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EM FOCO

24/05/2017

Conversando sobre os Fluidos Moura Rêgo


Muito pouco ouvimos, de nossos palestrantes, estudos ou pesquisas sobre estes elementos que, se pode dizer, formam a matriz geradora de tudo o quanto exista no Universo: Os Fluidos.

Embora o homem, pela ciência haja encontrado algumas respostas que, expliquem ou mesmo que demonstrem a impossibilidade, para fenômenos adstritos ao campo do elemento material, só o fez, entretanto segundo as leis que regem a matéria, porém, quando seja preponderante o elemento Espiritual, a ciência é pouca para explicar tal ordem de acontecimentos.

Acontece que, tais fenômenos escapam as leis da matéria, e este fato comprova a impossibilidade da explicação surgir do campo científico material.

O Espiritismo, partindo do ponto onde a ciência do homem emperra, abre infindável e específico campo de pesquisas, que nos deixam mais perto de valiosas descobertas sobre o mundo espiritual, origem, progressão e ordem em que se encaixem, multidões de Espíritos. Todos sabemos que é o Fluido Cósmico Universal a matéria elementar, primária e primitiva da qual, por infindáveis transformações e modificações venha estar presente na inumerável variedade de corpos da natureza.
Este princípio elementar universal, apresenta dois estados diferenciados:

1º — Eterização, ou imponderabilidade;
2º— Ponderabilidade ou, vulgarmente falando, materialização.

Cada um desses estados dá, e abre lugar para ordem de fenomenologia própria e especial: Os do estado de Eterização ligam-se aos fenômenos psíquicos ou Espirituais, posto que se ligam à existência dos Espíritos; Já o estado de Ponderabilidade, faz descortinarem-se os fenômenos que os sabemos fenômenos de ordem material, produzidos pelos Fluidos Materiais.

Vamos conversar hoje, sobre o grupo de fenômenos atrelados ao campo psíquico ou espiritual. Hauridos do estado mais etéreo do Fluido Cósmico Universal.

Já na abertura, havemos de estar colocando uma nota explicativa de Kardec, demonstrando a natureza do fenômeno psíquico.

Vamos trazer uma conclusão arrazoada sobre uma das tantas invencionices, nas quais, o nosso movimento espírita padece…

Diz a nota:

“A denominação Fenômeno psíquico exprime mais exatamente o pensamento, que fenômeno Espiritual, visto que tais fenômenos repousam sobre as propriedades e os atributos da alma, ou melhor, dos fluidos perispirituais, que são inseparáveis da alma. Esta qualificação os liga mais intimamente à ordem dos fatos naturais regidos por leis; pode-se, pois, admiti-los como efeitos físicos, sem admiti-los a título de milagres.”

Sobre os “ovóides”: “Estágio de degradação a que chegam certos espíritos sofredores-obsessores. O espírito, ligado ao obsediado, de maneira intrínseca no seu afã de prejudicar, adquire uma forma ovóide, assemelhando-se á um ovo de consistência indefinida que se “cola” no corpo de seu alvo distorcendo-lhe pensamentos, opiniões e agindo incessantemente para lhe proporcionar toda sorte de infortúnios. A ligação de um obsessor-obsediado no nível de ovóide, apesar de não muito freqüente, acontece mais do que se imagina.Ela ocorre quando há uma ligação cármica de dois espíritos em um nível avançadíssimo.Sob vidência, um indivíduo sofrendo a ação de um ovóide aparece com uma “massa” humana colada ao corpo, geralmente nas costas ou na região do abdôme.Um ovóide, além da obsessão psicológica propiamente dita, age, drenando as forças do obsidiado a nível de levá-lo á morte. No trabalho de desobsessão se faz possível subtrair um ovóide de uma pessoa, apesar da grande dificuldade e das inúmeras sessões a serem realizadas, mas há casos de fracasso ao término de anos de sessões.O que mostra o nível de ligação entre perseguidor e perseguido.

(Leitura básica: “Evolução em dois mundos” psicografado pelos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira e ditado pelo espírito André Luiz) (ver Vampirismo)”

O excerto que acabamos de ler, mostra bem a origem e a possibilidade de verdade que se encontra na explicação.

Esta não detém os atributos sem os quais não se a pode dizer Espírita e portanto doutrinária, fala em elementos de doutrinas outras, sem contudo explicá-los, como se fossem matéria básica de doutrina espírita, não o é.

A ideia de que um Espírito, por mais arraigado que se tenha feito ao mal, perder o seu invólucro perispiritual, tomando a forma de um assemelhado de ovo, além de estapafúrdia, faz ver um Deus, sem seus atributos basilares, a Soberana Justiça e a Soberana Bondade. Onde então encontrar-se similaridade como texto trazido mais acima, extraído das obras básicas de doutrina espírita?

Qual a relação entre as proposições do Espírito autor do texto explicativo e as que haurimos do estudo das obras de doutrina espírita? Se não há, mesmo que distanciada, uma relação, qual o interesse na divulgação dessas teorias esdrúxulas?

Não há, em qualquer das obras doutrinárias que foram objeto do C.U.E.E., em nenhuma parte, capítulo, nota do editor, ou do codificador, em suma nada que diga respeito a coisa que pudesse sugerir, ao menos, essa estultice.

