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20/10/2020

Experiências Fisiológicas com os Médiuns



Não se pode estudar o grande problema mediúnico senão através de instrumentos de precisão, que impedem todos os erros de interpretação e premunem contra todas as sugestões. A eles devemos a solução de grandes problemas científicos.

Peso – Os estudos físicos que mais importam são, talvez, aqueles que dizem com o peso dos médiuns e dos chamados Espíritos.

Crookes já observara, com a médium Cook, quando ocorria a aparição do fantasma, que ela perdia quase a metade do seu peso e que o readquiria depois do desaparecimento do fantasma, o que seria indício de que os fantasmas se formam a expensas do corpo do médium.

O fato se confirmou depois.
Em uma sessão, com a Srta. Fairlamb, a médium foi, por assim dizer, costurada em uma rede, cujos sustentáculos estavam providos de um aparelho que permitia registrar as oscilações do seu peso. Depois de poucos minutos do transe, o peso começou a diminuir gradualmente, e, quando apareceu um fantasma, os aparelhos assinalaram a perda de 27 quilos no peso da médium, ou seja, a metade do seu peso normal.

Quando o fantasma começou a desmaterializar-se, o peso da médium foi de novo aumentando, e, no fim da sessão, não assinalaram mais do que uma perda de um a dois quilos (1). Morselli notou em Eusápia, depois do transe, diminuição de dois quilos e duzentos gramas no peso, e, fora do transe e a plena luz, variações no peso de 60 e 56 quilos, subindo de novo a 60, e assim procedendo, alternativamente várias vezes, sem que fosse possível descobrir fraude alguma no fenômeno (2).

Em Milão, em 1892, Eusápia baixava do seu peso normal de 62 quilos para o de 52.

D’Arsonval, em Paris, experimentou-lhe as variações do peso, medindo, de segundo em segundo, no correr do transe, e verificou que, quando se produzia a levitação da mesa, o peso do corpo de Eusápia aumentava com o de toda a mesa. Em outra experiência, em lugar dos médiuns, foram pesados os corpos dos fantasmas que apareciam durante a sessão. Isso se fez, por exemplo, com a Srta. Wood, e constatou-se que o peso dos fantasmas, que se materializavam sob a influência dela, variavam de 15 a 80 quilos, que era o peso normal dela (3), o que coincide com a desaparição de parte ou de todo o corpo de D’Esperance, em transe, à aparição do fantasma, fato também verificado com a desaparição da manga de Marta, quando aparecia Beni Boa (Richet).

Resultados interessantíssimos se obtiveram também, estudando a alteração do peso dos corpos submetidos à influência de Home: de 8 libras subia a 36 e 48, e depois descia a 46, enquanto que, em outra experiência, ascendeu a 23 e 43 para descer a 27 libras (4). E, para estudarem cientificamente esta variação de peso dos corpos sob a influência dos médiuns, construíram, entre outros, um aparelho simples, que se compunha de uma tabuinha de madeira, provida de dois pés, apoiada por uma extremidade na borda de uma mesa e suspensa pela outra a um dinamômetro no máximo, sustentado por sólido cavalete.

Ora enquanto u,a pressão se exercitava na extremidade da tabuinha que pousava na mesa em condições normais, não devia turbar o equilíbrio, Home, com a simples imposição das polpas dos dedos, obtinha o abaixamento da tabuinha, até fazer descer o índice do dinamômetro de 3 a 6 e também a 9 libras (5).

Antes de Crookes, o Doutor Hare havia construído um aparelho semelhante, com o qual o médium só podia ter comunicação por meio da. água, e, todavia, o dinamômetro assinalou uma tensão de 18 libras (6).

Bechterew, da Universidade de Petersburgo, fez Home impor as mãos sobre um aparelho construído de modo que a pressão delas diminuísse, em vez de aumentar, a tensão do dinamômetro; contudo, assinalou a de 150 libras, sendo a normal de 100 (7).

Morselli (8) notou, depois da sessão mediúnica, nos cinco assistentes à diminuição, no dinamômetro, de 6 quilos à direita e 14 à esquerda, e que Eusápia, durante o transe, perdeu o canhotismo, e fez Morselli se tornar canhoto transitório.

