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22/08/2017

Fala em muitas línguas John Worth Edmonds


“Instituto, 22 de outubro de 1857.

Ao
HON. J. W. EDMONDS, Nova Iorque.

Prezado, é o costume de esta Instituição ter a maioria dos jornais e revistas religiosos em sua sala de leituras para uso de seus alunos.

Um comitê foi eleito em um curto espaço de tempo com o propósito de escrever para os que foram considerados adequados. Um pedido meu para que alguns trabalhos espirituais fossem ser escritos foi desfavoravelmente recebido. O reitor, de todo modo, deu seu consentimento para ter tais revistas na sala de leitura conforme eu selecionasse. Eu escrevi ao Spiritual Telegraph e o Sr. Partdrige teve a candura de consentir em enviá- lo para mim. O costume é enviar livre de encargos. Não sei o impacto disso em vossas finanças, porém permitais-me pedir-vos enviar-me o Sacred Circle para tal propósito. Sinto certa indelicadeza ao pedir isso, porém, a certeza que sentireis um interesse em promover as importantes verdades que tão hábil e corajosamente advogais, levam-me a esperança que enviareis uma cópia para o acima mencionado propósito.

Esta é uma Instituição *** e bem liberal em sentimentos. Os professores, de todo modo, possuem objeções ao Espiritismo, embora ensinem a comunhão com o Grande Espírito, e acho que quando entenderem completamente as verdades da nova filosofia, irão endossá-la sem hesitarem.

Passaram-se poucas manhãs desde que uma questão se alevantou em um debate sobre a passagem de 1 Cor 12, onde Paulo fala sobre a diversidade de dons espirituais. Eu expliquei de acordo com o fenômeno espiritual e mencionei alguns casos de pessoas falando em línguas estrangeiras em nossos dias. O professor objetou, explanando que meus exemplos de médiuns já tiveram (como ele supõe) previamente ouvido tais línguas, contudo, ele prometeu-me que endossaria a doutrina quando trouxesse a ele um caso bem autenticado (por três ou mais testemunhas honestas) de qualquer pessoa ou médium falando em uma língua da qual são inteiramente ignorantes, nunca leram, ouviram ou falaram tal língua durante sua vida.

Tenho a certeza de que há tais casos, embora não tenha conhecimento, e espero que não sintais que eu esteja tomando uma grande liberdade ao requerer-vos que enviai a mim um caso. Se tiverdes um (ou um similar com a mesma força) em qualquer forma conveniente para o envio, ficarei não só orgulhoso como contente em convencê-lo, e se fordes instrumento para me auxiliar, podeis ter certeza de meus mais honestos agradecimentos.

Respeitosamente,

A. D. BYLES.

Nova Iorque, 27 de outubro de 1857.”

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Caro Sr., é uma das coisas estranhas do dia, que pessoas educadas, cujas vidas são devotadas à causa da ciência e que estão engajadas na educação de nossos jovens, sejam tão profundamente ignorantes daquilo que acontece ao seu redor.

Há, talvez, boas razões pelo qual isso acontece em relação ao Espiritismo. Ambos periódicos seculares e religiosos de hoje recusam-se a publicar qualquer coisa sobre a matéria, exceto para atacá-lo, e, assim, as oportunidades do mundo aprender qualquer coisa sobre ele são contraídas e, de novo, mesmo que sem esta prática geral de publicar nada, há uma classe de pessoas que, pelo bem da consciência, se recusam a ler.

Em qual dessas posições vosso professor está, é claro que não posso dizer, porém, ele deve estar em uma ou outra, pelo fato que duvida do que foi publicado no mundo, em tal maneira que se são falsas, poderiam ser facilmente mostradas.

Meu segundo volume do Spiritualism foi publicado em 1856, e muitos milhares de cópias foram vendidas. Na introdução deste volume, escrito por mim mesmo, apus a minha assinatura e é claro minha assertiva para sua verdade; na página 45 tem uma afirmação que minha família falou muitas línguas, em particular uma conversa com um cavalheiro grego.

Como podeis não o ter, eu anexo uma cópia da passagem.

Porém, apenas contém minha prova, pois não apensei os certificados de sua veracidade daqueles que estiveram presentes, nem eu assim o quis fazer, devido que para mim é uma matéria de total indiferença sejam os outros crentes ou não. Eu descarrego meu dever ao publicar a verdade, como a reconheço ser, e deixo-a ao cargo do destino.