Resta-nos, então, a conclusão de que esse tipo de obras, com afirmativas que devassam a inverdade, não têm senão o interesse de contar “causos”, sem nenhuma relação com a doutrina espírita, seus ensinos ou seu mio de validação.

Vimos da palavra do codificador, que os fluidos perispirituais são inseparáveis da alma, segundo este ensino, de fonte fidedigna extraí-se a conclusão de que, não podendo os fluidos perispirituais se separarem da alma, não pode o Espírito tomar forma senão a que ele houvera de ter apreciado em suas encarnações pretéritas. E há de assim se apresentar mesmo que em adoecidos processos obsessivos ou obsedantes.

Simples assim.

A obra básica, amigos queridos, há de ser-nos, sempre, o fiel da balança, o metro que melhor e mais afiançavelmente venha de medir as afirmações, este o meio mais seguro de nos colocarmos mais longe de erros de interpretações, interpretações doidivanas ou mentirosas, ou brincadeiras de Espíritos irresponsáveis.

Só a obra básica de doutrina espírita pode imprimir tal jaez de fidelidade ao ditado dos Espíritos superiores, ajudando-nos assim, a separarmos melhor, o joio do trigo.

Mas sigamos em frente:

No estado de Eterização (imponderabilidade), não encontra o Fluido Cósmico Universal, uniformidade. Sucedido de incontáveis modificações e de tão variadas em seu gênero, diz a obra básica, “Mais numerosas, talvez, do que no estado de matéria tangível”, dessas modificações criam-se ou constituem-se fluidos distintos. Que mesmo que hauridos de uma fonte primitiva única, são dotados de propriedades diversas, diferentes e especiais, e dão lugar à particularização dos fenômenos a que promovem, do mundo invisível.

Importa explicar-se que já que tudo é relativo, têm esses fluidos, para os Espíritos, que por sua vez também, são seres fluídicos, uma aparência material, da mesma forma que apresentam-se os objetos materiais para os encarnados.

Tais fluidos são combinados e elaborados pelos Espíritos para a produção de efeitos determinados como fazem os homens, com os materiais.

Aos Espíritos, como a certa quantidade de homens, não é dado, porém, conhecer e compreender o papel dos elementos constitutivos de seu mundo, esse aprendizado, não sendo defeso a nenhum Espírito, só se abre e clarifica, aos Espíritos de ordem mais elevada, como aos ignorantes na carne, lhes é vedado tal esclarecimento.

No meio Espírita, como acontece em qualquer coletividade, haverá em mundos como o nosso, uma classe que a tudo diz conhecer e saber. Não sendo inteiramente maus, fazem, porém, pela imperfeição dos ensinos que promovem, grande mal a seus pares, entravando não só o seu, mas o progresso que eles poderiam alcançar em período menor.

É quase que somente da lavra desses confrades, a produção de idéias ou, e o que é pior e mais pernicioso, a importação de idéias alienígenas ao cenário doutrinário, e são dessas idéias que se disseminam as cisões e a cizânia em nosso movimento.

A culpa não tem, começo, nem finda nesses companheiros, o movimento espírita, a começar das casas espíritas, que a todo instante mais se afastam do teor codificado, incorporando técnicas, rituais e idéias estapafúrdias ou fantásticas às quais imprimem a qualidade mentirosa de serem Espíritas, também e em muito ajudam a propagação dos erros, que ao invés de ajudarem ao alunado das coisas do Espírito, fazem por afastá-los do viés doutrinário, atirando-os na viela do “achismo”, reforçando-lhes o misticismo.

Bem amigos, como o tema “Fluídos” é extenso, e só lhes queria abrir a atenção, ao inicio desse capítulo importante de Doutrina Espírita, dou por satisfeita minha proposição, esperando conseguir, senão a compreensão dessa pequena parte inicial do estudo, fortificar, outrossim, a vontade forte de vocês, ao estudo desse capítulo que na Obra “ A Gênese, os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo” toma o numeral XIV.

Notas bibliográficas:

[1] Kardec. Allan, O Evangelho Segundo o Espiritismo;
[2] Kardec. Allan, A Gênese – Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo

divisor-7

Abraços,

Rio de Janeiro, 05 de dezembro de 2007.

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One Response “Conversando sobre os Fluidos Moura Rêgo

  1. Sandro Fontana
    15/03/2016 at 19:59

    Como não tenho Facebook, fica aqui meu comentário sobre os outros, se alguém puder replicar la:

    Estou só de ouvidos para aprender…

    Compreendo e concordo com o explanado pelo autor. Para os espiritas que convivem pouco com as críticas, tvz tais escritas possam parecer ofensivas, mas eu as entendi como uma dica implícita que requer mais evidencias ou estudos para se aceitar algo assim.. Afinal, “a opinião de um espirito é somente a opinião de um espirito”.

    Há ainda que pensarmos que espirito foi esse que deu tal informação. Qual o nível evolutivo dele? Só ele disse isso ou a informação é generalizada por comunicações mediúnicas de médiuns do mundo inteiro?
    Quem é o médium que psicografou isso? Ele consegue demonstrar mediunidade efetiva verdadeira? Não pode ser sido pensamentos anímicos?

    Bom, isso tudo pode melhorar se aplicarmos uma metodologia simples optada por Kardec…

    Creio que tenha sido isso a principal fonte implícita e diz que ainda precisamos saber mais.. alias.. sempre precisamos pois estamos em constante evolução.

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