Há alguns anos vimos que a força dinamométrica de Eusápia, correspondente a 36 quilos, subiu, por ação de um braço fluídico, que ela dizia ser de «John», a 42 quilos, em pleno dia, ou seja, um acréscimo de 6 quilos.

Nestes últimos anos, em que ela está afetada de diabetes e de albuminúria e sofre de exaustão, pelo excesso de sessões, a sua dinamometria desceu a 12 quilos. Pois bem: em uma sessão com Morselli, em Gênova, a sua força ao dinamômetro chegou a 110 quilos, e em uma sessão, em Turim, «John» desenvolveu tal energia que chegou a romper uma mesa, força que se pode avaliar, no mínimo, em uma centena de quilos.

Crookes anotou o número de pulsações cardíacas de Katie King, diferentes das da médium; Richet verificou a emissão de ácido carbônico na respiração do fantasma Beni Boa.

Mas, acima de tudo, notáveis são os resultados obtidos, nestes últimos tempos, aplicando também ao estudo dos fenômenos mediúnicos os métodos do registro gráfico, que conquistaram tanta importância nas ciências modernas experimentais. A 18 de Fevereiro de 1907, colocamos no gabinete mediúnico um cardiógrafo de Marey, comunicando por meio de um tubo que atravessava a parede do dito gabinete, com uma pena sobre cilindro enfumaçado. A pena escrevente estava situada a 51 centímetros da parte lateral esquerda do gabinete mediúnico e cerca de lm, 50 da médium. Tudo preparado, rogamos a «John» que apertasse o botão do cardiógrafo. Após minutos, ouvimos o ruído da pena que deslizava pelo cilindro, e que, posto a rodar, nos ofereceu dois grupos de curvas que rapidamente decrescem; uma parte do segundo grupo se entrelaça com o primeiro, por não havermos podido, na escuridade, afastar a tempo o cilindro.

O primeiro grupo corresponde, segundo o sinal a cerca de 23″, e o outro a cerca de 18″.

Estes traçados, que indicam grande exaurimento e, por sua dissemelhança e brevidade, diferem dos traçados normais, foram obra de «John» ou do duplo de Eusápia, certamente não dela, porque estavam seguras as suas mãos.

Bottazzi, em Nápoles, em 1907, entre muitas experiências com Eusápia, pôs, no gabinete mediúnico, distante cerca de um metro e meio, um tímpano- receptor, de Marey, sobre cujo botão central fez aplicar um disco de madeira, com o objetivo de aumentar a superfície sobre a qual se havia de exercer a pressão, e, mediante um tubo de borracha, se pôs em comunicação com um manômetro, de mercúrio, de François Frank, colocado no aposento contíguo. Toda pressão exercida na rodela de madeira colada sobre a membrana elástica do tímpano se traduzia em uma elevação do flutuante e depois da pena do manômetro que lhe era conjunta e podia correr ao longo do cilindro coberto de papel enfumaçado, e toda depressão em descenso. Assim preparado o aparelho, pediu-se a «John» que pressionasse o botão do tímpano. No traçado que se obteve eram vistos grupos de linhas ascendentes e descendentes, algumas mais altas, outras mais baixas.

Naturalmente as mais altas correspondiam a pressões mais fortes; as medíocres, a pressões de média intensidade, e as mais baixas a débeis contactos do disco de madeira. As ditas pressões mais fortes só podiam ter por efeito as linhas mais altas, se executadas sobre a membrana do tímpano; mão ou pé invisível devem, pois, haver premido fortemente a membrana do tímpano-receptor.

Bottazzi (166), em outras experiências com Eusápia, conjugou um metrômetro colocado no gabinete mediúnico com um assinalador Desprez, cuja pena corria sobre cilindro enfumaçado, e convidou «John» a pô-lo em movimento. Depois de bater um pouco, o metrômetro, que estava pouco carregado, parou. Observando o traçado, notam-se irregularidades que podiam também derivar das tentativas feitas por Eusápia em seguida ao convite dos experimentadores para fechar a haste do metrômetro.

