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29/06/2017

A conversão do Professor Hyslop pela Sra. Piper Krayher


Depois de ler os relatórios do Dr. Richard Hodgson relativos ao seu estudo da médium Leonora Piper, O Dr. James H. Hyslop, Professor de Ética e Lógica da Universidade de Columbia, esteve inclinado a aceitar a Hipótese Espírita.

Hyslop escreveu em seu livro: “Science and a Future Life” publicado em 1905 ― “Havia certas dificuldades relacionadas com os erros e confusões e com a dramática mudança de personalidade, como depois chamei o problema, que me fez ainda suspender o meu julgamento”.

Ao receber seu Ph.D da Universidade Johns Hopkins em 1887 e sua LL.D. da Universidade de Wooster, Hyslop ensinou Filosofia na Universidade de Lake Forest, Smith College e Universidade Bucknell antes de ingressar na faculdade de Columbia em 1895. Ele foi o autor de três livros, Elementos de Lógica (1892), Elementos de Ética (1895), e Problemas de Filosofia (1905). Seu interesse na pesquisa psíquica foi resultado de sua amizade com o professor William James, de Harvard.

Hyslop contatou Hodgson para providenciar algumas sessões com a Sra Piper.

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Quando entrei na casa com o Dr. Hodgson ele me apresentou como “Sr. Smith”, Hyslop recordava-se. “Eu me curvei em silêncio, não apertei as mãos, nem pronunciei sequer uma palavra, e durante as dezessete sessões publicadas no meu relatório, a Sra. Piper não ouviu a minha voz em seu estado normal, exceto por duas vezes quando eu “mudei-a” de um tom natural para proferir uma sentença, em um único caso, apenas quatro palavras.

Meu objetivo era esconder minha identidade, porque eu tinha estado presente numa sessão em 1892 de 15 minutos, e conheci Sra. Piper após a sessão. A presente ocasião era 1898, seis anos depois, e eu tinha deixado crescer uma barba imensa, desde então.

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Por esse tempo, Sra. Piper tinha mudado de um transe mediúnico falando a uma mediunidade de escrita automática, enquanto Rector tinha substituído o Dr. Phinuit como seu guia espiritual primário. Após a Sra. Piper entrar em estado de transe, Hyslop tomou seu lugar atrás e à direita dela, de onde podia ver a escrita automática. Hodgson sentou-se nas proximidades e registrou a sessão.

“A primeira parte da primeira sessão estava cheia de confusão” ― Hyslop escreveu. Enquanto vários nomes e relações foram dadas corretamente, ele recebeu então uma série de nomes que não significavam nada para ele. Dias depois, porém, ele descobriu que todos os nomes e fatos eram pertinentes de um conhecido seu. Perto do fim da sessão, o nome Charles foi soletrado com a alegação de que ele era seu irmão que havia morrido de febre tifoide depois de sofrer de um mau na garganta.

Ele ainda comunicou que tinha morrido no inverno, quando a neve cobria o chão e, em seguida, mudou a causa de sua morte para escarlatina, embora tenha sido inicialmente diagnosticada como febre tifoide. Ele também relatou ter visto sua mãe, que morreu depois dele.

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Meu irmão Charles morreu aos quatro anos e meio, em 1864, de escarlatina e sarampo, assim que foi diagnosticado, com uma dor de garganta pútrida com um quadro diftérico.” ― Hyslop ainda recordou-se ― “Foi em março e uma neve pesada caiu no dia anterior e na manhã de sua morte, um fato que eu me lembro, porque eu foi enviado em uma missão naquela manhã. Minha mãe morreu cinco anos depois de meu irmão Charles.

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Em uma tentativa de enganar a Sra. Piper (ou Rector), Hyslop perguntou a Charles se ele tinha visto seu irmão George. O fato era que George ainda estava vivo. A resposta veio através da mão da Sra. Piper (pela escrita) de que George não estaria lá “por um tempo, ainda.”

Em sua segunda sessão com a Sra Piper, Hyslop foi imediatamente abordado com a frase “James, James, fale comigo”, por alguém que se dizia ser seu pai. Mas o comunicador não era capaz de escrever qualquer outra coisa até que Charles reiterando, confirmou que era mesmo o seu pai, que havia morrido cerca de dois anos antes. No final da sessão, quando a Sra. Piper estava saindo do transe, ela soltou (falou)― “Hyslop”― e depois… “Diga a ele que sou seu Pai.”

Na terceira sessão, o Pai de Hyslop veio mais fortalecido, afirmando que ele se lembrava das conversas que teve com seu filho sobre a vida após a morte e suas condições, incluindo a capacidade de um espírito daquele lado para se comunicar. Hyslop lembrava claramente a discussão.

