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24/06/2017

Agenda mínima para os iniciantes na Doutrina Espírita Oswaldo Merino


Os textos abaixo são dos livros – ESELELM e é uma pauta mínima que todo iniciante deve ler com muita atenção, questionar tudo que não compreende, até a exaustão, neste site, onde os temas abordados são:

1- Falando da nossa terra em seu estágio atual
2- Discorrendo sobre a natureza de Deus.
3- O objetivo dos ensinos espíritas
4- O que significa e são espíritos puros
5- No que os espíritas acreditam
6- Para ser um homem de bem quais os requisitos necessários.

Obs: todos os títulos são originais dos livros, traduzidos por JHP acima citado, buscando em cada livro poderá ampliar o seu conhecimento a respeito do tema que aqui foi colocado como pauta mínima.

Os três livros se encontram nos links abaixo, onde podem ser copiados os capítulos do assunto abaixo exposto.

O Livro dos Espíritos

O Livro dos Médiuns

O Evangelho Segundo O Espiritismo

 

divisor-6

I – Mundos Superiores e Inferiores

FALANDO A NOSSO RESPEITO – DA NATUREZA DE DEUS

11 – No vosso mundo, tendes necessidade do mal para sentir o bem, da noite para admirar a luz, da doença para apreciar a saúde. Lá, esses contrastes não são necessários. A eterna luz, a eterna bondade, a paz eterna da alma, proporcionam uma alegria eterna, que nem as angústias da vida material, nem os contatos dos maus, que ali não tem acesso, poderiam perturbar. Eis o que o Espírito humano só dificilmente compreende. Ele foi engenhoso para pintar os tormentos do inferno, mas jamais pôde representar as alegrias do céu. E isso por que? Porque, sendo inferior, só tem experimentado penas e misérias, e não pode entrever as claridades celestes. Ele não pode falar daquilo que não conhece. Mas, à medida que se eleva e se purifica, o seu horizonte se alarga e ele compreende o bem que está à sua frente, como compreendeu o mal que deixou para trás.

12 – Esses mundos afortunados, entretanto, não são mundos privilegiados. Porque Deus não usa de parcialidade para nenhum, de seus filhos. A todos os mesmos direitos e as mesmas facilidades para chegarem até lá. Fez que todos partissem do mesmo ponto, e não dota a uns mais do que os outros. Os primeiros lugares são acessíveis a todos: cabe-lhes conquistá-los pelo trabalho, atingi-los o mais cedo possível, ou abandonar-se durante séculos e séculos no meio da escória humana.

(Resumo do ensinamento de todos os Espíritos Superiores)

divisor-6Da natureza divina

Item 14

parágrafos 3

A soberana bondade implica na soberana justiça; pois se ele agisse injustamente ou com parcialidade numa só circunstância, ou em relação a uma só de suas criaturas, não seria soberanamente justo, e, por conseqüência, não seria soberanamente bom.

A META

QUAL é O OBJETIVO DOS ENSINAMENTOS ESPÍRITAS?

Os livros sob os cuidados de Allan Kardec visam dar instruções de uso e aplicação na caminhada da evolução espiritual.

PRIMEIRA ORDEM:

ESPÍRITOS PUROS

112. Caracteres Gerais. Nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta, em relação aos Espíritos das outras ordens.

113. Primeira classe. Classe Única — Percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Havendo atingido a soma de perfeições de que é suscetível a criatura, não têm mais provas nem expiações a sofrer. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, vivem a vida eterna, que desfrutam no seio de Deus.

Gozam de uma felicidade inalterável, porque não estão sujeitos nem às necessidades nem às vicissitudes da vida material, mas essa felicidade não é a de uma ociosidade monótona, vivida em contemplação perpétua. São os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam, para a manutenção da harmonia universal. Dirigem a todos os Espíritos que lhes são inferiores, ajudam-nos a se aperfeiçoarem e determinam as suas missões. Assistir os homens nas suas angústias, incitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os distanciam da felicidade suprema é para eles uma ocupação agradável. São, às vezes, designados pelos nomes de anjos, arcanjos ou serafins. Os homens podem comunicar-se com eles, mas bem presunçoso seria o que pretendesse tê-los constantemente às suas ordens.

