Backpacker


Observemos a imagem anexa a este artigo, e vamos refletir juntos sobre seu significado, no âmbito espírita.

Três relógios: Informação [INFORMATION] , Tempo [TIME] e Conhecimento [KNOWLEDGE].

Na correria do nosso cotidiano, acabamos confundindo informação com conhecimento, e este comportamento é perigoso.

Explicamos os porquês:

A INFORMAÇÃO é cada vez mais abundante: no viés de seu propagador, ela é sempre verídica, pois é alicerçada em um suposto conhecimento previamente adquirido.

Será? Por observação, vemos que uma informação carrega em si o objetivo de ludibriar o leitor a seguir uma ideia, seja ela verdadeira ou não, o que respectivamente leva ao objetivo final de repetição de tendências anteriores, a maioria delas provenientes de interesses materialistas.

Mas o que vem a ser CONHECIMENTO?

Vamos citar como analogia um assunto geral: clima. Se desejamos ter conhecimento a respeito de climatologia devemos nos debruçar sobre todos os autores que, cronologicamente, estudaram o assunto e desenvolveram hipóteses, teorias ou leis que vigorem até o momento em unanimidade com a comunidade científica. Köppen, Sorre, Monteiro, entre outros são exemplos de autores que desenvolveram metodologias completas sobre o clima, superando seus antepassados.

No Espiritismo não é diferente. Ele foi criado com uma metodologia superior, que abarca a necessidade da concordância universal do ensino dos espíritos (CUEE) para a garantia de credibilidade das informações prestadas pelos espíritos desencarnados. Está lá, na introdução do Evangelho Segundo o Espiritismo, em seu item II, intitulado A Autoridade da Doutrina Espírita, Controle Universal do Ensino dos Espíritos. Vamos ler e reler este item para que assimilemos este conceito cada vez mais.

Pois bem. Hoje o que mais temos é INFORMAÇÃO chegando do plano espiritual. Esquecemos que, segundo Kardec e os Espíritos Superiores, não há médium infalível e principalmente, ninguém tem autoridade para falar em nome do Espiritismo de forma individual.

Esquecemos estas diretrizes por instantes, e nos deliciamos com as “novidades” do plano espiritual, sem filtros. Julgamos a ideia pela suposta moralidade do autor, olvidando os axiomas da Doutrina que nos pedem cautela…

Observemos, o simples fato de abraçarmos uma informação, por mais real e justa que ela pareça, nos faz sucumbir em duas tendências perigosas: a idolatria e a crença em uma ideia não aferida cientificamente.

Relembremos a assertiva do codificador: “… fora das questões morais, não se deve acolher dos Espíritos senão com RESERVAS e, em TODOS OS CASOS, jamais deve ser aceito sem EXAME.” (Revista Espírita, Julho de 1860).

Vamos juntos, nos debruçar nos estudos, e tomemos cuidado, mais uma vez observando os relógios: o da informação, desesperado por conteúdo sem tempo hábil para averiguações… e o do conhecimento, quase estacionário, esperando nossa decisão de o valorizarmos como devemos, tal como espíritas, críticos e questionadores que devemos ser.

Bom estudo a todos.

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