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EM FOCO

24/05/2017

As teorias naturalistas clássicas da evolução Gustave Geley


Se a evolução, considerada em seu conjunto, constitui hoje uma das grandes hipóteses científicas mais estáveis, ela apresenta ainda todavia, em sua sistematização e em sua filosofia, sérias dificuldades. Mesmo o princípio do evolucionismo, baseado nas provas capitais tiradas das ciências naturais, desafia toda refutação tentada de boa fé. Pelo contrário ele tem, na doutrina transformista, tal como foi ensinada até ao presente, pontos fracos, graves lacunas sobre as quais especulam os adversários. Não podendo mais ou não ousando mais atacar o evolucionismo de frente, eles guardam a esperança de conseguir por meio de vias desviadas.

caracol

Não seria por isso somente pueril, seria perigoso, do ponto de vista filosófico, negar ou dissimular esses pontos fracos ou essas lacunas. Importa, ao contrário, em trazê-los à luz, buscar sua razão de ser e sua explicação. As objeções feitas ao evolucionismo não são, eu o repito, objeções de princípio. Elas não visam mesmo o fato de revolução. Elas não são todavia temíveis, porque elas fazem tremer os dois pilares sobre os quais se tinha baseado o transformismo, isto é, suas noções clássicas de causalidade e de modalidade. É todo o mecanismo da evolução que se acha agora sujeito à revisão. Esse mecanismo, sabe-se, relevava duas grandes hipóteses: a hipótese darwiniana e a hipótese lamarckiana.

A hipótese darwiniana atribuía um papel essencial â seleção natural, isto é, à sobrevivência dos mais aptos na luta pela vida; os mais aptos sendo os que se distinguem de seus congêneres por uma vantagem física ou psicológica relativamente às necessidades vitais ambientes, e tendo essa vantagem aparecido por acaso. A hipótese lamarckiniana dava um papel capital à influência do meio, ao uso ou ao não uso dos órgãos; em caso de necessidade, criador de novas funções e novos órgãos. Essas duas causas clássicas, perfeitamente conciliáveis ou mesmo complementares, uma à outra, implicavam necessariamente a noção de modificações lentas, insensíveis e inumeráveis, para a formação progressiva de diversas espécies, desde as formas primitivas e elementares até ao homem. A essas duas hipóteses gerais vieram se juntar, em nossos dias, inumeráveis teorias secundárias, destinadas seja a estabelecer leis particulares, tais como as da hereditariedade; seja a combater as objeções, sem cessar, recorrentes e multiplicadas, que a análise rigorosa dos fatos traziam à concepção clássica do transformismo. Entre essas teorias, umas se prendem ao darwinismo, outras ao lamarckismo, outras ecleticamente aos dois sistemas. Umas não comportam senão explicações puramente mecânicas; as outras se elevam às concepções dinâmicas; algumas enfim, invadem o domínio metafísico [1].

Sobre todas, pode-se trazer o mesmo julgamento de conjunto: elas fazem prova de uma engenhosidade prodigiosa e de uma impotência mais prodigiosa ainda. Eu não discutirei nem essas teorias, nem suas explicações pretensas das dificuldades do transformismo. Os argumentos inumeráveis, por ou contra o transformismo, por ou contra o naturalismo clássico que se invocaram, não serão capazes de comportar, tanto que permanecem em uma ordem secundária, de convicção, de conclusão.

Fiel ao método que expus acima, não negligenciarei esses argumentos de detalhes e considerarei somente, imediata e diretamente, as dificuldades essenciais e primordiais, isto é, as únicas dificuldades reais do transformismo. Pouco importam as imperfeições secundárias do edifício naturalista; trata-se de ver mesmo se o corpo desse edifício, seu vigamento e suas pedras angulares, são sólidos ou débeis.

As dificuldades capitais do transformismo clássico são em número de cinco. Eis a enumeração:

1º Os fatores clássicos são impotentes mesmo para fazer compreender a origem das espécies.

2º Os fatores clássicos são impotentes para fazer compreender a origem dos instintos.

3º Os fatores clássicos são incapazes de explicar as transformações bruscas geradoras de novas espécies.

