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24/06/2019

Grandeza Moral na Miscigenação


miscigenacaoA miscigenação cultural, amplamente difundida em toda a América, não corre por conta dos negros e índios, mas dos brancos que, por interesses subalternos e de maneira cruel os arrancaram de suas nações para submetê-los à escravidão. Espíritos europeus arrogantes, que se encharcaram de orgulho nas civilizações de guerras de conquistas, reencarnam-se nas selvas para obterem a cura de suas deformações morais e preferem, nas suas relações de pós-morte com os brancos, apresentar-se como negros ou índios, pois, como disse um deles a Yvonne Pereira, “não gostaria de apresentar-se como bandoleiro, assaltante e assassino que foi nas civilizações ditas refinadas”.

O Espiritismo explica a complexidade desse problema e revela a sua grandeza moral no desenvolvimento espiritual da humanidade. É precisamente no plano social terreno, onde a dispersão da unidade humana gera as discriminações, que a reintegração na unidade vai se processar no difícil aprendizado do princípio do amor ao próximo. Negros, amarelos, vermelhos, pardos e brancos desenvolvem suas aptidões humanas de maneira progressiva, em comum no processo existencial, tendendo sempre para o restabelecimento da unidade. Todas as características do homem, desde a sua constituição física, o desenvolvimento corporal, os desejos, a vontade e as aspirações, até a estrutura da consciência, são do mesmo padrão em todas as raças e sub raças de cada era do mundo. Cassirer podia acrescentar à sua teoria da noite e do dia, dos homens noturnos e dos homens diurnos, a teoria da miscigenação universal para a restauração da unidade espiritual e material das espécies num futuro já hoje perceptível. A fragmentação platônica dos arquétipos na matéria se apresenta, à luz do Espiritismo, como um processo de dinamização das potencialidades arquetípicas dos seres na multiplicidade, para uma volta enriquecida à unidade dinâmica visualizada da teoria de Geley. Por isso Léon Denis considerou, em seu livro O Gênio Céltico e o Mundo Invisível, o Espiritismo, na sua expressão teórica, como doutrina, e na sua realidade prática, como uma síntese factual do Todo Universal. E isso muito antes de A Grande Síntese de Ubaldi e da obra de Teilhard de Chardin sobre o processo da evolução humana. A visão do Druida de Lorena, como Conan Doyle chamava a Denis, foi uma precognição espantosa, como as que ocorriam no mundo celta.

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