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25/04/2017

De ESDE’s, PBDE’s e COEM’s – Sistematização do Estudo do Espiritismo João Donha


Quando falamos em sistematização do estudo do Espiritismo no Brasil, não podemos esquecer o trabalho de dois militantes na década de 50: um, na área da mediunidade, o Edgard Armond, com sua Escola de Médiuns; outro, na área de mocidades, o incansável José Jorge. Não estou pretendendo entrar no mérito dos cursos, suas virtudes ou defeitos. Apenas ressalto seu pioneirismo e sua influência no surgimento de outros cursos.

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Durante grande parte da nossa história houve rejeição ao estudo sistematizado por parte tanto dos organismos oficiais, as federações, como de alguns jornalistas espíritas. Esses últimos, não obstante, defendiam a organização de escolas e faculdades de espiritismo; mas não acolhiam com simpatia a mesma coisa nos centros. Tal rejeição durou até boa parte da década de 70.

A leitura pura e simples, comentada ou não, das obras de Kardec, que se fazia e ainda se faz nos centros, é uma atividade interessante. Mas, ao lado disso, é muito útil que se tenha programas de estudos sistematizados que facilitem o aprendizado em grupos e a saudável troca de compreensões e percepções.

Na década de 60 um grupo de jovens espíritas de Ponta Grossa-PR migrou para a capital do Estado, Curitiba, em busca de formação acadêmica, integrando-se no Centro Espírita Luz Eterna. Sob o risco de pecar pelo esquecimento de algum nome, eu citaria Alexandre Sech, Célio Costa, Telmo Wambier e os irmãos Neuton e Ney Albach. Em Curitiba, juntou-se ao grupo Maderli Sech, Maria Tereza Albach e várias outras pessoas, formando um grupo que daria o passo mais amplo em relação à sistematização do estudo do espiritismo. De início, eles introduziram, tanto no Centro como no movimento estadual, a prática de juntar os assuntos espíritas por temas, gerando programas de palestras semanais. Posteriormente, evoluíram para a criação do Centro de Orientação e Educação Mediúnica – COEM, método seguro e eficaz para a saudável iniciação à mediunidade, tanto no aspecto teórico como, principalmente, na prática. O COEM foi lançado em 1970.

Mais tarde, observando que o COEM era, na verdade uma especialização e, sentindo a necessidade de sistematizar o estudo da filosofia espírita com mais ampla abrangência, esse mesmo grupo lançou, em 1981, o PBDE – Programa Básico de Doutrina Espírita. Influenciou na conscientização dessa necessidade o lançamento pelo pessoal de Londrina-PR do excelente COED – Centro de Orientação e Estudo Doutrinário.

Essas iniciativas, somadas aos esforços de sistematização do estudo no Rio Grande do Sul, acabaram por fertilizar a Federação Espírita Brasileira que lançou, com sucesso, seu ESDE – Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita.

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