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18/10/2017

Glândula Pineal e Mediunidade? Backpacker


1 – PREÂMBULO

Pegando um gancho no artigo A mediunidade vista por alguns pioneiros da área mental (1) , apresentado neste mesmo site, vamos focar num assunto bastante obscuro e controverso, acerca da glândula pineal e suas supostas relações com a fenomenologia orgânica da mediunidade.

Antes de adentrarmos os conceitos e implicações do tema glândula pineal em face da mediunidade, temos que esclarecer as perspectivas pelas quais a mediunidade e a reencarnação, pilares da Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec, são observadas pelo ponto de vista científico atual.

No que tange a mediunidade, observa-se no Código Internacional de Enfermidades – CID, em seu Código n. 10 (F44.3) apresenta a classificação: Estado de Transe e de Possessão pelos Espíritos. O tema também é abordado por Kaplane e Sadock (2007 6 a ed.), em seu Compêndio de Psiquiatria, no capítulo Teorias da personalidade e psicopatologia, e também foi explorado por Carl Gustav Jung, que realizou estudo de caso para seu doutorado, utilizando- se por oito anos de uma sobrinha que supostamente portava faculdades mediúnicas.

Ferreira (1940) afirma que a base para os estudos da psicologia e psiquiatria, ainda desprezada quase que completamente pela ciência oficial é a reencarnação, que encerraria em si mesmo, as explicações para todas essas inquietações da ciência que vê, presencia, estuda, investiga e não encontra uma causa essencial.

Ainda mais a frente, observa-se que a mediunidade de forma direta ou indireta tem sido estudada no âmbito da neurociência por: Alexander Moreira de Almeida, Sérgio Felipe de Oliveira, Nubor Orlando Facure, Guilherme Ricoppo Rodrigues, Julio Peres, entre outros.

Em abrangência internacional, a mediunidade tem sido averiguada por Julie Beischel (2014)(2) em seu estudo The Survival Hypothesis: Essays on Mediumship e por Michael Prescott’s (2014)(3).

Este artigo não tem a pretensão de chegar a uma conclusão para o tema das funcionalidades da glândula pineal, mas sim demonstrar as perspectivas observadas até o momento, em um arcabouço conciso e consistente de ideias, de forma cronológica a facilitar ao leitor espírita ou não espírita, as práticas que tem sido seguidas nos últimos anos sob a égide deste assunto.

2 – JUSTIFICATIVA E EMBASAMENTO DOUTRINÁRIO

A vida após a morte ainda não está provada através do método científico. A comprovação dos fenômenos da mediunidade e da reencarnação, de forma cabal, ergueria a Doutrina Espírita ao rol das ciências, tal como era o objetivo de seu codificador Allan Kardec.

Somente nos últimos anos foi possível analisar de forma mais precisa as áreas cerebrais, a partir do uso de encefalogramas e tomografias. Em especial, a tomografia computadorizada(4) , desenvolvida por Cormack e Hounsfield em 1956, invenção pela qual receberam o prêmio Nobel em fisiologia e medicina em 1979.

Não houve menção na codificação espírita sobre o termo glândula pineal, mas na obra O Livro dos Médiuns (1861) em vários momentos é citado que as faculdades mediúnicas se relacionam com predisposições orgânicas, afirmação que abriu um campo vasto para pesquisas, no intuito de descobrir uma ou mais “pontes” entre o organismo físico e o suposto corpo espiritual, denominado por Kardec como perispírito.

Questão 226. 1. O desenvolvimento da mediunidade se processa na razão do desenvolvimento moral do médium? — Não. A faculdade propriamente dita é orgânica, e portanto independente da moral. Mas já não acontece o mesmo com o seu uso, que pode ser bom ou mau, segundo as qualidades do médium.

Acreditamos que os estudos sérios acerca do tema são extremamente válidos, tendo como meta direcionadora a comprovação e o aprofundamento dos axiomas espíritas. No campo medicinal, justifica-se também o estudo da pineal devido à sua produção de melatonina pelo órgão e problemas recorrentes de insônia.