Eu a publiquei, de todo modo, aqui, onde sou conhecido – onde meu caráter de veracidade é bem conhecido – onde estou cercado pelas pessoas as quais o fenômeno ocorreu, e onde, se minha afirmação é inverdade, sua falsidade pode facilmente ser estabelecida.

Vosso professor está errado, de todo modo, em um aspecto. Ele disse que endossaria a doutrina, se o fato pudesse ser autenticado por três ou mais honestas testemunhas. Ele não poderia assim fazer, podeis nisso acreditar. Ele pode tê-lo autenticado por cinquenta honestas testemunhas, se desejar. Mas não endossaria a doutrina, mesmo se tais autenticações estivessem perante ele.

Ele certamente não queria dizer que “endossaria” a menos que cresse, e certamente sabe que tal crença não é matéria de volição. Ele pode assim professar, porém real crença não aflui de sua vontade. Deixemo-no tentar persuadir-se que o sol não brilha ao meio-dia e veremos o drama que ele fará.

Não quero imputar a ele qualquer má-interpretação intencional nesta matéria, mas eu entendo sua assertiva como mera expressão de opinião, de que ele honestamente pensa que tipo de efeito a prova faria em sua mente. Só que, nisto, ele está enganado, ou assim espero, pois eu não daria um vintém de cobre para que a crença em nossa linda fé se baseasse apenas no conhecimento de suas maravilhas. Seria uma casa construída na areia e não aguentaria as intempéries que a assaltariam. E tal não é o trabalho das maravilhas. Não vêm por esse propósito. Sua província legítima é simplesmente levantar atenções para elas e para induzir a mente inteligente a investigá-las. Retiremos da memória ou da existência todas essas manifestações externas e teremos a filosofia e a religião do intercâmbio espiritual, que construirá a convicção em qualquer cândida mente que der a si mesma uma justa chance. Esse é importante aspecto pelo qual estamos para ver o assunto, e as manifestações estão relacionadas no momento apenas para chamar atenção a esse assunto.

Tenho pena de qualquer mente que acreditasse nas manifestações apenas, pois estaria eternamente em um mar de dúvidas, porém se descansar na rocha da razão e filosofia, poderia reter firme fé e, com ela, calmo repouso.

Além disso, já ouvi tal assertiva tantas vezes e vi seus resultados, que me sinto autorizado a antecipar-vos que seria o resultado no caso de vosso professor.

Eu disse a mesma coisa para mim mesmo tantas vezes em meus primeiros estágios nas pesquisas, e quando o apareceu a prova que eu me tinha prometido ou esperado achar uma crença, eu me surpreendi em ainda ser um duvidoso.

Tenho um exemplo disso no caso do Governador de *** (agora de ***). Foi-lhe dito na minha casa sobre a perda do navio Artic. Aquilo foi estranho, ele sabia; porém deveria haver uma explicação para isso naquele simples exemplo. Se, de todo modo, viesse através de três ou quatro pessoas desconectadas umas com as outras, ele acreditaria. Eu lhe disse que não iria, porém ele insistia que sim. Um pouco depois, ele obteve a prova como havia sugerido e por quatro diferentes canais desconexos e desconhecidos. Aí, sim, ele acreditou.

Nem um pouco por mim e pela razão, como eu suponho, que a crença não seja uma questão de vontade, nem é o domínio de uma maravilha produzir uma convicção.

Quantos se converteram ao Cristianismo pelas maravilhas feitas nos dias de Jesus? Dos milhares que ele alimentou, lemos que algum foi feito devoto? E que, no Pentecostes, somaram-se três mil almas aos crentes? Eram os apóstolos falando em muitas línguas ou a bela doutrina que Pedro desfraldou?

Não, meu amigo, não nos enganemos quando dizemos ou pensamos que endossaríamos a doutrina do Espiritismo tão logo nos tornemos convictos da realidade das manifestações. Alguma coisa mais é pedida para burilar a convicção na mente racional, e nós que acreditamos que somos suscetíveis a induzir nossos ouvintes quando fazemos dessas manifestações um fim, e não um meio. Confiná- las ao seu legítimo propósito de despertar investigações, e elas se tornam úteis ministras da verdade. Deixemo-nas serem tudo em todos, e tornar-se-ão seus mestres sem o poder do devido governo, porém com o poder de fazer muita travessura.