Referirei, enfim, o resultado de duas sessões mediúnicas, celebradas em Turim, com Eusápia, pelos Drs. A. Herlitzka, C. Foá e A. Aggazzotti, nas quais foram aplicados os métodos de registro gráfico ao estudo dos fenômenos mediúnicos.

Estes três experimentadores escrevem: Para registrar objetivamente os movimentos que o médium pode projetar, tínhamos preparado um cilindro rotativo ao redor de um eixo vertical, que realizava giro completo em seis horas. O cilindro estava envolto em papel claro recoberto com uma camada de fuligem. Sobre esta capa roçava uma ponta fixa que, pelo movimento do cilindro, riscava na fuligem e marcava no papel uma linha branca horizontal. Se a ponta se move de cima para baixo, marca no papel uma linha vertical. A alavanca escrevente podia ser posta em movimento por um pequeno eletroímã (assinalador Desprez) e coligada com um acumulador e um manipulador telegráfico. O cilindro rotativo com o assinalador Desprez estava sob uma redoma de vidro e sobre sólida prancha de madeira. A redoma, provida, embaixo, de grosso rebordo, se fixava à tábua mediante uma fita que passava através de três orifícios formados de pequenos nastros selados com lacre ao eixo; o bordo da redoma servia de detença à fita. Através de dois orifícios abertos na espessura da tábua, os fios condutores, provindos do assinalador, saíam da redoma para se introduzirem imediatamente em um tubo de vidro que impedia o contacto intencionado ou casual dos fios entre si, e, portanto, que fechasse o circuito elétrico. Dos fios, um chegava ao acumulador. Todas as porções do fio que não se podiam isolar com vidro eram envoltas em fita isolante coberta com fita selada com o nosso sinete. A tecla (manipulador), enfim, estava fechada numa caixinha de papelão pregada na tábua e fechada mediante duas cintas em cruz e seladas. Dois pequenos furos da caixa davam passagem a dois tubos de vidro que continham os fios condutores. Acumulador e tecla eram fixados na mesma tábua sobre a qual se achava o cilindro. Em tal disposição, devia-se ter um sinal no cilindro só quando o manipulador fosse abaixado.

Na primeira sessão, foi obtido um traçado no cilindro, produzido pela repetida descida do manipulador, executado por efeito mediúnico.

Eis o relato da segunda sessão:

Para a segunda sessão havíamos modificado o nosso aparelho, e, para assinalar, não só os movimentos executados, mas também para medir sua intensidade, renunciamos à sinalização elétrica, substituindo-a pela manométrica. Com esse intuito, unimos um vaso com água, provido de um tubo de vidro na sua parte inferior por meio de um cano de vidro com um manômetro, formato de tubo, e que continha mercúrio. A abertura superior do vaso era coberta por uma espessa membrana de borracha estreitamente atada ao recipiente. Deste modo tínhamos um espaço fechado, cheio de líquido, na extremidade do qual estava colocado o manômetro; uma pressão exercida na membrana traduzia-se em uma alta na coluna de mercúrio, na parte livre do manômetro. E porque sobre o mercúrio flutuava uma barrinha provida de ponta escrevente sobre o cilindro, toda pressão ficava registrada em documento objetivo.

O cilindro rotativo e o manômetro foram colocados fora da câmara mediúnica, em posição visível e controlável durante toda a sessão; no gabinete pusemos apenas o recipiente de vidro, sobre cuja membrana devia experimentar-se o poder do médium. Este recipiente estava em uma caixeta de madeira em cuja abertura se havia estendido e pregado um véu; a membrana de borracha também estava recoberta de uma camada de fuligem para comprovar a existência de impressões digitais.

Em fotografia feita à luz de magnésio, em outra sessão, durante uma levitação da mesa, e que fora gentilmente anunciada, viram-se faixas luminosas debaixo dela. Para verificar se tais faixas de luz são um fenômeno constante e se atravessam os obstáculos opacos, havíamos fixado sob a mesa mediúnica uma chapa fotográfica cuidadosamente envolta em papel preto. A chapa foi fixada com quatro cravos recurvos e resistiu a todos os choques e estremeções violentos da mesa na movimentada sessão.