Vamos adentrar portanto, nas conceituações da glândula pineal do ponto de vista acadêmico, e discorrer um breve histórico das supostas associações deste órgão como ponte para a manifestação da faculdade mediúnica, apresentada por diversos autores.

3 – CONCEITO

A epífise neural, glândula pineal ou simplesmente pineal é uma pequena glândula endócrina localizada perto do centro do cérebro, entre os dois hemisférios, acima do aqueduto de Sylvius e abaixo do bordelete do corpo caloso, na parte anterior e superior dos colículos superiores e na parte posterior do terceiro ventrículo. Está presa por diversos pedúnculos (pedúnculos anteriores – habênulas -, médios e inferiores) sendo que todos esses pedúnculos se irão inserir no tálamo ótico. Apesar das funções desta glândula serem muito discutidas, parece não haver dúvidas quanto ao importante papel que ela exerce na regulação dos chamados ciclos circadianos, que são os ciclos vitais (principalmente o sono) e no controle das atividades sexuais e de reprodução.

Figura 1. Ilustração da glândula pineal

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Segundo Markus e Cecon (2013), a pineal é ativada pelo escuro e produz um hormônio — melatonina, conforme descoberta de Aaron Lerner e equipe da Universidade de Yale em 1958.

Nos anos de 1950, alguns autores diziam que era uma glândula que inibia as gônadas (ovários e testículos), enquanto outros obtinham resultados contrários. Uns afirmavam que era um hormônio que facilitava a indução do sono, enquanto outros afirmavam o contrário. Essa controvérsia só foi resolvida quando ficou realmente confirmado que a função da melatonina era marcar o escuro – e, dessa forma, os experimentos feitos com animais noturnos, como os roedores, muito usados como modelos experimentais, indicavam que a melatonina favorecia a atividade, enquanto que os feitos com humanos indicavam que esse hormônio favorecia o sono. Assim, independentemente do que o organismo está programado para fazer nessa fase de escuro (entrar em atividade ou em repouso), a melatonina é a responsável por essa informação ambiental.

A glândula pineal estaria envolvida ainda, com a defesa do sistema imunológico do organismo, conforme testes positivos da propriedade anti- inflamatória da melatonina.

3 – HISTÓRICO

A descoberta da glândula pineal é imputada a Herophilos (335-280 ac.), suposto pai da anatomia e criador do método científico, estudioso de Hipócrates. Porém seus trabalhos se perderam.

A primeira descrição da glândula pineal e as primeiras especulações sobre suas funções encontram-se nas escrituras de Claudius Galenus (anos 130-210 dc.), um médico e filósofo grego que passou a maior parte de sua vida em Roma e cujo sistema dominou o pensamento médico até o século XVII.

Galenus discutiu a glândula pineal, no oitavo livro de sua obra sobre anatomia. Ele explicou que deve o seu nome (em grego: kônarion, latim: glandula pinealis) a sua semelhança em forma e tamanho com as nozes encontradas nos pinheiros cônicos (em grego: Konos , latim: pinus pinea). Ele a chamou de glândula por causa de sua aparência e afirmou que ela tem a mesma função de todas as outras glândulas do corpo, ou seja, um suporte para os vasos sanguíneos.

Outros autores a seguir mencionaram a pineal, em teorias sobre o suposto armazenamento de fluxos de memórias neste órgão. Citam-se Qusta Luqa (864-923), muito influente na Europa até o século XIII, e Constantinus Africanus em 1536.

Há muito tem se proferido por diversos autores a ligação entre a glândula pineal e supostas funcionalidades que escapam ao mecanismo do organismo material, no que se inclui a mediunidade.

Na visão do hinduísmo por exemplo, acredita-se que a pineal é um centro de energia, responsável pelo desenvolvimento extrafísico, como receptor e transmissor de energia vital. A mesma crença se estende a outras correntes filosóficas, espiritualistas e ocultistas, tais como a teosofia.

