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25/04/2017

A chave que abre o futuro do ser Léon Denis


Sir William Crookes, um notável físico dos tempos modernos, depois de ter observado, durante três anos, as materializações do Espírito de Katie King e de as haver fotografado, declarou:

“Não digo: isto é possível; digo: isto é real.”

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Pretendeu-se que W. Crookes se retratara. Ora, à semelhante insinuação ele próprio respondeu no discurso que proferiu por ocasião da abertura do Congresso de Bristol, como presidente da Associação Britânica para o Adiantamento das Ciências. Falando dos fenômenos que descrevera, acrescentou:

“Nada vejo de que me deva retratar; mantenho minhas declarações já publicadas. Poderia mesmo aditar-lhes muita coisa.”

Russel Wallace, da Academia Real de Londres, na obra intitulada: O Milagre e o Moderno Espiritualismo, descreve:

“Eu era um materialista tão completo e experimentado que não podia, nesse tempo, achar lugar no meu pensamento para a concepção de uma existência espiritual… Os fatos, entretanto, são obstinados: os fatos me convenceram.”

O professor Hyslop, da Universidade de Colúmbia, Nova Iorque, em seu relatório sobre a mediunidade de Mrs. Piper, médium de transe, disse:

“A julgar pelo que eu próprio vi, não sei como poderia furtar-me à conclusão de que a existência de uma vida futura está absolutamente demonstrada.”

F. Myers, professor em Cambridge, na bela obra: A Personalidade Humana, chega à conclusão de que “vozes e mensagens nos vêm de além-túmulo”.

Falando de Mrs. Thompson, acrescenta: “Creio que a maioria dessas mensagens parte de Espíritos que se servem temporariamente do organismo dos médiuns, para no-las transmitir.”

Richard Hodgson, presidente da Sociedade Americana de Pesquisas Psíquicas, escrevia nos Proceedings of Society Psychical Research:

“Acredito, sem a menor sombra de dúvida, que os Espíritos que se comunicam são de fato as personalidades que dizem ser; que sobreviveram à mutação conhecida pelo nome de morte e que se comunicaram diretamente conosco, pretensos vivos, por intermédio do organismo de Mrs. Piper adormecida.”

O mesmo Richard Hodgson, falecido em dezembro de 1906, se comunicou depois com seu amigo James Hyslop, entrando em minúcias acerca das experiências e dos trabalhos da Sociedade de Pesquisas Psíquicas. Explica como, para ficar absolutamente provada a sua identidade, deviam as experiências ser conduzidas.

Essas comunicações são feitas por diferentes médiuns que não se conhecem reciprocamente e umas confirmam as outras. Notam-se as palavras e as frases familiares, em vida, aos que se comunicam depois de mortos.

Sir Oliver Lodge, reitor da Universidade de Birmingham e membro da Academia Real, escreveu em The Hilbert Journal o seguinte, que o Light de 8 de julho de 1911 reproduziu:

“Falando por conta própria e com pleno sentimento de minha responsabilidade, dou testemunho de que, como resultado das investigações que fiz no terreno do psiquismo, adquiri por fim, mas de modo inteiramente gradual, a convicção em que me mantenho após vinte anos de estudo, não só de que a continuação da existência pessoal é um fato, como também de que uma comunicação pode ocasionalmente, embora com dificuldade e em condições especiais, chegar-nos através do espaço.”

E na conclusão do seu recente livro A Sobrevivência Humana, acrescentou:

“Não vimos anunciar uma verdade extraordinária; nenhum novo meio de comunicação trazemos, mas apenas uma coleção de provas de identidade cuidadosamente colhidas, por métodos desenvolvidos, ainda que antigos, mais exatos e mais vizinhos da perfeição talvez do que os empregados até hoje. Digo ‘provas cuidadosamente colhidas’, pois que os estratagemas empregados para a sua obtenção foram postos em prática de um e de outro lado da barreira que separa o mundo visível do invisível; houve distintamente cooperação dos que vivem na matéria e dos que já se libertaram dela.”

O professor W. Barrett, da Universidade de Dublin, declara (Anais das Ciências Psíquicas, novembro e dezembro de 1911):

“Sem dúvida, por nossa parte acreditamos haver alguma inteligência ativa operando por detrás do automatismo (escrita mecânica, transe e incorporação) e fora deste, uma inteligência que mais provavelmente é a pessoa morta que a mesma inteligência afirma ser do que qualquer outra coisa que possamos imaginar… Dificilmente se encontrará solução para o problema dessas mensagens e das ‘correspondências’ de cooperação inteligente entre certos Espíritos desencarna- dos e os nossos.”

O célebre Lombroso, professor da Universidade de Turim, escrevia na Lettura:

“Sinto-me forçado a externar a convicção de que os fenômenos espíritas são de uma importância enorme e que é dever da Ciência dirigir sem mais demora sua atenção para essas manifestações.”

Mr. Boutroux, membro do Instituto e professor da Faculdade de Letras de Paris, se exprime assim no Matin de 14 de março de 1908:

“Um estudo amplo, completo do psiquismo não comporta unicamente um interesse de curiosidade, mesmo científica; interessa também muito diretamente à vida e ao destino do indivíduo e da Humanidade.”

O sábio Duclaux, diretor do Instituto Pasteur, em uma conferência que fez no Instituto Geral Psicológico, há alguns anos, dizia:

“Não sei se sois como eu, mas esse mundo povoado de influências que experimentamos sem as conhecermos, penetrado desse quid divinum que adivinhamos sem lhe apreendermos as minúcias, ah! esse mundo do psiquismo é mais interessante do que este outro em que até agora se encarcerou o nosso pensamento. Tratemos de abri-lo às nossas pesquisas. Há nele, por se fazerem, imensas descobertas que aproveitarão à Humanidade.”

