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19/09/2017

O Livro dos Espíritos

10 DE JUNHO DE 1856

(Na casa do sr. Roustan. Méd. srta. Japhet.)


Pergunta. (A Hahnemann) – Pensei que, uma vez que logo acabaremos a primeira parte do livro, para ir mais depressa, poderia pedir ao Sr. B… para me ajudar como médium; que pensais disso?

Resposta. – Penso que seria melhor não se servir dele. – Por quê? – Porque a verdade não pode ser interpretada pela mentira.

Perg. – Se o Espírito familiar de B… é a mentira, isso não impediria, a um bom Espírito, se comunicar pelo médium, do momento que não se evocasse o outro Espírito.

Resp. – Sim, mas aqui o médium ajuda o Espírito, e, quando o Espírito é falso, a isso se presta. Aristo, seu intérprete, e B… acabarão mal.

Nota. B… era um jovem, médium escrevente muito fácil, mas assistido por um Espírito orgulhoso, déspota e arrogante, que tomava o nome de Aristo; bajulava nele uma tendência natural ao amor-próprio. As previsões de Hahnemann se realizaram. Esse jovem, tendo acreditado encontrar, em sua faculdade, uma fonte de fortuna, seja pelas consultas médicas, seja pelas invenções e descobertas rendosas, disso não recolheu senão decepções e mistificações. Algum tempo depois, dele não se ouvia mais falar.