De todos os nossos preparativos não se disse palavra a Eusápia, para não a impressionar. Não serviu de muito a precaução de cobrir com um véu o aparelho: em dado momento ouvimos que se rasgava o véu, e Eusápia convidou uma senhora, sentada quase defronte dela, que estendesse a mão, e a senhora sentiu que uns dedos, saídos de sob a cortina, lhe entregavam alguns pedacinhos do véu; outros pedaços foram dados à própria médium, que os apanhou, erguendo a mão – acompanhada pela do controlador – por cima da cabeça.

A essa altura, sentia-se mover a mesa onde estava o aparelho e avançar para a abertura da câmara, o que pôde muito bem observar quem estava sentado à direita da médium. Eusápia chamou então para seu lado aquele de nós que ficara fora da cadeia (H), e lhe fez pousar a mão sobre a mesa, frente a ela, e, acariciando-lhe e palpando-lhe lentamente a mão, disse:

– E coisa redonda.
Depois lhe premiu a mão com o punho, e acrescentou:
– Muito dura.

Com efeito, a membrana sobre a qual se desejava fosse exercida pressão estava muito esticada e representava uma calota. Repitamos que a Paladino ignorava, não só a forma do aparelho, mas até sua presença ali.

Por desejo da médium, H. substituiu no controle de vigilância ao Doutor Arullani, que se instalou à esquerda, vizinho ao gabinete mediúnico, onde, súbito, sentiu um punho e pés que o pisaram e uma unha se lhe cravou na mão. Entretanto, alguns dos assistentes observaram uma espécie de névoa branca em torno da cabeça da médium, e, poucos segundos após, foi ouvido, do interior da câmara, reiterado som que nos advertiu estar sendo tocada a membrana do nosso aparelho. E, sincronicamente com esses rumores, o controlador da direita sentiu a mão premida pelo punho da médium. O aparelho estava à direita desta, e, no momento em que se deram estes fenômenos, se encontrava a poucos decímetros do controlador e perfeitamente visível. Não havia ninguém na câmara mediúnica.

O Doutor Arullani se aproximou de uma mesa, que, movendo-se para ele, com violência, o repeliu; o doutor agarra uma sólida mesinha de madeira branca, de 80 centímetros de altura, 90 de extensão e 55 de largura, com o peso de 7 quilos e 800 gramas, que lhe vem ao encontro, e pediu à câmara um aperto de mão, e a médium respondeu, de viva voz:

– Primeiro quero quebrar a mesa, depois darei a mão.

A esta declaração seguiram-se três novas levitações completas da mesinha, que caía, cada vez, pesadamente no chão.

Inclinou-se a mesa e passou para detrás da câmara, seguida por um de nós (F), que a viu tombada sobre o ângulo de um dos seus costados menores, enquanto uma perna se separou com violência, como que sob a ação de uma força de alavanca sobre ela. A mesa, a essa altura, saiu violentamente como que arrancada da câmara, e, à vista de todos, continuou quebrando-se, primeiro pelas junturas, e despedaçando-se por último cada parte. Duas pernas, ainda unidas por uma banda, vieram equilibrar-se em nós, indo parar na mesa mediúnica.

A mesita se deslocou para o centro do aposento e se elevou depois completamente no ar. Após certa espera, durante a qual se mencionou, falando entre nós, haver uma chapa fotográfica sob a mesa mediúnica, e enquanto estávamos todos de pé e a certa distância da mesa, a Paladino fez que Aggazzotti lhe desse a mão, e subitamente a chapa caiu sobre a dita mesa.

Visitamos o campo de batalha: a mesita número um, rota, em vários pedaços, de diversos tamanhos. Sob a mesa mediúnica faltavam dois dos pregos que sustinham a chapa fotográfica. O nosso manômetro havia traçado no papel enfumaçado diversos riscos, dos quais o mais elevado correspondia à pressão de 56 mm. de mercúrio, o que indica – dadas as proporções da membrana elástica – que contra ela fora exercitada uma pressão igual a 10 quilos aproximadamente. Sobre a membrana de borracha, coberta de fuligem, encontraram-se só em parte as marcas do véu rasgado.

Das várias chapas fotográficas, duas deram resultado incerto, que não pudemos tomar em consideração, mas, em troca, uma outra, que esteve alguns segundos segura e controlada por mão invisível, mostrou claramente a imagem negativa negra de quatro dedos grossos que, pela posição e forma, correspondiam ao indicador, médio, anular e mínimo; a impressão do polegar parecia existir, mas não era evidente.