Na próxima sessão, o mais velho Hyslop escreveu através Sra Piper: “O que você lembra, James, de nossas conversas sobre Swedenborg? Você se lembra de nossa conversa uma noite na biblioteca sobre sua descrição da Bíblia?” ― O filho também lembrou que a discussão.

O pai posteriormente comunicou: “Esqueça a teoria do pensamento e não deixe ela incomodá-lo.” ― Hyslop interpretou isso como uma referência a uma conversa que teve com seu pai sobre a possibilidade de “transferência de pensamento”, ou “telepatia mental”, representando comunicação mediúnica.

Muitos outros fatos comprobatórios foram comunicados pelo pai. Ele mencionou que a voz de seu filho foi a última que ele ouviu em seu leito de morte. Ele perguntou o que aconteceu com seu velho cavalo, fornecendo o nome do cavalo, Tom. Ele disse que seu velho amigo, Steele Perry, havia se mudado para o oeste. Ele se referiu a outro amigo, Harper Crawford, sendo envolvido em uma disputa sobre ter colocado um órgão em sua Igreja. Os dois últimos fatos estavam fora do âmbito da telepatia mental como Hyslop não sabia nada sobre eles, embora mais tarde ele tivesse verificado com parentes e descobriu serem ambos verdadeiros.

Professor Hyslop continuou a sentar-se com a Sra. Piper periodicamente ao longo de vários anos. Houve muito mais em forma de provas que lhe vieram de parentes falecidos. Em uma sessão, seu tio, James McClellan, comunicou-se e mencionou que Hyslop herdou seu nome dele, o que Hyslop confirmou como verdadeiro. O tio disse ainda que “desprezava o apelido Jim”, o que Hyslop desconhecia. No entanto, quando Hyslop foi verificar a informação com seus primos, uma das filhas do tio confirmou, assim foi informado de que seu tio, de fato, não gostava de ser chamado “Jim”.

Houve confusão e dificuldade com nomes algumas vezes, mas Hyslop finalmente chegava a aceitar a hipótese espiritual, descartando a fraude, a telepatia e teleoteropataia, que era o nome dado então ao que é hoje chamado de Super Psi ou Super ESP.

Como Hyslop concluiu, a fraude foi claramente excluída. Mesmo que a Sra. Piper soubesse que ele estava vindo para se sentar com ela nas sessões; algo que ela não sabia; Ela ainda teria que empregar um investigador particular para desenterrar fatos obscuros em uma cidade quase mil milhas de onde ela morava, isto numa altura em que as viagens e as comunicações eram lentas e relativamente caras. E ela teria que assumir que nenhum dos parentes de Hyslop “gostaria de mencionar” que um investigador particular foi lá perguntar sobre os nomes dos cavalos, apelidos, disputas de igreja, etc. E o investigador teria de alguma forma ter descoberto sobre conversas “privadas” que teve Hyslop com seu pai.

O fato de algumas informações serem desconhecidas para Hyslop, mas depois terem sido verificadas como verdadeiras após investigações, pareceu descartar a simples telepatia pessoa para pessoa. Quanto a uma telepatia mais cósmica, geral― aquela em que o médium recebe informações através de mentes e memórias em qualquer lugar do mundo ou em algum computador cósmico e, em seguida, retransmitia as informações de volta para os participantes da sessão em forma de uma conversação ― Hyslop sentia que não havia nenhuma evidência científica adequada para tal teoria e que representava “um processo muito mais incrível do que o dos espíritos.”

Hyslop viu três argumentos positivos para a hipótese espírita:

1) A unidade seletiva da consciência exibida;

2) A exibição dramática da personalidade;

3) O caráter dos erros e confusões.

Em conexão com este último, ele opinou que “sobre a hipótese da telepatia, não há razão para esperar qualquer característica nas «comunicações» que sugira defeitos de memória.”

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Pessoalmente eu considero o fato da sobrevivência após a morte como comprovada cientificamente”― escreveu ele em um livro mais tarde ― “Eu concordo que este parecer não foi acolhido nos triais científicos. Mas isto não é nem culpa nossa, nem a culpa dos fatos. A Evolução não foi acreditada até muito tempo depois de ter sido provada. A culpa era com aqueles que eram ignorantes demais ou muito teimosos para aceitar os fatos. A história mostra que todo homem inteligente, que tem ido para este inquérito, se ele desse o exame adequado em tudo, saia acreditando nos espíritos; esta circunstância coloca o ônus ou prova sobre sobre os ombros dos céticos.

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Quando Hyslop foi criticado por seu interesse na pesquisa psíquica, ele perguntou: – Por que é tão nobre e respeitável investigar e descobrir de onde o homem veio, e tão desconfiável e desonroso investigar e descobrir para onde ele vai?

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