4º Os fatores clássicos são incapazes de explicar “a cristalização” imediata e definitiva dos caracteres essenciais das novas espécies ou dos novos instintos; o fato de esses caracteres, nos seus grandes sinais, são adquiridos muito rapidamente e, uma vez adquirido, permanecem imutáveis.

5º Os fatores clássicos são impotentes para resolver a dificuldade gera de ordem filosófica relativa à revolução que, do simples faz sair o complexo e do menos faz sair o mais.

Estudemos sucessivamente essas cinco dificuldades essenciais. Os fatores clássicos são impotentes mesmo para fazer compreender a origem das espécies.

Não é fácil ressaltar que nem a hipótese darwiniana, nem a hipótese lamarckiniana podem fazer compreender a origem dos caracteres constitutivos de uma espécie nova. A hipótese darwiniana primeiro: a seleção natural, considerada como fator essencial do transformismo, se choca com grandes objeções, objeções de princípio e objeções de fato. É inútil discuti-las todas, pois é suficiente uma única dessas objeções, a mais grave, para demonstrar a impotência do sistema. Ei-la aqui: para que uma modificação qualquer sobrevinda com a característica de uma espécie ou de um indivíduo, dá, a essa espécie ou a esse indivíduo, uma vantagem apreciável na luta pela vida. É preciso, com toda evidência, que essa modificação seja muito marcante para ser utilizável. Ora, um órgão embrionário, uma modificação no estado de esboço somente, aparecidos por acaso entre um ser ou um grupo de seres não lhes podem ser de nenhuma utilidade prática e não lhes dão nenhuma vantagem.[2]

O pássaro provém do réptil. Ora, um embrião de asa, aparecido por acaso, não se sabe por que nem como, no réptil ancestral, não podia dar a esse réptil a capacidade e as vantagens do vôo e não lhe forneceria nenhuma superioridade sobre os outros répteis, desprovidos desse rudimento inutilizável. É por isso impossível atribuir à seleção natural a passagem do réptil ao pássaro. O batráquio provém do peixe. Isso não é duvidoso já que vemos essa evolução se renovar durante a vida do girino, por uma série de modificações sucessivas, aperfeiçoando o coração, fazendo aparecer o pulmão, dando nascimento às patas, etc.

Mas um esboço de patas e de pulmões não dá nenhuma superioridade ao peixe que a possuísse. Para ter uma vantagem sobre seus congêneres, é indispensável que seu coração, seus pulmões, seus órgãos locomotores sejam já suficientemente desenvolvidos para lhe permitir viver fora d’água; como alcança essa evolução, e nesse momento somente, o girino da rã. As transformações embrionárias do inseto são mais impressionantes ainda. Existe um abismo entre a anatomia e a fisiologia da larva e as do inseto perfeito, que evidentemente é impossível se encontrar, na seleção natural, a explicação da evolução ancestral. [3]

Compreendendo todo o valor da objeção, certos neodarwinianos não hesitaram em apelar para a teoria lamarckiana da influência do meio e em colocar a origem das modificações geradoras de novas espécies numa associação de influência da adaptação e da seleção.

Essa teoria, dita da seleção orgânica, foi formulada por Baldwin e Osborn na América, e Loyd Morgan na Inglaterra. Ela pode se resumir assim: se a variação aparecida por acaso coincidir ou concordar com uma variação idêntica devida à influência das condições ambientes, essa variação se acha amplificada por essa dupla influência. Desde então, ela poderá ser bastante marcada para se expor à seleção.

Delage e Goldsmith não fazem objeção a essa teoria: se a variação é muito pouco marcada no começo para apresentar alguma vantagem e se é à adaptação ontogenética que retorna, na constituição definitiva do animal, o maior papel, essa adaptação se produz tanto nos indivíduos que apresentam a variação inata em questão quanto naqueles que são delas desprovidas. Então, a complementação trazida pela variação geral será suficiente para assegurar a sobrevivência de uns em detrimento dos outros? É mais provável que não, pois, se fosse de outro modo, essa variação teria sido suficiente a si somente.”