René Descartes (1596-1650), mais precisamente entre os anos 1641 e 1644 foi um dos pioneiros na área a utilizar de metodologia, ao afirmar que a pineal seria o ponto da união substancial entre corpo e alma, um órgão com funções transcendentes.

Figura 2. Esquema de funcionamento da glândula pineal segundo Descartes

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Ele acreditava que o corpo (incluindo o cérebro) era como uma máquina, extremamente complexa, porém perfeitamente mecânica, e que quem ditava as ordens era uma alma imaterial, que se comunicava com o corpo por via da glândula pineal.

Descartes não foi nem o primeiro nem o último filósofo que escreveu sobre a glândula pineal, mas ele creditou mais importância a isso do que qualquer outro filósofo. Ele tentou explicar a maior parte de nossa vida mental em termos de processos que envolvem a glândula pineal, tema que permanece intrigante e ainda é intensamente estudado hoje, com até mesmo um jornal inteiro dedicado a ele, o Journal of Pineal Research.

Além de Descartes, o escritor inglês Cyril Hoskins, utilizando-se do pseudônimo Lobsang Rampa, dedicou-se ao estudo desse órgão e apresentou algumas particularidades no livro The Third Eye (O Terceiro Olho) em meados de 1956.

Na mesma década, no livro Missionários da Luz, obra espiritualista psicografada por Chico Xavier, atribuída ao suposto espírito André Luiz, a epífise é descrita como a glândula da vida espiritual e mental que caracteriza um órgão de elevada expressão no “corpo etéreo” onde presidem os fenômenos nervosos da emotividade, devido a sua ascendência sobre todo o sistema endócrino, e desempenha papel fundamental no campo sexual; é descrita ainda como ligada à mente espiritual através de princípios eletromagnéticos do campo vital, comandando as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade.

Em 1964, no livro Desenvolvimento Mediúnico, o escritor espiritualista Edgard Armond menciona os termos “acionamento e forçamento das glândulas cerebrais” na ocorrência das faculdades mediúnicas, onde deduz-se que foi mais uma afirmação sobre a pineal.

Outro autor que pormenoriza alguns aspectos da glandula pineal é Carlos Torres Pastorino (1969) em seu livro Técnica da Mediunidade, no Capítulo Biologia, subcapítulo Sistema Glandular.

Na opinião de Pastorino, para a execução da faculdade mediúnica, seria necessária uma válvula que detecta e retifica ondas, a qual seria a pineal. Comparativamente à uma termiônica(5) , a pineal funcionaria recebendo corrente alternada e deixando sair corrente direta: seria pois uma “transformadora de corrente”, ao mesmo tempo agindo tal qual um transformador de frequência, recebendo “ondas pensamento” que sairiam modificadas em “ondas-palavra”.

Figura 3. Funcionamento da pineal segundo Pastorino (1969)

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Nas palavras do autor:

A pineal, formidável válvula eletrônica, capta as ondas-pensamento, (corrente alternada) e as detecta em ondas discursivas (corrente direta pessoal) trabalhadas pelos lobos frontais do cérebro, e depois traduzidas em som (pelo aparelho fonador), ou em desenhos ideográficos (pelos músculos das mãos).

A hipótese de que a pineal funcionaria tal como uma “antena” seria embasada ainda, no âmbito da química, onde esclarece-se que a apatita, mineral do grupo dos fosfatos com fórmula geral Ca10(PO4)6(F, OH, Cl)2 , está presente na glândula, bem como possui considerável participação na estrutura óssea humana.

A apatita é um mineral que assimila trações de fissão por partículas emanadas de isótopos radioativos naturais, e utilizada para estimar a história termal de sedimentos em bacias sedimentares. No âmbito industrial, é utilizada em larga escala para fabricação de fertilizantes, ração animal, ácido fosfórico, detergentes, inseticidas e até gemas.

