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18/10/2017

Contradições desmistificadas Por Backpacker


Urge a nós espíritas, conforme nos orienta o Livro dos Médiuns, a INDICAÇÃO, AFERIÇÃO e REFUTAÇÃO de assuntos estranhos ao Espiritismo, frutos de contradições e mistificações.

Um destes temas, que voltou à tona no movimento espírita brasileiro (MEB), após as notícias dos astrônomos em relação ao “Planeta 9” ou “Planeta X”… foi a associação do mesmo suposto planeta ao “Nibiru”.

Nibiru nasceu de uma tradução do arqueólogo Zecharia Sitchin, de supostos textos sumérios feitos por um sujeito de conhecimento dúbio, defendendo uma versão da teoria dos astronautas antigos para a origem da humanidade.

Embora a teoria de Sitchin incida em trechos na Teoria do Impacto Gigante sobre a formação da Lua há cerca de 4,5 bilhões de anos por um corpo chocando-se com a recém-formada Terra, teoria formulada por astrônomos modernos, em detalhes e cronologia a teoria de Sitchin é refutada e suas especulações não são aceitas pela maior parte da comunidade de historiadores e astrônomos.

Trata-se, portanto, de teoria fantasiosa e uma interpretação não menos fantasiosa, abraçada por um monte de gente que acredita no que quer acreditar, por que quer acreditar. E como se sucede em muitos assuntos, sem aferição, o tema foi abraçado pelo MEB, após a associação do suposto Nibiru a aspectos de “higienização”, “planeta chupão” e “transição planetária”, entre outros derivados, em livros de caráter dúbio escritos pelo médium Hercílio Maes e atribuído ao espírito Ramatis.

Com fins de esclarecimento, para pôr fim às associações do P9 à Nibiru, e desmistificar o tema, trago explicações fundamentadas na ciência astronômica, em postagem do Eng. Cesar Grossmann, do site Universo Racionalista (Destaques e adaptações nossas):

– P9 SERIA uma super-terra ou um mini-Netuno, enquanto Nibiru SERIA maior que Júpiter, segundo alguns (SERIA uma anã marrom, o que o obrigaria a ser umas 13x maior que Júpiter);
– P9 TERIA uma órbita com periélio de 32 bilhões de km e afélio de 160 bilhões de km, aproximadamente, Nibiru TERIA um periélio próximo da órbita da Terra, e um afélio desconhecido (os nibirutas não conseguem chegar a uma conclusão sobre os dados orbitais de Nibiru);
– P9 TERIA um período orbital estável, com um valor entre 10.000 e 20.000 anos. Nibiru TERIA um período orbital contraditório, ora ele TERIA uma órbita caótica e sua passagem SERIA imprevisível, ora ele PASSARIA a cada 30.000 anos (os nibirutas não conseguem perceber o paradoxo, a contradição);
– A existência de P9 é uma HIPÓSTESE AFERIDA a partir de um estudo da órbita de vários objetos trans-netunianos. Existe uma POSSIBILIDADE dele existir, e outra de ser apenas um acaso.
– Embora nem P9, nem Nibiru tenham sido avistados, no caso de P9 os astrônomos tem uma região alvo no espaço para examinar, e uma PISTA sobre o que procurar. Quanto a Nibiru… Melhor nem falar.”

Conforme Grossmann CONCLUI, Nibiru é mais especulativo do que qualquer outra coisa.

Um de nossos redatores, Sandro Fontana, indicou a importância de que, se os espíritos vem nos subsidiar com informações, elas DEVERIAM SER mais exatas, com planos orbitais, por exemplo. Devemos entender que os assuntos cosmológicos já são dominados há muito tempos, logo PODERIAM ser previstas com auxílio mais preciso dos espíritos. Mas o fato é que, sobre o tema, só temos especulações místicas… em nada residem subsídios sérios e palpáveis oriundos de estudos científicos.
Finalizo esta breve exposição com a indicação de um vídeo do canal Nerdologia, que trata de maneira séria e didática a suposição e demonstração de exoplanetas pela comunidade de astronomia.

4/5 (1)

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One Response “Contradições desmistificadas Por Backpacker

  1. Michel Santos
    16/03/2017 at 21:42

    Boa noite! Gostaria de referências sobre pesquisas e experimentos práticos feitos pelos espíritas no campo da Viagem Astral. Quanto mais referências, melhor. Agradeço desde já.

    Abraços sinceros!

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