Pode-se fazer à teoria uma objeção mais categórica ainda: admitindo mesmo que a variação original seja amplificada e dobrada, triplicada mesmo se o quiserem, isso será menos que uma variação muito pequena. Ela jamais explicará a aparição de certas formas de vida, tais como a forma pássaro. Um embrião de asa, mesmo que seja exuberante, será menos que um embrião inutilizável e não dando nenhuma superioridade ao réptil ancestral. Na realidade, essa teoria da seleção orgânica não acrescenta nada à doutrina lamarckiana que vamos agora estudar: de acordo com essa doutrina, é a adaptação a novos meios que conduz a formação de novas espécies. A origem da modificação geradora não é devida ao acaso, mas à necessidade. O desenvolvimento ulterior dos novos órgãos característicos provém então do uso repetido desses órgãos e sua atrofia devida ao não uso. Produz-se assim, por séries de adaptações, séries de variações correspondentes, no princípio mínimo, mas se acumulando para produzir as principais transformações. A teoria lamarckiana foi adaptada pela grande maioria dos naturalistas contemporâneos, que se esforçam para conduzir todo o transformismo à influência do meio.

Os sistemas de Cope [4] , de Packard [5], na América, de Giard e Le Dantec, na França, são sistemas Lamarckianos. Packard resumiu, nas linhas seguintes, quais são de acordo com ele, as causas das variações: “O neolamarckismo reúne e reconhece os fatores da escola de Saint Hilaire e os de Lamarck, como contendo as causas mais fundamentais de variação; ele acrescenta o isolamento geográfico ou a segregação [6] , os efeitos da gravidade, das correntes de ar e d’água, o gênero de vida, fixa, sedentária ou, ao contrário, ativa; os resultados de tensão e de contato (Payder, Cope e Osborn), o princípio da mudança de função como conduzindo o aparecimento de novas estruturas (Dohrn), os efeitos do parasitismo, do comensalismo e de simbiose, enfim do meio biológico assim como a seleção natural e sexual e a hibridade. “Em resumo, todos os fatores primários concebíveis.

Cope se esforçou especialmente em fazer compreender o aparecimento das variações pela ação desses fatores primários. Ele atribui à variações duas causas essenciais: a primeira é a ação direta do meio ambiente, de todos os fatores enumerados acima. Cope o chama pelo nome geral de fisiogênese. A secunda é a influência do uso ou do não uso dos órgãos, das reações fisiológicas que se produzem no ser, em resposta às excitações do meio ambiente. Cope o chama de cinetogênese. Essa secunda causa seria capital e Cope faz sobressair sua importância pelo estudo da paleontologia. Os exemplos que ele dá em apoio a sua tese são inumeráveis. Um dos mais conhecidos é a formação do pé, por adaptação à corrida, dos quadrúpedes plantígrados e sobretudo digitígrados com a redução progressiva tão característica do número de dedos nesses últimos. [7]

A formação das articulações do pé e da mão dos mamíferos é igualmente típica. “A do pé, que é muito resistente, apresenta duas saliências do astrágalo, primeiro osso do pé, entrando nas duas covinhas correspondentes da tíbia, e uma saliência desse último osso penetrando em uma covinha do astrágalo. Essa estrutura não existe ainda nem nos vertebrados inferiores, como os répteis, nem nos mamíferos ancestrais de cada um dos grandes ramos atuais: ela se formou pouco a pouco graças a um certo modo de movimento e a uma certa atitude do animal. Os lados externos desses ossos sendo formados de materiais mais resistentes que suas partes centrais, eis o que se produziu: o astrágalo é mais estreito que a tíbia que se apóia sobre ele; também as partes periféricas, mais resistentes, do primeiro osso se achavam elas em face não das partes igualmente resistentes do segundo, mas de suas partes relativamente depreciáveis; estas, submetidas a essa pressão sofram uma certa reabsorção de sua substância, e covinhas correspondentes às duas bordas do astrágalo, se formaram. É exatamente o que se produziria se se dispusesse de uma maneira análoga de algumas matérias inertes mais ou menos plásticas, e que exercesse sobre elas uma pressão contínua.