Figura 4. Estrutura da apatita conforme Toledo e Pereira (2001)

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Figura 5. Foto e forma cristalográfica do mineral

Francisco Cajazeiras e Nubor Facure são outros exemplos de autores que divulgam em meio eletrônico ou palestras, conjuntos de ideias similares sobre a glândula pineal.

Segundo Facure, como a pineal é sensível à luz, não seria de estranhar que possa ser mais sensível ainda à vibração eletromagnética A irradiação espiritual seria, em suas palavras, essencialmente semelhante à onda eletromagnética que conhecemos, compreendendo-se, assim, sua ação direta sobre a pineal.

Ele supõe ainda que o contato da entidade espiritual com a pineal do médium possibilitaria a liberação de melatonina predispondo o restante do cérebro ao “domínio” temporário do espírito comunicante. Essa participação química ao fenômeno mediúnico poderia explicar as flutuações da intensidade e da freqüência com que se observa a mediunidade.

4 – MÉTODO CIENTÍFICO E NEUROCIÊNCIA

Karl Popper em 1959 afirmava que aquele que se intitula como cientista, seja teórico ou experimental, formula enunciados e verifica-os um a um, submetendo-os a testes, confrontando com a experiência, através de recursos de observação e experimentação.

Observa-se entretanto, que a maioria dos autores mencionados no histórico anterior, somente permaneceram no campo das conjecturas, que apesar de extremamente interessantes, até então a ciência formal não teria identificado como autênticas.

Oliveira (1998)(6) , em seus estudos acerca do tema, teve a oportunidade de investigar os cristais de apatita da glândula pineal mediante a difração dos raios X, usando também a tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Os cristais foram observados na microcirculação sanguínea que os mantinha metabolicamente ativos e vivos. Na afirmação do pesquisador, seriam estruturas diamagnéticas que repelem ligeiramente o campo magnético, cujas ondas se deixam ser ricocheteadas de um cristal a outro. Seria portanto, como um sequestro dos campos magnéticos pela glândula. Deduziu-se daí, pelo pesquisador, que quanto mais cristais uma pessoa tem, maior a possibilidade de ela captar as ondas eletromagnéticas. Teriam portanto, os médiuns ditos ostensivos, um número muito maior de cristais.

A mediunidade é uma faculdade da percepção sensorial. A hipótese de Oliveira é que, para qualquer faculdade deste tipo ser exercida, ela necessita de um órgão que capte e outro que o interprete. A glândula pineal seria o órgão sensorial da mediunidade, como um telefone celular, captando as ondas do espectro eletromagnético, provenientes das dimensões espirituais, e o lóbulo frontal faz o juízo crítico da mensagem, auxiliado pelas demais áreas encefálicas.

Oliveira demonstrou que médiuns psicofônicos possuem mais cristais de apatita na glândula pineal, e que durante o momento de comunicação espiritual os médiuns possuem alta atividade cerebral e aumento de fluxo sanguíneo na região da glândula pineal.

Na opinião do psiquiatra Dr. Alexander Moreira de Almeida, não há ainda um estudo acadêmico consistente sobre o tema:

Do ponto de vista científico, desconheço qualquer estudo trazendo evidências da pineal se relacionar com mediunidade. Entretanto, sem dúvida é uma interessante hipótese a ser testada. (Moreira, 2004)

Em 2004, Alexander Moreira de Almeida concluiu sua tese de doutorado pela USP, na área de experiências mediúnicas. Almeida estudou 115 médiuns espíritas que seguem a doutrina codificada por Allan Kardec, com o objetivo de construir seu perfil sociodemográfico e para comprovar sua saúde mental.

O pesquisador concluiu que a maioria dos médiuns desenvolveu sua mediunidade durante a infância e mostraram altos níveis socioeducativos. Não se debruçou entretanto no estudo da glândula pineal.

Em 2013 o estudo de Peres e Newberg abriu portas para o estudo de neuroimagem em SPECT (Tomografia computadorizada por emissão de fóton único), mapeando o cérebro e suas atividades, utilizando uma amostra de 10 médiuns. Nas palavras de Peres, “5 médiuns experientes” e “5 inexperientes”.