O observador, o pesquisador imparcial que deseja formar juízo seguro, muitas vezes se acha em presença de duas opiniões igualmente falaciosas. De um lado, a condenação em bloco. Dir-lhe-ão: no psiquismo tudo é fraude e embuste; ou então: tudo é ilusão e quimera. De outro lado, a credulidade excessiva. Encontrará pessoas que admitem os fatos mais inverossímeis, mais fantásticos; outras que se entregam às práticas espíritas sem estudos prévios, baldas de método, de discernimento, de espírito de crítica, ignorantes das causas várias a que se podem atribuir os fenômenos psíquicos.

Esses talvez sejam indivíduos de boa-fé. Mas há também os embusteiros e os charlatães. O charlatanismo se tem freqüentemente apropriado dos fatos psíquicos para os imitar e explorar. Cumpre estar sempre em guarda contra o cortejo dos falsos mágicos, dos falsos médiuns ou dos que, possuindo faculdades reais, não hesitam contudo em trapacear, havendo oportunidade. Ao observador importa precaver-se dos míseros industriais que não trepidam em mercadejar com as coisas mais respeitáveis. Entretanto, os casos fraudulentos em nada podem alterar a realidade dos fatos autênticos.

Não há dúvida de que as trapaças, as falsas materializações, as fotografias arranjadas desacreditam o psiquismo e entravam a marcha desta ciência nova, que lhe retardam o vôo e o desenvolvimento normal. Mas não sucede sempre assim com todas as coisas humanas? As mais sagradas nunca estiveram ao abrigo das falcatruas dos intrujões e dos impostores.

Indubitavelmente, diante da incerteza, da confusão que resulta de tantas opiniões contraditórias, muitos homens hesitarão em palmilhar esse terreno, em se entregar a um estudo atento da questão. O que o primeiro exame, superficial, neles produz é a desconfiança, a hostilidade. Quase nunca vêem da ciência psíquica senão os lados vulgares, as mesas girantes e outros fenômenos da mesma natureza, conservando-se-lhes desconhecidas ou ignoradas as manifestações de caráter elevado, os fatos de real valor. É que neste mundo o que é belo e grande se dissimula; só pode ser descoberto por esforços perseverantes, enquanto que as coisas banais e ruins disputam a evidência em torno de nós. Ou então os fenômenos citados parecerão maravilhosos, incríveis aos que jamais experimentaram e muitos, em presença das narrações que se lhes fazem, porão os espíritas no rol dos alienados.

Tal a primeira impressão, que, cumpre reconheçamos, não é favorável. Entretanto, quem estudar seriamente a questão será impressionado por um fato: é que, ao cabo de meio século de críticas amargas, de ataques violentos e até de perseguições, o Espiritismo se mostra mais vivaz do que nunca. Pode-se dizer que ele se há consideravelmente desenvolvido, pois que já não se contam as revistas, os jornais, os grupos de experimentação que se prendem a esta ordem de idéias, em todos os pontos do globo. Tudo quanto hão querido tentar contra ele tem falhado. As pesquisas científicas e os processos tendenciosos lhe resultaram até aqui favoráveis.

Importa ainda que se reconheça uma coisa: se o Espiritismo encontrou tanta dificuldade para vencer as oposições conjuradas é que a experimentação neste campo se apresenta prenhe de embaraços. Exige qualidades de observação e de método, paciência, perseverança, que estão longe de ser predicados de todos os homens. As manifestações espíritas obedecem a regras mais sutis, a condições mais delicadas e mais complexas que as de qualquer outra ciência. Aos experimentadores foram precisos longos anos de estudo e de observação para chegarem a determinar as leis que regem o fenômeno espírita.

Como a pouco vimos, o Espiritismo já agora se apóia em testemunhos científicos de alto valor, em experiências e afirmações de homens que ocupam elevada posição na Ciência e cujas obras fortes, cujas vidas íntegras e fecundas merecem o respeito universal. E o número desses testemunhos cresce dia a dia. Daí o podermos dizer: se os fenômenos espiríticos não passassem de ilusão e quimera, como teriam conseguido prender, durante anos, a atenção de sábios ilustres, de homens frios e positivos, quais W. Crookes, Lodge, Zöllner, Lombroso? E, em grau menos alto, porém não de somenos importância, homens como Myers, Aksakof, Maxwell, Stead, Dariex e outros?

Pouco a pouco, graças às investigações e às experiências desses cientistas, a explanação prossegue e as afirmações em favor do Espiritismo se renovam e multiplicam.

Eis por que consideramos um dever espalhar por toda parte o conhecimento dos fatos, por isso que projetam luz nova, luz poderosa sobre a nossa natureza real e sobre o nosso futuro. É preciso, afinal, que o homem aprenda a se conhecer melhor, a ter consciência das energias que possui em estado latente. Conformando-se à lei suprema, ele deve trabalhar com coragem e pertinácia para se engrandecer, para crescer em dignidade, em saber, em critério, em moralidade, porquanto nisso está todo o seu destino!

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Por Léon Denis em “O Além e a Sobrevivência do Ser

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2 Responses “A chave que abre o futuro do ser Léon Denis

  1. Sandra Valencio
    03/07/2016 at 15:11

    Boa tarde!

    Este é meu primeiro contato com o site, gostei muito.
    Notei porém que, exceto quando se comenta a matéria, não há campo para incluir o e-mail e receber as publicações da página. Bom, eu pelo menos não o encontrei. Talvez seja mesmo essa a intenção: comentarmos.

    Parabéns a todos pelo trabalho! O site tem um excelente conteúdo.

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    • 26/07/2016 at 16:08

      Agradecemos o elogio Sandra. Em breve faremos um sistema para o recebimento das publicações via e-mail. Abraços

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