A covinha do meio da borda superior do astrágalo, se deve a uma causa do mesmo gênero. Aqui, a extremidade interior, relativamente pouco resistente, da tíbia, repousa sobre uma região também pouco resistente do astrágalo; o que age, são as sacudidas contínuas. A conseqüência dessas sacudidas deve ser tornar as partes maleáveis do osso, na forma indicada pela direção da gravidade: formar-se-á uma protuberância no alto e uma cavidade em baixo.

É exatamente o que se produziu para a tíbia e o astrágalo. Desde a época terciária, até nossos dias, podemos seguir a formação dessa articulação: primeiro um astrágalo plano (no Periplychus rhabdobon do México, por exemplo), depois uma pequena concavidade que se acentua pouco a pouco para formar uma verdadeira covinha [8] , enfim, uma protuberância penetrando em uma concavidade da tíbia vindo completar essa articulação [9] .” Citado por Delage e Goldsmith.

Todavia, Cope não se limita a essas concepções mecanicistas. Ele admite, na evolução, uma espécie “de energia de crescimento”, aliás, mal determinado, que ele chama “bathmisme”, energia que se transmitiria pelas células germinais, e constituiria um verdadeiro dinamismo vital. O dinamismo vital só faria compreender como “a função faz o órgão”. Pelo contrário, Le Dantec, que sustenta igualmente a doutrina lamarckiana, permanece fiel ao mecanismo puro. Ele baseia a evolução sobre o que ele chamou “a assimilação funcional”. De acordo com esse sistema, a substância viva em lugar de se usar, de se destruir, por seu próprio funcionamento, como ensinavam os fisiologistas da escola de Cl. Bernard, se desenvolve, ao contrário, por esse funcionamento. O que se usa e se despensa, são simplesmente os materiais de reserva, tais como a gordura, o açúcar dos tecidos, etc.; mas a matéria viva em si mesma, a do músculo, por exemplo, aumenta pelo uso. É graças a essa “assimilação funcional” que se faz a adaptação aos meios e a progressão consecutiva.

Qualquer que seja ela, por toda evidência, a doutrina lamarckiana é infinitamente mais satisfatória que a doutrina darwiniana. É ela o complemento? De modo algum. Ela pode dar conta do aparecimento de uma multidão de detalhes orgânicos secundários, de modificações mais ou menos importantes, tais como a atrofia dos olhos da toupeira, a hipertrofia do dedo médio dos equídeos ou a estrutura especial das articulações do pé. Mas ela é seguramente falsa, tanto quanto a teoria geral, porque ela é impotente para fazer compreender os fatos mais importantes.

Ela não explica as grandes transformações que temos considerado na crítica da hipótese darwiniana. Em face das grandes transformações, o lamarckismo é tão impotente quanto o darwinismo, porque essas transformações implicam mudanças radicais e por assim dizer imediatas e não uma acumulação de modificações mínimas e lentas. A passagem da vida aquática para a vida terrestre, da vida terrestre para a vida aérea, não pode absolutamente ser encarada como o resultado de uma adaptação. As espécies ancestrais, adaptadas a meios muito especiais, não tinham necessidade de mudar e, se tivessem sentido a necessidade, elas não poderiam. Como o réptil, ancestral do pássaro, teria podido se adaptar a um meio que não era o seu e não podia tornar o seu senão após a passagem da forma réptil à forma pássaro. Ele não podia, antes de ter asas, asas úteis e não embrionárias, ter uma vida aérea e se adaptar.

Um raciocínio idêntico se aplica naturalmente à passagem do peixe ao batráquio. Mas onde a impossibilidade das transformações por adaptação aparecia mais evidente ainda, é na evolução do inseto. Não há nenhuma relação entre a biologia da larva representando, ao menos em uma certa medida o estado primitivo do inseto ancestral e a biologia do inseto perfeito. Não chega mesmo a conceber por quais misteriosas séries de adaptações um inseto, habituado à vida como larva, sob a terra ou nas águas, teria podido chegar progressivamente a criar asas para uma vida aérea, que lhe era fechada e mesmo sem dúvida desconhecida. Quando, além do mais, pensa-se que essas séries misteriosas de adaptações se realizariam, não uma vez, excepcionalmente, por uma espécie de “milagre natural”, mas tantas vezes quantos os gêneros de insetos alados, abandona-se toda esperança de ligar o aparecimento de suas espécies aos fatores lamarckianos, como se rejeitou a ideia de atribuí-los aos fatores darwinianos.