Os voluntários relataram que o transe envolvia um “estado de relaxamento mental”. Tal relaxamento poderia explicar a atividade geral atenuada do cérebro, mas o fato de que os indivíduos produziram textos complexos em estado de transe dissociativo sugere que eles não estavam meramente relaxados. Os resultados também não condizem com simulação ou fraude, que, por vezes, têm sido oferecidas como explicações para a mediunidade. Circuitos neurais relacionados ao planejamento presumivelmente seriam recrutados para a composição dos textos, caso os indivíduos estivessem simulando tais conteúdos. (Peres e Newberg, 2013)

Figura 6. Resultados sintéticos do estudo de Peres e Newberg (2013)

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Os pesquisadores assumem que o estudo é preliminar e sugerem que o mesmo se estenda, com a aplicação de outras metodologias, e aumentando a amostra de médiuns:

Futuros estudos devem considerar a possibilidade de avaliadores externos especialistas pontuarem cegamente aspectos da experiência mediúnica, bem como a qualidade dos conteúdos produzidos nesse estado (expressados em palavras, textos, pinturas etc.), e dos conteúdos gerados em estado habitual de consciência (fora do transe) pelos próprios médiuns e por grupos de controles. Além disso, uma avaliação cuidadosa da experiência fenomenológica investigada por neuroimagem pode favorecer a correlação mais precisa entre a experiência em primeira pessoa (fenomenológica) e a experiência em terceira pessoa (atividades neurais). Os escores de complexidade – avaliados cegamente por especialistas – dos conteúdos produzidos durante o transe ou aspectos relevantes da experiência podem ser usados como regressores em análises estatísticas. (Peres e Newberg, 2013)

O estudo trouxe resultados interessantes a esse respeito. Um especialista da área de letras cegamente avaliou a complexidade dos textos produzidos pelos médiuns durante as duas tarefas. A análise de correlação linear comparando mudanças nos escores de complexidade para o conteúdo escrito e alteração do fluxo sanguíneo cerebral (FSC) nas áreas relacionadas com o estado de psicografia (cúlmen esquerdo, hipocampo esquerdo, giro occipital inferior esquerdo, cíngulo anterior esquerdo, giro temporal superior direito e giro pré- central direito) mostrou uma tendência de correlação inversa: os níveis crescentes de complexidade foram associados com diminuição gradual do FSC em cada região. A tendência de correlação inversa encontrada em nosso estudo, quando levada em conta a complexidade do conteúdo psicografado, requer discussões futuras e novos estudos para formulações de hipóteses explicativas. (In: Peres e Newberg, 2013)

O nível comparativamente reduzido de atividade no córtex temporal, giro pré- central, hipocampo e cíngulo anterior em médiuns experientes também reforça os seus relatos subjetivos de que não tinham consciência do conteúdo escrito durante a psicografia, cujos temas envolveram princípios éticos/espirituais e a importância da união entre ciência e espiritualidade.

Os médiuns relatam que “a autoria dos textos psicografados foi dos espíritos comunicantes e não pode ser atribuída a seus próprios cérebros”, o que é também uma hipótese plausível.

5 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

A ciência progride cada vez mais, possibilitando a descrição mais precisa dos componentes cerebrais, incluindo a glândula pineal.

Apesar de nenhum pesquisador ter demonstrado de forma conclusiva e inequívoca a suposta função da pineal nos fenômenos mediúnicos, os estudos cada vez se direcionam de maneira mais segura a esta conclusão, consideradas também as participações de outras regiões cerebrais, como mencionado por Peres.

Acredita-se que com o fomento destas pesquisas de cunho científico, introduzindo “peritos cegos” e uma amostra maior de médiuns, e a utilização de novos métodos, resultarão em resultados promissores para a comprovação dos axiomas espíritas.

Sugere-se que os peritos cegos sejam desconhecidos dos médiuns, para que não exista possibilidade de sugestão em qualquer nível.