Não perdi de vista vosso requerimento, no meu medo de que muita conseqüência pode ser ajuntada a essa matéria. Eu apensarei, mais à frente, não meramente um extrato de meu referido livro, mas também alguns excertos de minhas anotações de outros exemplos, com as devidas explicações.

Dou-vo-los como minhas próprias experiências somente. Porém, há outros que já foram publicados, os quais não me aventurarei a falar.

O que aconteceu sob minhas vistas, eu posso falar livremente pois sei que falo a verdade.

Atenciosamente,

J. W. EDMONDS.

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EXTRATO DO VOLUME 2 DE SPIRITUALISM, pág. 45.

“Ela desenvolveu a seguir a fala em diferentes línguas. Ela não sabia outra língua além da materna, e um pouco de francês aprendido na escola. Ainda assim, ela falou em nove ou dez línguas diferentes, às vezes por uma hora cada vez, com sotaque e fluência de um nativo. Não é incomum que estrangeiros conversem com seus amigos espirituais através dela, em sua própria língua. Um exemplo recente ocorreu, quando um cavalheiro grego teve várias entrevistas, e por várias horas levou uma conversa de sua parte em grego e recebeu suas respostas por vezes nesta língua e em outra, em inglês. Ainda assim, até ali ela nunca tinha ouvido uma palavra de grego moderno sequer.”

O retro mencionado é meu relato, em termos gerais, da mediunidade de minha filha. Vou, então, especificar alguns exemplos mais particulares.

Uma tarde, veio a minha casa uma jovem de um dos Estados do Leste. Ela veio para Nova Iorque tentar a sorte. Sua educação era aquela que pode ser obtida em uma escola comum do interior. Ela era médium e estava acompanhada de um espírito de um francês, que trazia muitos problemas para si. Ele falava através dela, mas apenas em francês. Por mais de uma hora uma conversa se perfez entre minha filha e o espírito, falando através da Srta. Dowd. Ambos conduziram uma conversa inteiramente em francês e tão rápida e fluentemente quanto nativos. O francês de Miss Dowd era um dialeto miserável de alguma província do sul da França, enquanto o de Laura era puro parisiense.

Isso ocorreu em minha biblioteca, com umas cinco ou seis pessoas presentes, e Miss Dowd ainda vive nesta cidade.

Em outra ocasião, um cavalheiro polonês, inteiramente estranho a ela, começou uma conversa com Laura, e no seu decorrer, ela falou diversas vezes palavras e sentenças que ela não entendia, mas ele sim, e uma boa parte da palestra foi em polonês, sendo que recebia respostas ora em polonês, ora em inglês. O inglês ela entendia, mas a outra não, embora parecessem entender-se ambos perfeitamente.

Isso pode ser verificado apenas pela afirmação de Laura, pois ninguém mais estava presente além dela e de dois cavalheiros que não deram seus nomes.

O incidente com o grego foi assim: uma tarde, quando doze ou quinze pessoas estavam em minha sala de estar, Mr. E. D. Green, um artista desta cidade, apareceu acompanhado de um cavalheiro que se apresentou como Sr. Evangelides, da Grécia. Ele falou em inglês enrolado, porém em grego fluente. Não tardou, um espírito falou com ele através de Laura, em inglês e disse tantas coisas, que ele identificou com um amigo que havia morrido alguns anos antes, mas de quem nenhum de nós jamais havia ouvido.

Ocasionalmente, através de Laura, o espírito falava uma palavra ou frase em grego, até o Sr. E. perguntar se poderia entender se ele falasse em grego. O restante da conversa de mais de uma hora, foi, de sua parte, inteiramente em grego e da dela, por vezes em grego, por vezes em inglês. Algumas horas, Laura não entendia o que era a ideia lançada ou por ela ou por ele. Outras, ela o entendia, embora falasse em grego e ela soltasse palavras gregas.

Ele ficava por vezes muito afetado, tanto que atraía as atenções de todos, alguns dos quais imploraram saber o que tinha causado tanta comoção. Ele declinou de dizer, porém, após o fim da conversa, ele nos disse que nunca antes testemunhara qualquer manifestação espiritual, e que ele tivera, durante a conversa, tentando testar o que era tão novo para ele. Esses testes consistiam em falar de assuntos que ele saberia que Laura ignorava e freqüente e repentinamente mudava o tópico do doméstico à política, da filosofia à teologia, e por aí. Em respostas as nossas perguntas – pois nenhum de nós conhecia o grego – ele asseverou-nos que seu grego tinha sido entendido e o grego dela estava correto.