SISTEMAS

CAPITULO IV

CRENÇA (1) GERAL DOS ESPÍRITAS

Vejamos os resultados gerais a que chegamos através de uma observação completa, e que hoje formam a crença (1), podemos dizer da universalidade dos espíritas, porque os sistemas restritivos não passam de opiniões isoladas:

1º) Os fenômenos espíritas são produzidos por inteligências extracorpóreas, ou seja, pelos Espíritos.

2º) Os Espíritos constituem o mundo invisível e estão por toda parte; povoam os espaços até o infinito; á Espíritos incessantemente ao nosso redor e com eles estamos em contato.

3º) Os Espíritos agem constantemente sobre o mundo físico sobre o mundo moral, sendo uma das potências da Natureza.

4º) Os espíritos não são entidades à parte na Criação: são as almas dos que viveram na Terra ou em outros Mundos, desprovidas do seu envoltório corporal; do que se segue que as almas dos homens são Espíritos encarnados e que ao morrer nos tornamos Espíritos.

5º) Há Espíritos de todos os graus de bondade e de malícia, de saber e de ignorância.

6º) Estão submetidos à lei do progresso e todos podem chegar à perfeição, mas como dispõem do livre-arbítrio alcançam-na dentro de um tempo mais ou menos longo, segundo os seus esforços e a sua vontade.

7º) São felizes ou infelizes, conforme o bem ou mal que fizeram durante a vida e o grau de desenvolvimento a que chegaram à felicidade perfeita e sem nuvens só é alcançada pelos que chegaram ao supremo grau de perfeição.

8º) Todos os Espíritos, em dadas circunstâncias, podem manifestar-se aos homens, e o número dos que podem comunicar-se é indefinido.

9º) Os Espíritos se comunicam por meio dos médiuns, que lhes servem de instrumento e de intérpretes.

10º) Reconhecem-se a superioridade e a inferioridade dos Espíritos pela linguagem: os bons só aconselham o bem e só dizem coisas boas; os maus enganam e todas as suas palavras trazem o cunho da imperfeição e da ignorância.

Os diversos graus porque passam os Espíritos constam da Escala Espírita (O Livro dos Espíritos, II parte, cap. I, nº 100). O estudo dessa classificação é indispensável para se avaliar a natureza dos Espíritos, que se manifestam e suas boas e más qualidades.

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O HOMEM DE BEM

QUAIS SÃO OS REQUISITOS NECESSÁRIOS

O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e caridade, na sua maior pureza. Se interroga a sua consciência sobre os próprios atos, pergunta se não violou essa lei, se não cometeu o mal, se fez todo o bem que podia, se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar dele, enfim, se fez aos outros aquilo que queria que os outros fizessem por ele.

1) Tem fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria; sabe que nada acontece sem a sua permissão, e submete-se em todas as coisas à sua vontade.

2) Tem fé no futuro, e por isso coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.

3) Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções, são provas ou expiações, e as aceita sem murmurar.

4) O homem possuído pelo sentimento de caridade e de amor ao próximo faz o bem pelo bem, sem esperar recompensa, paga o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre o seu interesse à justiça.

5) Encontra usa satisfação nos benefícios que distribui, nos serviços que presta, nas venturas que promove, nas lágrimas que faz secar, nas consolações que leva aos aflitos. Seu primeiro impulso é o de pensar nos outros. Antes que em si mesmo, de tratar dos interesses dos outros, antes que dos seus. O egoísta, ao contrário, calcula os proveitos e as perdas de cada ação generosa.

6) É bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças nem de crenças, porque vê todos os homens como irmãos.

7) Respeita nos outros todas as convicções sinceras, e não lança o anátema aos que não pensam como ele.

8) Em todas as circunstâncias, a caridade é o seu guia. Considera que aquele que prejudica os outros com palavras maldosas, que fere a suscetibilidade alheia com o seu orgulho e o seu desdém, que não recua à ideia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever do amor ao próximo e não merece a clemência do Senhor.