Segundo cotações atuais, o custo de uma imagem SPECT está na faixa de 700 dólares, custo que deve ser averiguado em um estudo de viabilidade pelas instituições que fomentarem um estudo que introduza uma amostra maior de médiuns.

Sugere-se por fim, que sejam observados e apresentados de maneira integrada, estudos referentes à grafoscopia e transcomunicação instrumental (Electronic Voice Phenomena), como temas a serem observados pelos peritos.


6 – REFERÊNCIAS

DESCARTES, R., 1637, La Dioptrique, in: Descartes, R., Discours de la méthode, Leyden: Ian Maire. (Em francês). Digitized reprodução fotográfica disponível on-line (JPEG). Reproduzido em AT, vol. VI. Tradução Inglês parcial no CSM, vol. I.

KAPLAN, H.I., SADOCK, B.J., SADOCK, V.A. Compêndio de Psiquiatria. Editora: Artmed. 9a Edição. 2007

KARDEC, A. O Livro dos Médiuns. SPEE. Paris, 1861.

MARKUS, R.P., CECON, E. O tempo biológico e a defesa do organismo: Uma conversa bidirecional entre a glândula pineal e o sistema imunológico. Artigos de periódico nacional. 2013. Disponível em: http://cienciaecultura.bvs.br/pdf/cic/v65n1/a21v65n1.pdf

OLIVEIRA, I.F. Psiquiatria em face da Reencarnação. FEESP. 1940.

OLIVEIRA, S.F. Estudo da estrutura da glândula pineal humana empregando métodos de microscopia de luz, microscopia eletrônica de varredura, microscopia de varredura por espectrometria de raio-x e difração de raio-x. Dissertação de mestrado da USP. São Paulo, 1998.

PERES, J. NEWBERG, A. Neuroimagem e mediunidade: uma promissora linha de pesquisa. Artigo da série Mind-Brain. 2013. Disponível em: http://www.readcube.com/articles/10.1590/S0101-60832013000600004

POPPER, K.R. A Lógica da pesquisa científica. Editora Cultrix. São Paulo, 1959. Tradução de Leônidas Hegenberg e Octanny Silveira da Mota.

TOLEDO E PEREIRA – A VARIABILIDADE DE COMPOSIÇÃO DA APATITA ASSOCIADA A CARBONATITOS – Artigo disponível neste link (ultima consulta em 14/12/2016)


NOTAS:

1 Vide Artigo em: http://www.jornalcienciaespirita.spiritualist.one/a-mediunidade-vista-por-alguns-pioneiros-da-area-mental

2 Detalhes do estudo no blog: http://drjuliebeischel.blogspot.com.br

3 Detalhes do estudo no blog: http://michaelprescott.typepad.com/michael_prescotts_blog

4 Maiores detalhes no link: http://pt.slideshare.net/Luanapqt/tomografia-computadorizada-16025535

5 Efeito termiônico é o aumento do fluxo de elétrons que saem de um metal, devido ao aumento de temperatura. Ao aumentar-se substancialmente a temperatura do metal, há uma facilidade maior para a saída dos elétrons. Descoberto por Guthrie e confirmado por Thomas Edison em 1880.

6 MSc em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP e Diretor da Clínica Pineal Mind de São Paulo.

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3 Responses “Glândula Pineal e Mediunidade? Backpacker

  1. Alexandre
    15/09/2016 at 23:42

    Olá, no artigo acima “glândula pineal e mediunidade?”, foi reproduzida uma figura do cristal de apatita, figura 4: “Estrutura da apatita conforme Toledo e Pereira (2001)”. Porém, o artigo não traz a referência “Toledo e Pereira (2001)” na lista de referências. Vocês poderiam, por favor, esclarecer os detalhes da referência? Obrigado.

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    • 19/09/2016 at 10:41

      Bom dia Alexandre.
      Estarei contatando o autor do artigo para esclarecimento.
      Abraços,

      1

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