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25/07/2017

Estabelecimento central

A fase mais urgente seria de se prover de um local convenientemente situado e disposto para as relações e as recepções. Sem nele colocar um luxo inútil, que estaria deslocado, seria necessário que nada ali acusasse a penúria, e que representasse suficientemente para que as pessoas de distinção pudessem nele vir sem crer muito derrogar. Além do meu alojamento particular da habitação, deveria compreender:

1º Uma grande sala para as sessões da Sociedade e as grandes reuniões;

2º Um salão de recepção;

3º Uma peça consagrada às evocações íntimas, espécie de santuário que não seria profanado por nenhuma ocupação estranha;

4º Um escritório para Revista, os arquivos e os negócios da Sociedade.

Tudo isso disposto e arranjado de maneira cômoda e conveniente para a sua destinação.

Seria criada uma biblioteca composta de todas as obras e escritos periódicos, franceses e estrangeiros, antigos e modernos, tendo relação com o Espiritismo.

O salão de recepção seria aberto todos os dias, a certas horas, aos membros da Sociedade que poderiam ali vir conferenciar livremente, ler os jornais, consultar os arquivos e a biblioteca. Os adeptos estrangeiros, de passagem por Paris, e apresentados por um membro, nele seriam admitidos.

Uma correspondência regular seria estabelecida com os diferentes centros da França e do estrangeiro.

Um empregado secretário e um moço de escritório seriam ligados ao estabelecimento.