Ele teve depois outras conversas, no qual se repetiu as conversações em grego.

Na que eu descrevi acima, estavam presentes, Sr. Green, Sr. Evangelides,

Sr. Allen, presidente de um banco de Boston, dois cavalheiros cujos nomes eu esqueci, mas podem ser facilmente descobertos, pois eram empreiteiros de uma ferrovia em um dos estados do oeste, minha filha Laura, minha sobrinha Jennie Keyes, eu mesmo e muitos outros que agora não lembro.

Minha sobrinha, de quem já falei, por vezes canta em italiano, improvisando palavras e tons, ainda que desconheça inteiramente a língua. Disto, suponho que haja uma centena de exemplos.

Um dia, minha filha e sobrinha vieram à minha biblioteca e começaram uma conversa comigo em espanhol, uma falando uma parte de uma sentença e a outra a completando. Estavam sob influência, como descobri, de um espírito de uma pessoa que eu tinha conhecido quando na América Central, e que fez referências a muitas coisas que tinham me ocorrido lá, as quais eu sabia que elas desconheciam assim como o espanhol.

Isto, apenas nós três podemos testemunhar.

Laura falou-me em línguas indígenas, Chippewa e Monomonie. Eu conhecia tais linguagens, porque eu estive dois anos na reserva indígena.

Já enumerei línguas indígenas, espanhol, francês, grego e inglês. Já a ouvi em italiano, português, latim e húngaro e outras que não consegui identificar.

Os exemplos são numerosos para poder lembrar os nomes de todas as pessoas presentes.

Mencionarei agora outros exemplos através de outros médiuns.

Um homem conhecido como Finney, um carpinteiro, de muita limitada educação, vive perto de Cleveland, Ohio, uma vez deu-me uma comunicação, já que era médium psicofônico. O assunto era autoconhecimento, e enquanto eu colocava no papel, eu falei (em voz baixa) gnothi seauton. Ele parou, repetiu o grego, e somou, “sim, conheça a ti mesmo.”

Sra. Helen Leeds, do número 45 da Carver Street, em Boston, uma médium de certa proeminência, várias vezes fala em chinês. Ela é de uma muito limitada educação, e nunca ouviu uma palavra de tal língua.

Isso ocorria tão freqüentemente com ela em um estágio anterior de sua mediunidade, que eu suponho puder dizer que há milhares de testemunhas. Eu mesmo vi uma centena de vezes.

Nos primórdios de minhas investigações, mantive notas minuciosas de tudo que ocorria. De tais notas, retiro este excerto:

“CENTÉSIMA VIGÉSIMA OITAVA ENTREVISTA.

03 de novembro de 1852.

Houve um encontro especial no Círculo da Esperança noite passada, a fim de recepcionar nossos amigos de Albany. Além dos membros da corrente (que consistia de Sr. Sweet e esposa,

Sr. Wood e esposa, Sr. Ira Hutchinson, Sr. Comes e eu mesmo), estavam presentes Sra. Shepherd e Sra. Haight de Albany, Sr. e Sra. J.K. Mettler, de Hartford, Conn., Sra. J.B.Mettler, de Nova Iorque e Sra. Heath, irmã do Sr. Ambler.

O Sr. Ambler logo entrou em estado magnético.

Após ele sair do transe, Sra. Shepherd foi afetada e falou em várias línguas. Ocasionalmente, falou em inglês.

E ela continuou por uma hora ou duas a falar em línguas estrangeiras, parecendo ser italiano, espanhol e português.

Sra. Mettler foi então lançada em um transe, e foi a primeira vez em sua vida na qual falou em línguas. Falou em alemão e algo que parecia indígena.

E ambas, isto é, Sra. Shepherd e Sra. Mettler, então encetaram conversar nestas línguas estrangeiras.

Ocasionalmente, falavam em inglês e por vezes em um inglês quebrado.”