9) Não tem ódio nem rancor, nem desejos de vingança. A exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios. Porque sabe que será perdoado, conforme houver perdoado.

10) É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência, e se lembra destas palavras do Cristo: “Aquele que está sem pecado atire a primeira pedra”.

11) Não se compraz em procurar os defeitos dos outros, nem a pô-los em evidência. Se a necessidade o obriga a isso, procura sempre o bem que pode atenuar o mal.

12) Estuda as suas próprias imperfeições, e trabalha sem cessar em combatê-las. Todos os seus esforços tendem a permitir-lhe dizer, amanhã, que traz em si alguma coisa melhor do que na véspera.

13) Não tenta fazer valer o seu espírito, nem os seus talentos, às expensas dos outros. Pelo contrário, aproveita todas as ocasiões para fazer ressaltar a vantagens dos outros.

14) Não se envaidece em nada com a sua sorte, nem com os seus predicados pessoais, porque sabe que tudo quanto lhe foi dado pode ser retirado.

15) Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe tratar-se de um depósito, do qual deverá prestar contas, e que o emprego mais prejudicial para si mesmo, que poderá lhes dar, é pô-los ao serviço da satisfação de suas paixões.

16) Se nas relações sociais, alguns homens se encontram na sua dependência, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus. Usa sua autoridade para erguer-lhes a moral, e não para os esmagar com o seu orgulho, e evita tudo quanto poderia tornar mais penosa a sua posição subalterna.

17) O subordinado, por sua vez, compreende os deveres da sua posição, e tem o escrúpulo de procurar cumpri-los conscientemente. (Ver cap.XVII, nº 9)

18) O homem de bem, enfim, respeita nos seus semelhantes todos os direitos que lhes são assegurados pelas leis da natureza, como desejaria que os seus fossem respeitados.

19) Esta não é a relação completa das qualidades que distinguem o homem de bem, mas quem quer que se esforce para possuí-las, estará no caminho que conduz às demais.

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COMO DEVEMOS ENTENDER A CRENÇA NO ESPIRITISMO [1]

A resistência do incrédulo, convenha, quase sempre se deve menos a ele do que à maneira pela qual lhe apresentam as coisas. A fé necessita de uma base, e essa base é a perfeita compreensão daquilo em que se deve crer. Para crer, não basta ver, é necessário sobretudo compreender. A fé cega não é mais deste século. É precisamente o dogma da fé cega que hoje em dia produz o maior número de incrédulos. Porque ela quer impor-se, exigindo a abdicação de uma das mais preciosas prerrogativas do homem: a que se constitui do raciocínio e do livre-arbítrio.

É contra essa fé, sobretudo, que se levanta o incrédulo, o que mostra a verdade de que a fé não se impõe. Não admitindo provas, ela deixa no espírito um vazio, de que nasce a dúvida. A fé raciocinada, que se apóia nos fatos e na lógica, não deixa nenhuma obscuridade: crê-se, porque se tem à certeza, e só se está certo quando se compreendeu. Eis porque ela não se dobra: porque só é inabalável a fé que pode enfrentar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade.

Esta agenda mínima visa dar uma base solida direto da fonte aos interessados em buscar conhecimento, confiança, na formação de uma educação proposta pelo espiritismo.

Devemos educar nossa mente que o espiritismo oferece uma meta e esse alvo e o ápice da jornada e conquista espiritual em seu grau máximo.

Quando você sabe para onde deve ir, fica mais fácil e simples as decisões a serem tomadas para do sucesso do empreendimento.

De antemão com minha experiencia de várias décadas posso assegurar que a ascensão não é simples, fácil e que podemos resolver o com passes e orações e ou comunicação com o mundo espiritual, muito embora esses procedimentos sejam ferramentais que auxiliam a nossa quinada na harmonização espiritual com as leis divinas.

É necessário muito mais…mas muito mais…uma reforma de pensamento e atitudes buscando exterminar, o orgulho, o egoísmo fontes de todas as nossas dificuldades na mudança.

Lembro os amigos que não há amor ou caridade sem justiça, esse trio justiça, amor, caridade é o conjunto que forma ATOS DE BONDADE, um sem o outro, não chegaremos nesta condição.

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