Os três experimentadores não insistem mais sobre esses fatos ocorridos em circunstâncias que permitem um controle perfeito, mesmo depois da sessão, e assim resumiram:

1° – Os sinais do aparelho empregado na segunda sessão foram produzidos enquanto o cilindro rotativo estava fora da câmara mediúnica, de modo que ninguém dele podia aproximar-se sem ser visto, enquanto que o aparelho transmissor se achava encerrado numa caixa de madeira mais alta do que a membrana elástica, perfeitamente visível e também vista por um de nós (H). Este sentiu, ao mesmo tempo dos golpes na membrana, pressão, da mão direita da médium, sobre a sua mão esquerda. A outra mão da Paladino estava na do professor Foá. O aparelho se encontrava à esquerda de Herlitzka, cuja mão esquerda, como se disse, segurava a direita da médium, enquanto que a sua direita estava com a do vizinho. Outro de nós (F), sentado detrás de Herlitzka, vigiava-o, e se, inconscientemente, houvesse ele pressionado a membrana, tê-lo-ia revelado. Assim se exclui também a participação inconsciente, nossa, no êxito do fenômeno. A vigilância se estendia à médium e aos demais partícipes da sessão e também a nós mesmos. Não sabemos dizer porque foi necessária a ruptura do véu que cobria a caixa de madeira. Decerto a Paladino não compreendeu a importância que teria a experiência, se o véu houvesse permanecido intacto, porém, não diminui, por isso, seu valor, quando se considere que o aparelho era visível quando se exerceu a pressão sobre a membrana.

2° – A sólida mesa sofreu ruptura completa sob o olhar de todos, sem que ninguém a tocasse; os pregos foram arrancados e as junturas e a tábua despedaçadas. A ruptura, como se disse, ocorreu lateralmente à médium e para frente e à esquerda, ante muitos dos assistentes e em boas condições de visibilidade. Uma intervenção fraudulenta da médium, com as mãos ou pés, se exclui, acima de tudo, porque Eusápia estava impedida ao lado de dois controladores e, a seu pedido, um terceiro tinha as mãos nas costas dela, isto porque, à frente do grande esforço necessário para quebrar a mesa, à médium seria preciso fazer movimentos amplos, violentos e certamente não mascaráveis. Por outra parte, repitamos, enquanto os controladores vigiavam a médium, todos os demais viram a mesa, por ninguém tocada, fazer-se em pedaços.

3° – A chapa fotográfica, cravada sob a mesa, veio com ímpeto para cima da mesma, enquanto todos os presentes estavam de pé, em cadeia, em ótimas condições de luz; todos, inclusive a médium, distantes da mesa, que estava livre e bem visível em todas as suas pontas. Os documentos objetivos de tal fenômeno foram estes: terminada a sessão, a chapa estava em cima e não embaixo da mesa, e dois pregos, dos que prendiam a chapa, não mais estavam encravados no seu lugar; antes que o fenômeno sobreviesse, a Paladino fez que lhe desse a mão também aquele de nós (A) que havia colocado a chapa, de modo que a mão direita da médium estava segura, ao mesmo tempo, pela mão de dois de nós.

4° – A chapa fotográfica envolta em papel preto, que um de nós (F) manteve sobre a cabeça da médium e que por poucos segundos estivera mantida por aquela a que chamamos – mão -, mostrou, depois de revelada, a marca preta, negativa de quatro dedos. Evidentemente ai trata de um fenômeno de radioatividade e não de luminosidade, porque a impressão da chapa foi feita através de um obstáculo opaco.

 


NOTAS:

(1) – Psychiche Studien, 1881, págs. 52-53.
(2) – Psicologia e Spiritismo, II.
(3) – Psicologia e Spiritismo, II.
(4) – Psychiche Studien, 1881, págs. 52-53.
(5) – Ob. cit., págs. 23-24.
(6) Veja-se a American Association cement of Science, de Agosto de 1855.
(7) – Ob. cit., pág. 41.
(8) – Ob. cit., I, pág. 369.

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