Procurei em minhas notas, mas não achei, embora me lembre muito bem do ocorrido, que Sra. Sweet, desta cidade, outra de nossas médiuns, de muito pouca educação, falara no dia em francês. Depois desse dia, descobrimos que falava também em italiano e hebraico.

Tenho, numerosas vezes, testemunhado manifestações cognatas, quando a comunicação era através de batidas, e dadas em línguas estrangeiras, embora o médium só soubesse o inglês.

E ouvi da filha do Gov. Tallmadge22, em minha casa, falas em alemão, com várias pessoas presentes.

Ajuntei minha própria experiência neste tópico. Eu nunca havia feito antes, e confesso-me surpreso em ver a quantidade total. E ainda assim, minha experiência abraça uma pequena parte do que tem sido dado, ou menos, se eu me lembro corretamente, do que tem sido publicado pelo mundo.

Eu esperava que, no nosso país, onde a informação geral é tão difundida, onde o assunto de intercâmbio espiritual tem sido matéria de investigação nos últimos dez anos e onde as testemunhas de sua existência passam da casa das centenas de milhares, o tempo de ser necessário fazer uma pausa em nosso progresso para provar tal existência tivesse passado. Eu esperava que o tempo tinha chegado para que as mentes inteligentes de nosso país se preparassem para usar as instrumentalidades, cujas existências não podem ser ignoradas por qualquer mente bem informada, a fim de inquirir que haja algo em sua filosofia e revelações algo de valor da atenção dos intelectos mais elevados.

Parece, de todo modo, que eu cometi um erro e que devemos marchar ainda por algum tempo ao longo da nossa escola infantil. Que seja. O tempo virá, de todo modo, quando melhores as coisas serão e a Verdade fará seu próprio caminho, mesmo nas mentes educadas.

P.S. agora somo o seguinte:

1º de novembro.

Hoje, em nossa conferência, eu mencionei o assunto, e pedi se algum dos presentes pudesse me dar alguma informação a mais. A audiência estava incomumente pequena, não havia uma centena presente, mas eu recebi a seguinte resposta.

Dr. John F. Gray mencionou ter obtido comunicações através de batidas e tapas em uma mesa em malaio, hebraico e espanhol. As comunicações foram soletradas, letra a letra e postas no papel. Ele conseguiu as traduções por pessoas versadas nessas línguas. Possui notas de tudo, especialmente onde ocorreram e que para quem foram enviadas. Ele provavelmente me daria um extrato delas. Se assim o fizer, enviá-las-ei a vós.

Ele mencionou um exemplo, onde Professor Bush, que é um catedrático em hebraico, estava presente, solicitou o alfabeto hebraico e transcreveu e traduziu sendo que ninguém além dele era familiarizado com tal alfabeto.

Dr. Abraham D. Wilson, outro físico de alta patente atesta que o finado Sr.

Henry Inman, o artista, disse-lhe que quando sua filha estava se desenvolvendo como médium, ela repetidamente falou espanhol, língua da qual ela não tinha conhecimento algum.

Sr. David Bryson afirmou que em uma recente sessão, onde Sra. Tucker era a médium, e Sr. e Sra. Daniel G. Taylor e outros estavam presentes, a médium falou fluentemente em uma língua desconhecida e conversou com Dane, que estava presente, em dinamarquês.

Sr. Taylor estava na conferência e confirmou o relato do Sr. Bryson.

Sra. Richardson relatou um recente incidente de uma mulher chamada Greenleaf que falava francês. E Sra. French, a médium, bem conhecida aqui e em Pittsburgh, afirmou que através dela os espíritos falam nove diferentes línguas.

Ela relatou um exemplo recente, estando Sr. Henry C. Vail presente, onde ela foi encaminhada por uma italiana e levada aos poucos para uma parte da cidade onde uns catorze italianos foram amontoados em uma sala, em grande estado de miséria e doença onde ela falou italiano com eles com extrema facilidade. E ela mencionou uma ocasião em Washington onde na presença do governador Tallmadge e Sr. Giddins, M.C.23, de Ohio, ela falou francês fluentemente.

Em todos estes casos, as partes conversantes só sabiam uma língua, o inglês.

Este foi a ajuntada de uma noite apenas. Não posso formar opinião da extensão da prova que poderia ser juntada por uma pesquisa mais longa.

Mas não basta por hora, exceto para aqueles que não crêem, mesmo que alguém se levante dos mortos?

Por favor, avalie este artigo.

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