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19/10/2017

A Alma dos Animais: I – A égua Windemers


Eu o extraio da revista Light, de Londres, Inglaterra (1921, pág. 187). O narrador é o senhor F. W. Percival, que escreveu:

windermers“O senhor Everard Richard Calthrop, importante criador de cavalos puro-sangue, em seu recente livro intitulado The Horse as Comrade and Friend (Edição Hutchinson & Co, 242 págs., 1920), conta que há alguns anos ele possuía uma magnífica égua chamada “Windemers”, à qual ele era profundamente apegado; a égua lhe retribuía tal afeto com um efetivo transporte, o que dá ao presente caso um caráter realmente comovente. O destino quis que a égua se afogasse num pântano próximo à fazenda do senhor Calthrop, e ele expôs assim as impressões que teve naquele trágico momento:

“Às 3:20 da manhã do dia 18 de março de 1913, acordei de um sono profundo num ímpeto, não por causa de algum barulho ou relinchar, mas por causa de um chamado de ajuda que transmitia – não compreendi de que maneira – minha égua “Windemers”. Eu escutei e não se ouvia sequer um som na noite calma; assim que fiquei completamente acordado, senti vibrar em meu cérebro, em meus nervos, o chamado desesperado de minha égua; soube que ela estava diante de um enorme perigo e invocava um auxílio imediato.

Vesti um sobretudo, calcei minhas botas, abri a porta e me pus a correr no parque. Não ouvia os relinchares nem as queixas, mas sabia, de uma maneira incompreensível e prodigiosa, de que lado vinha esse sinal de “telégrafo sem fio”, embora o mesmo enfraquecesse rapidamente. Assim que saí, dei-me conta, com espanto, de que o sinal vinha do lado do pântano. Corria, mas sentia que as ondas vibratórias do “telégrafo sem fio” ressoavam cada vez menos em meu cérebro; quando cheguei à beira do pântano, elas tinham cessado. Ao olhar as águas, percebi que elas estavam ainda sendo remexidas por pequenas ondas concêntricas que vinham até a margem; no meio do pântano notei uma massa negra que se definia de maneira sinistra com a primeira claridade da aurora. Compreendi rapidamente que lá estava o corpo da minha pobre “Windemers” e que, infelizmente, eu tinha respondido muito tarde ao seu chamado: ela estava morta.”

O senhor F. W. Percival, ao reproduzir esse relato na Light (1921, pág. 187), ressaltou:

“Realmente, em casos como estes, não há o testemunho do agente; porém, isto não impede que as três regras de Fredrich W. H. Myers – elaboradas para distinguir os casos telepáticos 6 daqueles que não o são – sejam, de qualquer forma, aplicáveis ao caso em questão. As três regras são as seguintes:

1) Que o agente tenha se encontrado em uma situação excepcional (neste caso, o agente lutava contra a morte);

2) Que o receptor tenha sentido/experimentado algo psiquicamente excepcional, inclusive uma sensação de que o agente era conhecido (neste caso, a impressão que revela o agente é manifesta);

3) Que os dois incidentes coincidam do ponto de vista temporal (esta condição é também observada).” Poderíamos acrescentar que o impulso telepático foi pontual e intenso o bastante a ponto de despertar o percipiente de um sono profundo, de fazê-lo imediatamente perceber que se tratava de um pedido de socorro de sua égua e de orientar seus passos, sem nenhuma hesitação, em direção ao local onde o drama se passava. Assim sendo, não me parece que seja possível colocar em dúvida o caráter realmente telepático do acontecimento.

 

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