É mesmo evidente. Mesmo Plate tinha compreendido bem a impossibilidade dessas transformações formidáveis por adaptação, quando escrevia: “mesmo pelo fato de um animal pertencer a um certo grupo, as possibilidades de variações se acham restritas, e, em muitos casos, reduzidas a limites muito estreitos”. Assim então, lamarckismo e darwinismo são igualmente impotentes para dar uma explicação geral, adaptável a todos os casos, do aparecimento das espécies. Se a maior parte dos transformistas não o compreende ainda, há, entretanto, um certo número que o reconhece e se esforça para achar alhures o fator evolutivo superior capaz de suprimir as dificuldades inerentes ao naturalismo clássico: certos neo-lamarckianos, por exemplo, tais como Pauly, atribuem aos elementos do organismo, mesmo ao organismo, aos vegetais e aos minerais, uma espécie de consciência profunda. Essa consciência profunda estaria na origem de todas as modificações e de todas as adaptações. Haveria, em todos os graus da escala evolutiva, um esforço contínuo e esperado de adaptação. Naegeli é mais categórico ainda: de acordo com ele, os organismos compreendem duas sortes de plasmas: o plasma nutritivo, próprio a todas as espécies e não diferenciado, não específico e o plasma específico ou ideoplasma. Ora, esse ideoplasma conteria em si, não somente os “feixes miscelâneos” que o caracterizam, mas também uma tendência evolutiva interna com todas as capacidades, todas as potencialidades de transformação e de aperfeiçoamento. Essa potencialidade teria existido desde a primeira origem da vida, nas primeiras formas vivas. Os fatores exteriores não fariam desde então senão facilitar a adaptação; mas eles seriam incapazes, por eles mesmos, de provocar revolução. Eles agiriam no sentido de ajudar, favorecer e submeter ao seu ritmo particular essa revolução.

Essas concepções de Naegeli são extremamente interessantes. Elas levam, no final das contas, à conclusão de que a evolução foi efetuada, não por influência do meio, mas conforme essa influência. A adaptação aparece em todos os casos como uma conseqüência, às vezes como um fator adicional, jamais como uma causa essencial e suficiente. É evidentemente a essa conclusão que conduz necessariamente o exame imparcial das modificações criadoras das espécies. Mas, semelhante concepção é absolutamente contrária ao naturalismo clássico.


NOTAS:

[1] – Consultar, sobretudo, Delage e Goldsmith: As teorias da Evolução (Flammariona, editor). – Deperret: As transformações do mundo animal.

[2] – Inútil insistir, por outro lado, sobre o que existe de anticientífico e antifilosófico para fazer, do acaso, o fator principal da evolução.

[3] – A larva do inseto não representa exatamente o inseto primitivo, pois ela sofreu mudanças importantes, seguidas de adaptações necessárias por seus modos de existências. Mas, mesmo se se fizesse abstração dessas modificações secundárias, constatar-se-ia um abismo enorme entre o que era o inseto primitivo e o que é o inseto evoluído.

[4] – Cope: A facção peimária na evolução orgânica.

[5] – Packard: Lamarck, o fundador da evolução, sua vida e obra.

[6] – Wagner et Gulick.

[7] – O cavalo, por adaptação à corrida, não possui mais que um só dedo, o mediano, muito hipertrofiado e terminado por espessa camada de corno, e dois metacarpos rudimentares, acessíveis somente pela dissecação: mas vê-se a redução do número e do volume dos dedos laterais se efetuar nas séries evolutivas de seus ancestrais.

[8] – No caso do Poebrotherium labiatum do Colorado.

[9] – Ela aparece no Prothippus sejunctus, ancestral do cavalo atual.

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